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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O medo do amor...Adorável musa gaúcha Martha Medeiros

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos.
Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba.
Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.
Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Martha Medeiros

POR: Wcastanheira    Em delírios de um final de tarde, viajando no maravilhoso momento de inspiração da minha conterrânea Martha Medeiros, uma pérola, uma preciosidade. Pra vcs bjos e bjos.

5 comentários:

  1. Pois é, amigo...tantas coisas passam pela nossa mente quando amamos...é difícil ter um discernimento equilibrado sobre o amor, mas com fé, tudo é possível.

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  2. Boa noite Castanha.
    Falar do Amor não é facil,
    principalmente quando pensamos
    que estamos amando e de repente,
    um se afasta, sofremos, choramos,
    mas assim que outro Amor chega,
    Amamos de novo, e de novo, e de novo...
    Como é bom Amar...ai,ai!
    Abraços carinhosos

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  3. Ola,
    Martha é uma das minhas preferidas.
    Ela escreve divinamente e esse texto é bem reflexivo.
    Eu adorei.
    Aproveito para agradece seu carinho comigo.
    Beijos até seus delírios de final de tarde.

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  4. Somos conterrâneos então? Não sabia que és gaúcho também =D
    Grande inspiração essa ein. Martha é exemplo. Com o perdão deste peso que a nomeio.
    Medo de amar é bem mais comum que medo de aranha, ou escuro, ou bicho-papão.
    É medo de gente grande. Medo tão comum que as vezes é ignorado, pra ver se assim é esquecido. Mas ela cresce junto com todo o resto. Seria esse sintoma de Clive?


    parabéns


    Hey aguardo uma nova visita quando puder ^^
    diademegalomania.blogspot.com

    Dá uma lida pra comentar ><

    Abraço do Clive

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