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sábado, 30 de maio de 2009

A vida na mansão, eu, Teco e a cozinheira.

Meus ouvidos, que a terra há de um dia comer, no fundo daquele corredor ouviram gritos, sei lá pareciam gemidos, mas eram gritos de mulher. Na verdade, não eram exatamente gritos, e sim gemidos. Prestando bem atenção, não se dirigiam a mim aqueles gritos, quer dizer, gemidos. A pessoa que gemia nem devia saber, sequer imaginava que soubrara eu, euzinho, apenas eu, em casa. De onde vinha o ruído? Esgueirei-me pelos cantos da sala, atento como um perdigueiro, com passos delicados, flutuei por alguns momentos. Percebi que o som partia de um dos banheiros do lugar, baixinho, sussurrado, quase um som imperceptível, não fora eu naquele momento um louco, um desvairado em busca de algum tipo de som ,um banheiro situado no meio de um corredor que levava aos quartos dos empregados. Fui até lá, devagar, pé ante pé, um tigre à espreita da vítima, um angorá já sentindo o cheiro e o gosto de sua deliciosa preá, um gatinho preparando o bote final sobre aquele pássaro escolhido, a comida certa na hora exata, espiei pela porta entreaberta, fui mais além, farejei e o que vi me surpreendeu. Teco, o mordomo, tentava agarrar a cozinheira.Mas que belo sacana havia me saído esse Teco! Tinha prensado a cozinheira contra a parede. Enfiava as mãos por baixo da saia dela, aproveitava-se agarrava-a com vontade, a pobresinha, ali, indefesa, escanteada, esnucada, com ânsia mesmo. Teco queria de qualquer jeito sovar a cozinheira. Dei uma boa olhada nela. Hum. Nunca havia reparado naquela cozinheira, envolvido que estava com Amanda ou Fernanda, mas agora percebia que se tratava de uma mulata bem interessante. Boas pernas, coxas fortes. Bem interessante, de fato. As possibilidades infinitas da vida na mansão! Teco apalpava aquelas coxas cor de chocolate e resfolegava com a cabeça enfiada entre os delicados e macios seios da cozinheira. Ela arfava e repetia:

- Para! Para! Sai! Sai! Apertava a pobresinha, judiava da indefesa moça.

Mas não parecia querer realmente que ele parasse. A calcinha dela apareceu entre os dedos ávidos do mordomo. Uma calcinha amarelinha, com delicadas rendinhas azuis, sabe aquelas rendinhas dos nossos sonhos de jovem? Asssim, juuustamente iguais, uma calcinha delicada, ajustadinha àquele corpinho de boneca Suzi, acho que não podia ser menor. Em um segundo, a calcinha já lhe cobria os joelhos redondos. O sexo pulsante da cozinheira agora se expunha à concupiscência do mordomo. Grande Teco! Invejei-o. Ganhara duzentos pilas sem fazer esforço e agora ia se repoltrear com uma cozinheira gostosa, mas, convenhamos, indefesa, pois fora com certesa abatida pela lábia daquele ingrato, caiu no conto do vigário, é, conclusão Teco é um sedutor barato, um homem, se é que a isto pode-se chamar de homem, um homem sem caracter,um semvergonha, este Teco.

A coisa ia acontecer ali mesmo e seria uma loucura, um ato insano do meu amigo Teco, senti vontade de assistir e ao mesmo tempo de gritar para ele parar com tal ato de força, mas achei que a função facilitaria o meu trabalho. Primeiro o dever, depois o prazer. Deixei Teco se divertindo com a cozinheira e decidi que talvez me ocupasse dela mais tarde., quem sabe numa outra oportunidade, finalmente a vida na mansão havia de continuar após o feito mal intensionado do mordomo, deslizei para a sala outra vez, subi as escadas e fui direto para o quarto da velha bruxa. Sabia onde estavam as joias: escondidas num fundo falso do roupeiro. Rapidamente abri o roupeiro, extraí o fundo falso e de lá saquei a caixa de joias. Faiscavam, brilhavam como um pequeno sol. Um tesouro! Piratas matariam pelo conteúdo daquela caixa. Coloquei-as todas em um saco de pano que trouxera especialmente para o trabalho, exceto um colar de brilhantes muito chamativo e, provavelmente, muito caro. Esse, meti no bolso das calças. Devolvi a caixa ao fundo falso, fechei o roupeiro, retirei as luvas e saí do quarto, sempre tendo o cuidado de apagar minhas impressões digitais. Desci as escadas. Agora vinha a parte mais delicada do plano, talvez a mais perigosa: teria de esconder o colar numa gaveta do quarto do Teco. Queria imputar-lhe a culpa pelo roubo. Seria perfeito. Per-fei-to! Pagaria minha dívida com o agiota, cobriria o rombo na contabilidade da empresa e ainda me livraria do chantagista maldito, sim chantagista, um amigo chantagista, pode não parecer mas é... sobre isto se você quiser falaremos mais tarde numa outra ocasião, por hora está bom assim. Ele não poderia me acusar de nada nem que desconfiasse. Se me denunciasse, teria de admitir que fez chantagem comigo, seria possível inclusive que o obrigassem a devolver os 200 pilas que lhe paguei.

Era mesmo um plano genial. Mas, para esconder a jóia em seu quarto, precisaria passar pelo banheiro onde o mordomo e a cozinheira espadanavam em sexo pecaminoso. Foi com muita, muita, mas muita cautela que passei pela frente do banheiro. Não pude evitar: dei uma espiadela, que loucura estava eu fazendo, eu? Não o Teco ou seria eu? Sei lá fiquei meio tonto quase desgracei meu plano ao ver aquilo tudo pelo buraco da fechadura, pobre moça! Teco possuía a cozinheira em cima da pia, furiosamente, rosnando:

- Me chama de patrão! Me chama de patrão! Vai, me chaaaama...

Ela gania:

- Patrãozinho! Patrãozinho!

O bom Teco, grunia, sei lá parecia um grunido mesmo, coisa de amador, de estagiário, de quem ainda não sabe ou jamais saberá fazer direito, direitinho, como manda o figurino...

Fui em frente. Entrei no quarto dele. Não escolhi muito: abri a última gaveta de uma penteadeira e acomodei o colar entre as meias e as cuecas do chantagista desgraçado. Limpei as impressões mais uma vez. Esperei alguns minutos, escutando com o ouvido colado à porta. Só poderia sair quando o caminho estivesse limpo. Esperei. Esperei.

Esperei.

Ouvi vozes ao longe, um corredor imenso, Teco e a cozinheira deviam estar se despedindo. Malandro, esse Teco. Esperei mais um pouco. Esperei. Esperei. Esperei.

Abri a porta, enfim. Tudo estava silencioso. Tudo calmo, pairava no ar o silêncio das horas de meditação dos conventos, dos momentos mais solenes, das meia noites dos cemitérios, um silêncio que predizia perigo! Perigo!

Já estava no corredor, quando ocorreu o inesperado, o imprevisto, o desespero pareceu abocanhar-me, as pernas afrouxaram, tudo encolheu, desapareceu minha volupia, gelei, derepente...

A cozinheira me viu.

Sim. Ela me viu. Já havia se livrado de Teco, que na certa se encontrava em outro ponto da mansão. Vinha caminhando placidamente, delicadamente, santamente, pelo corredor, com o maior ar de inocência naquele rosto de rainha da bateria. E flagrou-me saindo do quarto do mordomo, com o saco de pano cheio de joias na mão.

E agora? O que eu poderia fazer???

Não sei, você sabe? No próximo sábado combinei um chop com Fernandinha, sabe a Fê do pé de valsa, quem sabe, ela com a astúcia natural das espertas mulheres, saberá dizer-me o que fazer n'uma sinuca de bico dessas, aguarde... enquanto isso, vá espiando por algumas frestas, algumas fechaduras, finalmente, existem tantas outras cozinheiras por aí...


Por: Wcastanheira. Num desses sábados chuvosos, pensando, pensando, no quase nada, só poderia sair isto, nada mais...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Se eu enlouquecer....

Se eu enlouquecer...talvez seja por vontade de te ver.
Se eu enlouquecer... pode ser pela angustia de pensar que alguém no mundo ainda não percebeu que te amo, pelo desespero de ter sabido que jamais me amaste.
Se eu enlouquecer... talves seja porque meu pensamento explodiu meu cérebro de tanto tentar enchê-lo apenas com o amor que te tenho, talvez porque apenas hoje eu tenha percebido quão é sábio aquele que se entrega às profundesas e às loucuras de um grande amor.
Se eu enlouquecer... tenhas piedade, acolha-me, talvez eu esteja louco de saudades de você, pode ser que teu carinho, a delicadeza da tua mão, o calor do teu colo, o brilho do teu olhar e a luz do teu sorriso largo, sejam o alento que eu esteja necessitando para acordar desta avalanche de insólitos atos.
Se eu enlouquecer... tenhas carinho, não grites aos quatro ventos, não avize aos passarinhos, não faça alarde ao telhado, apenas e tão sòmente, acolha a este coitado.
Se eu enlouquecer... dê-me abrigo no teu colo, dê-me a paz da tua palavra, dê-me o calor do teu regaço e.. quem sabe, mesmo louco, eu acorde para a delicia que é viver o teu amor.
Se eu enlouquecer... não comentes aos teus amigos, nem fale aos teus amores, apenas acompanha as minhas dores.
Se eu enlouquecer... pense apenas em estar comigo, pois com certeza mesmo na loucura, estou todo, mas todo... apenas contigo.
Se eu enlouquecer... talvez seja pela tua ingrata ausência, pela falta do teu beijo, que aviva meu desejo, pela falta do teu sorriso, que quebrou com o encanto do meu paraízo.
Se eu enlouquecer...estarei feliz, estarei vivendo um louco amor, na minha loucura lembrarei do teu beijo quente, lembrarei das nossas noites ao luar, das conversas abandonadas e daquelas infindáveis promessas de amor, fique em paz, pois na minha loucura com certeza terei o deleite das noites de carinho e amor, dos passeios nas praças, das visitas às catedrais e das juras ao pé de tantos altares, não tenhas piedade, apenas carinho, pois na minha loucura, lembrarei sempre do calor do teu aconchego, das calçadas, das flores, do jardim e com certeza das promessas que fizeste pra mim, não te cobres, não fiques aflita, na minha loucura entenderei, o teu não, a tua angustia, o teu medo, mas com certeza na minha ida ao etéreo dos loucos, ainda estarei saboreando os beijos que de ti ganhei e por certo feliz e agradecido estarei.
Se eu enlouquecer.. não chores não, melhor é estar louco que esperar por um amor que jamais virá, melhor é estar louco que ficar fazendo planos para um dia se der, ser feliz.
Se eu enlouquecer, será apenas por ti, mas de que adiantaria tua piedade se não podes teu amor doar? De que adianta teu carinho, se é um carinho que não acalma minha loucura?
Se eu enlouquecer... só teu amor pode me curar... só teu remédio, irá me arremediar


Devaneios num final de tarde.... frutos da visita de um certo anjo...
Por Wcastanheira

SÓ PRA VC! Q MORA NO MEU CORAÇÃO!!

Eu seria…

Se eu fosse um mês, eu seria… março, o mês que nasci. Se eu fosse um dia da semana, eu seria… a sexta, em clima de final de semana. Se eu fosse uma hora do dia, eu seria… o final da tarde. Se eu fosse uma direção, eu seria… o norte, sempre em frente. Se eu fosse um esporte, eu seria… a natação. Se eu fosse um divertimento, eu seria… um jogo de xadrez. Se eu fosse um momento, eu seria… o reencontro. Se eu fosse um líquido, eu seria… o leite, o leite materno. Se eu fosse uma pedra preciosa, eu seria… uma ametista,uma Ágata, linda também, que acho-as lindas. Se eu fosse uma árvore, eu seria… a figueira, com seus ramos explendorosos, dá sombra aos para o deleite do cançado e figos para a delicia da passargarda. Se eu fosse uma flor, eu seria… margaridas, bem vibrantes, mas não esqueceria de sempre levar junto, uma rosa amarela, há beleza maior? Pra mim, não, ainda estou na busca de beleza mais enibriante e você? Se eu fosse um instrumento, eu seria… um violão. Se eu fosse uma cor, eu seria… o amarelo. Se eu fosse um sentimento, eu seria… o Amor. Se eu fosse um animal, eu seria… um cachorro, fiel e companheiro. Se eu fosse uma fruta, eu seria… um morango, pra quê? Pra ser deliciosamente saboreado nas entrelinhas do amor. Se eu fosse um livro, eu seria… A Cabana, de William P. Young. Se eu fosse um personagem, eu seria… o Snoopy. Se eu fosse uma comida, eu seria… Arroz, bife e batata-fritas com salada de tomates. Se eu fosse um lugar, eu seria… uma praia. Se eu fosse um objeto, eu seria… um livro. Se eu fosse um filme, eu seria… A Lagoa Azul.Romântico. Se eu fosse um gesto, eu seria… um abraço bem apertado.
Vi este Meme no Borboletas no estômago e adorei. Resolvi encarar o desafio também!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Coisas Antigas

Hoje, alguém pediu-me para falar de coisas antigas, mas o que são coisas antigas? Será que falar com educação é coisa antiga? E o sorriso, ficou antigo? Creio que não, mas ficou antigo o bom dia, o muito obrigado, a quanto tempo você não,- perdão, o pedido de desculpas, sem falar no pedido de benção antes de dormir ou partir, felizmente ainda não está em desuso total, por isso, ainda acredito na felicidade.
O que ficou antigo?Por falar em antigo, lembra do Toque de Amor e da Brilhantina, os rapazes desfilavam com copos de cuba libre e para pedir uma dança? Havia toda uma corte e a espera angustiada do sim, a garota de Ipanema, as domingueiras, o Sinca Chambord, o Jk, o Austin, a Lambreta, o fuca e talvez o motociclo, mas ainda se dança de rosto colado, ainda deixamos a mão nas costas da amada, a deslizar suavemmente com aquela delicada compressão e quando permitido cruzamos o braço no peito delicado delas pra dançar uma marca, marca? Que pena, a marca não existe mais, as valsas escaciaram, mas o amor ainda resiste, a poesia ainda tem o seu valor, passaram os batedores de carteira, os malandros da Lapa deram lugar aos assaltantes de Copacabana, o som do botequim já não é o mesmo, a gafieira foi substituída pelo funk, mas ainda tem lugar o amor, ainda tem lugar a poesia da praça, da praça? Sim as praças ainda são paradouros dos enamorados, ainda teem balanços e gangorras meu amor, as praças ainda teem aquele banco, aquela rosa amarela, sei lá ainda há poesia quando olhamos o mundo com amor e sem ressentimentos, enquanto nascer uma criança, voar um pássaro, existir uma pontinha de verde, enquanto um lago tiver força de vencer a poluição, o céu mostrar uma nesga de sol, ainda acreditarei na força de DEUS e... enquanto DEUS existir, será possível o convivio do antigo e o novo, pois para DEUS nada é impossível na Sua infinita bondade.

Meditações de um final de tarde, atendendo a uma pessoa muito amiga.
Por: Wcastanheira

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Por falar em caos: MILA, MEU CAOS

Mila, o meu caos

Quando ela vem com seu caminhar, macio, ela não pisa, flutua, desliza, requebra, no mesmo compasso vai o balanço do meu coração, viaja meu pensamento, parece que o mundo para, a banda toca, a torcida aplaude o seu passar, ah quem me dera o direito de eu, um simples mortal, passear ao seu lado, receber o generoso, quase diveno direito de segurar sua mão, de ao menos sentir seu aroma, estar ao lado nas horas inquietas, acalmar sua angustia, como é bom sonhar, o direito de oferecer meu colo, acalmar seu pranto e nos momentos de alegria partilhar daquele sorriso meigo e, sei lá por vezes maroto, inquieto, pedinte, encostar meu ombro no seu peito para ouvir a felicidade do seu coração, quando bate mais forte, mas como aos mortais pouco resta, então... apenas sonho, dou-me ao direito de sonhar pois isto ainda sobra àqueles que a admiram, no vagar dos meus delírios, vejo-a como quero, como desejo, como sonha um sonhador, talvez seja pensando nela que o poeta compôs,_ olha que coisa mais linda, mais cheia de graça é ela menina, que vem e que passa num doce, balanço a caminho do mar, moça do corpo dourado... não me canso de olhar a beleza dos seus cabelos a descer de um lado e voltar para outro, dourados, lisinhos, macios, daqueles que escorrem por entre os dedos, tal qual a areia branquinha do mar, que por certo já beijou seus pés, já acarinhou sua coxas, já abraçou de forma plena seu corpo esguio, molhou os cabelos dourados, invadindo aos poucos todo o seu corpo de infinda beleza, ah o mar, como é deliciosa a relação das musas com o mar, que trata com delicada igualdade as polacas, as morenas, negras, amarelas e outras, mas por certo o mar jamais foi o mesmo depois de provar das delicias de Mila, pois ela, só ela tem aquele brejeiro jeito de menina mulher, só ela tem o ponto provocativo exato, com seu requebrado encantador, que foge às simples mortais, Mila tem dengo no nome, bossa e malícia no ser, tem andar de maldade, tem olhar de súplica, parece dizer, _vem, vem cá, talvez tenham o mar e ela, uma relação de cumplicidade, uma relação de amor perfeito, sabe o mar e talvez só o mar, das confissões de Milinha, das angústias, dos amores, das ausências, das dores, dos fracassos, dos homens que falharam bem na hora agá, mas também daqueles que tontearam seu coração, que lhe fizeram viajar, que lhe deram tanto amor que só ao mar foi capaz de confessar, das alegrias, das festas, dos beijos doados e deixados a ser roubados, o mar e as mulheres manteem uma relação de impressionante cumplicidade, é pra lá que normalmente as mulheres que podem vão buscar refúgio, lá, dobram joelho, acocóram-se e com a cabeça por entre as pernas viajam no mundo maravilhoso dos sonhos, Milinha não deve ser diferente, ela adora o mar, ela divaga sua vida sentada, à uma pedra, pensativa, longe, percebo-a deleitar-se em vagos pensamentos, ah quem me dera estar de algum modo nos pensamentos seus, mas por enquanto apenas ela visita os pensamentos meus.
Mais um dia se passa, ela chega altiva, macia, linda, altiva, seus cabelos balançam maliciosos, tentadores, seu aroma é perceptível a milhas de distância, Milinha enebria, tonteia a gente, enlouquece mesmo aos homens mais equilibrados, mais ortodoxos, ela é um show, quase um anjo, anjo? Sim anjos, pois dizem que eles encantam, com olhar divino e cabelos dourados ou existirão anjos morenos? Sei lá, jamais vi os anjos que me visitam.. Mas, (e sempre tem um, mas), Milinha tem tudo a ver com um anjo de maldade, por certo eles não teem aquelas pernas lindas, torneadas a capricho, com a divindade das mãos celestes, anjos não teem aquela malícia no olhar, por vezes de menina, por outras com a malícia de uma mulher que sabe o que está querendo, por outro lado anjos devem pisar com a delicadeza do caminhar de Milinha, mas com certeza não ganharam o privilégio de ter seios arfantes, no tamanho exato do delírio masculino, no justo ângulo que nós homens desejamos, ali postos, como que prontos a atender aos mais angustiados desejos, delicadamente ajustados a beleza escultural de um corpo de mulher com jeito de menina, ela é tudo isto e muito mais, o verdinho dos seus olhos encanta ao mais discreto dos homens e com certeza é causa de ciúmes às mais diletas mulheres, o verde do seu olhar confunde-se com a beleza do mar, talvez seja por isso que mar e mulher, sejam uma constante nas poesias mais longínquas, nos dizeres dos mais renomados poetas, no cantar dos ilustres e no versejar dos mais humildes, mulher e mar andam juntos, são aliados das mais profundas inspirações, Milinha confunde ao poeta que jamais arrisca comparar qual a beleza maior a do oceano ou a dela? Se parece que as mais belas rosas declinam nos mais soberbos jardins ao seu passar, e eu pobre mortal?
Deixo o caos se instalar na minha vida? Ou prossigo meu caminho de simples mortal e não busco a imortalidade de ter esta mulher comigo? Instalarei o caos, transformando-me num homem que busca a delícia de estar com ela, deixando-a tomar conta do meu conservador pensamento, deixando-a quebrar meus paradigmas preconceituosos, deixando-a enlouquecer meus pensamentos, minhas ações, transformando-me num cão farejador a buscar os caminhos por onde andar Milinha, quero um dia encontrá-la solta no mundo e tecê-la com minha rede de amor e enlaçá-la de forma tão cândida e amada, pra não mais soltá-la e na glória deste esforço descomunal, ser agraciado em ouvi-la dizer, -que importa o mundo se desejo morrer nos teus braços meu amor!!
Um caos, eis minha nova proposta de vida, finalmente, para construir meus objetivos terei de abdicar de uma vida calma, de um serviço seguro, de uma proposta de dormir e acordar com a tranquilidade da vida ganha, mas quem disse que esta é a melhor vida para um homem que acaba de deixar-se enlevar pela mania chamada Mila, quem disse que para construir algo melhor não temos a necessidade de destruir aquilo que um dia pareceu ótimo, ela é assim mesmo, chega com uma nova proposta de tudo, chega oferecendo algo novo na minha vida, mas pra isto acontecer devo renascer, renovar meus conceitos, ir além da simples busca, ir talvez além daquilo que as vezes é permitido, mas todos os grandes amores passaram por incrédulas provas, todas as grandes conquistas passaram até hoje por desafios que antes pareciam intransponíveis, -ah, muito obrigado meu dileto anjo da inspiração, intransponível, a palavra exata, na medida, para justificar meu desafio na busca, na conquista do amor de Milinha, parece intransponível este desafio.
Minha vida transforma-se num caos, busco-a, visito as ruas por onde pisa, para ao menos admirar a beleza das rosas que Milinha vê ao passar a cada dia, passo em frente à sua casa para com uma ponta de ciúme, olhar os cachorros que ela diariamente acaricia, para tentar encontrar um gato que talvez partilhe com ela de espaços íntimos, oh amada minha, te amo tanto que até por seu marido... sinto, um certo quebranto, assim disse um dia o poeta da passargada, do sapato florido, se ele, até ele, sofreu por suas musas, porque não terei eu o direito de também sofrer, mas a delicia de dizer que fui à luta, um caos, estou em busca do tão falado caos, para construir um dia o paraíso, busco as praias por onde ela anda, a pedra onde ela um dia sentou, ela adora pedras, porque será que musas de beleza sentem-se seguras quando estão junto às pedras? E tão frequentemente são fotografadas sobre as pedras? Isto me leva a concluir que talvez, as duas naturezas encontrem ali o equilíbrio e a segurança, tu és forte e bela, eu, sou bela e forte, duas analogias semelhantes, Deus na sua infinita sabedoria quis assim fazer porque sabia que assim ficaria melhor para o deleite dos nossos olhos, mulher e a pedra, mulher e o mar, Milinha e o mundo, minha cabeça anda confusa, desequilibrada, estou em plena construção de um novo sentimento, em plena desordem de valores, na busca constante de um novo ser, que ser nascerá desta busca? E este caos em que está metida minha vida, precisa mudar de rumo ou a encontrarei logo ali? Não sei, pretendo viver loucamente minha reconstrução, buscar sem medo minha nova vida, deixar desmoronar a paz dos meus dias, o sono das minhas noites, quem sabe permitir experimentar o mais profundo dos sentimentos que é desabrochar de um imenso pranto, chorar? Sim chorar, deixar-se chorar, sem questionar, sem tentar explicar a profundidade, nem a quantidade despe pranto que é buscar, fazer com que caminhos desconexos, tornem-se o côncavo e o convexo, eu e ela., não posso por medo do caos, deixar de tentar viver toda a imensidão deste amor que tenho pra dar, de que vale tanto sentimento guardado, protegido por medo, protegido por não querer deixar-se envolver? A proposta do novo está logo ali, chama-se Mila, o sonho da maioria dos mortais, sentir seus cabelos, estar com ela, ter como uma delicia de momento saber que faço parte da vida dela, estar nos seus sonhos, conviver, pobre poeta, talvez continues tua busca, por lugares antes nunca idos, por sonhos antes jamais sonhados, pobre poeta das lutas inglórias porque desafias o impossível? Porque buscas o que outros homens não buscam? E porque teus sonhos não são como os sonhos de tantos mortais, pois apenas sonhas delírios, viajas na etérea massa do quase impossível, porque não buscas poeta, a reconstrução da tua vida com a calma dos equilibrados, com o discernimento dos justos consigo mesmo, ou quem sabe com a sensatez daqueles que não deixam o caos se instalar por ter conhecimento das suas próprias possibilidades? Porque poeta, te encantas tanto com o belo, te admiras tanto com a pulgência do divinamente maravilhoso, com a sobriedade destas mulheres que sabem ter o poder de te enlevar, te embebedar de amor e paixão? –Porque acredito na chance de ser sempre mais feliz, acredito que poetas nascem para viver a felicidade em plenitude, a vida para nós não vele a pena se for pequena, porque buscar ser feliz, não é direito divino, é mandamento celestial, porque amar, amar, não é acaso, é direito e se o caos existe, cabe aos loucos buscá-lo, pois os sensatos no equilíbrio dos seus tronos não arriscam perder um segundo de sua calmaria, se o caos existe, por certo aos poetas foi reservado o direito de vivê-lo na sua plenitude, na sua infinitude, pois só aos poetas é dada a chance de ter com os anjos, de viajar com suas amadas, de discutir regulamentos, de quebrar normas, de estar só e ao mesmo tempo estar voando na glória das multidões, de pensar em todas as possibilidades e nelas ver, sentir, provar os encantos de uma mulher, ah, os poetas, tão amados e tão odiados, tão iluminados e tão pouco vistos nesta imensa força da poesia, no encanto dos meus sonhos, na plenitude dos meus delírios tenho com certeza a graça da vitória de encontrar meu mundo com Milinha, quem me tira o direito de sonhar? Se dentro do sonho encontro as razões da vida, dentro da nuvem imaculada do meu sonho, tenho todas as Marias e todas as Milas que quiser? Vem pro meu sonho, deixa esta terra cheia de maldades, vem ser feliz no mundo maravilhoso dos projetos que dão certo, das propostas que encantam, da vida com suas perfeições, vem viver neste paraíso onde estamos eu e Milinha, viu, meu projeto deu certo, fizemos juntos a reconstrução de algo que parecia impossível, o impossível só é distante para quem não tem os pés fincados em projetos e a mente repleta de sonhos, projete sua vida com os pés no chão, mas... tenha sonhos, viaje, planeje, sonhe... é um direito de todo o mortal, chame aos anjos, eles andam por toda a parte, eles protegem Marias, Angelas, Milas e aos poetas, o caos só é ruim para os desprotegidos de sonhos, para aniquilados de projetos, para os desanimados da vida, para aqueles que não acreditam no poder da imaginação e na força da fé, acredite, sonhe, deixe o caos dos novos projetos invadir sua vida, pode ser que isto, apenas isto esteja separando uma pessoa feliz de uma pessoa verdadeiramente feliz, Milinha fez parte desta história para permitir que meu caos tivesse a força transformadora da força de vontade, da crença que viver vale a pena apenas se a alma não for pequena e que viver é preciso, sonhar faz bem a alma, acalma o coração e constrói a doce ilusão da felicidade a qualquer momento, a vida plena de felicidades é possível, mas só teu sonho é capaz de te dar a ilusão de que, podemos transformar a realidade do outro sem ação em passes de mágica, isto não existe o que existe é desenrolar a bandeira do comodismo e enfrentar, construir teu caos em busca de dias melhores, tua ação depende do caos que queres instalar em tua vida, mas com certeza tua glória é diretamente proporcional a este investimento.

Num dia de análizes de vida, decidi atender a um pedido muiiito especial e criamos, Mila, meu caos.
Quem sabe um dia falaremos mais sobre este assunto
Por: Wcastanheira

Jornal Dimensão Tramandai 21/05/09

Opinião Comunidade


Parabéns ao Amor Exigente
Parabéns ao coordenador regional do Grupo de Amor Exigente, Sr. Manuel Coelho, pois no último final de semana, nos dias 15, 16 e 17 de maio, foi realizado o curso de prevenção às drogas, na SAT, para a comunidade em geral. Recebemos a visita de centenas de pessoas, num gigantesco evento, onde todos analisaram e discutiram sobre este delicado problema que afeta as famílias em geral, um momento de graça p/aqueles que provam das amarguras do mundo e recebem a graça de Deus em força para orientar e buscar ajuda a quem quer voltar à vida social. Um evento com organização e disciplina de horário, espetaculares. Palestrantes de altíssimo nível cultural e de experiências de vida admiráveis. Ficou mais uma vez demonstrado que o amor sem exigência nos humilha, a exigência sem amor nos revolta, o Amor Exigente constrói vidas. Parabéns ao grupo ‘Em Busca do Ser, de Tdai, pois recuperar pessoas é um ato digno, trabalhar na prevenção é quase divino. Que bom quando escolas, prefeituras e outras entidades sociais voltarem-se para a prevenção total, numa inclusão de forças em busca do Ser Gente.

Wanderlen Castanheira Indianópolis

domingo, 24 de maio de 2009

MAIS UMA PÉROLA DO AMIGO: DAVI COIMBRA

Loira, alta, pernas longas

Alguns homens sentem medo de sair com loiras altas, de pernas longas, sobretudo as que têm um metro e noventa e dois de altura. Eu, não. Ah, não! Digamos a Maria Sharapova, que, além de loira, com 1m92cm de altura, ainda é russa. Chega sexta-feira, e o que a Maria Sharapova faz? Sobe em sapatos com 15 centímetros de salto, claro, que as loiras gostam muito de subir em sapatos com 15 centímetros de salto às sextas. Lá se vão os cabelos amarelos dela para 2m07cm. Dois metros e sete, meeen!

Aí, nós dois, eu e Maria, entramos no bar, ela dentro de uma minissaia realmente mínima, os pés ligeiros calçados com botas de cano longo e saltos re-al-men-te finos. Tudo que é movimentação vital no bar cessa. Todos olham para mim e para as pernas intermináveis de Maria.

Silêncio.

As respirações estão interrompidas. Ouve-se o borbulhar dos chopes em evaporação, ouve-se o som dos corações ribombando como os tambores dos pigmeus bandar. Eu e Sharapova escolhemos uma mesa bem no meio do ambiente, exposta a todos os olhares ávidos. O garçom aparece, trêmulo. Faz uma reverência. Eu:

– Chope, Shara?

Ela pede vodca. Sabe como são essas russas... Depois de alguns drinques, Maria olha para mim e mia:

– Vamos para o meu loft?

Então, toda a minha vida passaria diante dos meus olhos em um segundo, como se fosse um filme.