
Aquela tarde foi só mais uma entre muitas, o Litorina fazia apenas mais uma viagem até Paranaguá, descendo a serra do mar, ela estava de folga, o piano experimentava as caricias de outras mãos, durante a semana estivemos separados e então pudemos saber qual o verdadeiro sentimento que existe entre nós, em nos corações, percebemos que muito além do amor, há um sentimento de amizade e ternura, numa mistura de paixão e tesão, estávamos certos em deixar fluir todo este sentimento guardado desde a adolescência.
Marcamos nosso encontro no vagão do bar, marcamos nossa passagem no vagão leito, o movimento na estação era pequeno, ela como sempre chegou com um sorriso meigo, um olhar lindo e na sensualidade de um vestido amarelinho, logo acima dos joelhos, com uma discreta abertura lateral deixando à mostra belas pernas juvenis, escolhemos um banco na lateral direita bem ao fundo de onde tínhamos todo o panorama do vagão ao nosso controle, o trem sai lentamente, o frenesi da despedida, o corre- corre das crianças é algo natural para a pianista que diariamente vive esta rotina, parecemos duas pessoa que acabaram de se conhecer, uma experiência agradável e tentadora, novamente experimentar o sabor da conquista, o encanto da paquera...
Em cada frase, podemos descobrir novidades um do outro, os olhos dela parecem dois brilhantes verdinhos, eles vibram extasiados, qualquer um pode perceber que entre nós rola um clima além de um simples encontro casual, nossas peles falam um linguagem que para os apaixonados é simples de entender, estas coisas que só aos namorados parece ser interessantes, nossa transpiração é intensa e a química parece ser mágica entre nós, não precisamos um no outro encostar para fazer nosso corpo reagir, durante alguns minutos ficamos em silêncio, não consigo entender o que está acontecendo, é a força do amor, então ela fechou os olhos e delicadamente encostou sua cabeça em meu ombro, seus cabelos macios e perfumados confundiam-me sem saber direito o que fazer primeiro, encostei a cabeça na janela do vagão, enquanto ela não sei como subia sobre meu corpo, comprimiu meus lábios e num atmo de tempo provávamos um o sabor do outro num ardente, profundo e saboroso beijo, era como se estivesse em outro lugar do mundo, como no delírio de um belo sonho, a face dela estava corada, serena, feliz.
Nos olhamos profundamente, olhos nos olhos, alam na alma e num convite mudo, num aceitar sem combinar nos dirigimos ao vagão leito, onde nossos lugares estavam a nos esperar, lá chegando, ficamos ali, à meditar, apenas a nos admirar e ao céu agradecer tão feliz coincidência e tão acertada decisão, não cobramos nada, nada ao tempo, apenas agradecemos a ele pela bondade que teve para conosco, novamente ela recostou-se sobre meu corpo como a pedir um pouco mais de amor, um pouco mais de carinho, a fim de recuperar algo que ficara para trás, era preciso um ao outro sentir, provar, se dar, foi quando num frenético impulso nos envolvemos num beijo de sabor inquestionável, de uma loucura que causaria inveja aos amantes de Verona, ali saciamos nossa sede, num beijo de valor único, ficamos em êxtase, hipnotizados de tanta paixão, saboreamos o delicioso perfume do amor, com seus aromas diversos, num clima a perfeito, tornando o ambiente com aroma afrodizíaco, após este momento não precisamos falar nada, a química dizia por nós que era chegada a hora de dormir e deixar o trem do amor andar.
Por: Wcastanheira Uma história de um grande amor, numa tarde quente o anjo dos poetas veio contar-me ao ouvido mais uma parte do conto de um grande amor. Pra vcs bjos, bjos.


