Pesquisar este blog

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A força do primeiro amor, 2ª parte: Aquela tarde....


Aquela tarde foi só mais uma entre muitas, o Litorina fazia apenas mais uma viagem até Paranaguá, descendo a serra do mar, ela estava de folga, o piano experimentava as caricias de outras mãos, durante a semana estivemos separados e então pudemos saber qual o verdadeiro sentimento que existe entre nós, em nos corações, percebemos que muito além do amor, há um sentimento de amizade e ternura, numa mistura de paixão e tesão, estávamos certos em deixar fluir todo este sentimento guardado desde a adolescência.
Marcamos nosso encontro no vagão do bar, marcamos nossa passagem no vagão leito, o movimento na estação era pequeno, ela como sempre chegou com um sorriso meigo, um olhar lindo e na sensualidade de um vestido amarelinho, logo acima dos joelhos, com uma discreta abertura lateral deixando à mostra belas pernas juvenis, escolhemos um banco na lateral direita bem ao fundo de onde tínhamos todo o panorama do vagão ao nosso controle, o trem sai lentamente, o frenesi da despedida, o corre- corre das crianças é algo natural para a pianista que diariamente vive esta rotina, parecemos duas pessoa que acabaram de se conhecer, uma experiência agradável e tentadora, novamente experimentar o sabor da conquista, o encanto da paquera...
Em cada frase, podemos descobrir novidades um do outro, os olhos dela parecem dois brilhantes verdinhos, eles vibram extasiados, qualquer um pode perceber que entre nós rola um clima além de um simples encontro casual, nossas peles falam um linguagem que para os apaixonados é simples de entender, estas coisas que só aos namorados parece ser interessantes, nossa transpiração é intensa e a química parece ser mágica entre nós, não precisamos um no outro encostar para fazer nosso corpo reagir, durante alguns minutos ficamos em silêncio, não consigo entender o que está acontecendo, é a força do amor, então ela fechou os olhos e delicadamente encostou sua cabeça em meu ombro, seus cabelos macios e perfumados confundiam-me sem saber direito o que fazer primeiro, encostei a cabeça na janela do vagão, enquanto ela não sei como subia sobre meu corpo, comprimiu meus lábios e num atmo de tempo provávamos um o sabor do outro num ardente, profundo e saboroso beijo, era como se estivesse em outro lugar do mundo, como no delírio de um belo sonho, a face dela estava corada, serena, feliz.
Nos olhamos profundamente, olhos nos olhos, alam na alma e num convite mudo, num aceitar sem combinar nos dirigimos ao vagão leito, onde nossos lugares estavam a nos esperar, lá chegando, ficamos ali, à meditar, apenas a nos admirar e ao céu agradecer tão feliz coincidência e tão acertada decisão, não cobramos nada, nada ao tempo, apenas agradecemos a ele pela bondade que teve para conosco, novamente ela recostou-se sobre meu corpo como a pedir um pouco mais de amor, um pouco mais de carinho, a fim de recuperar algo que ficara para trás, era preciso um ao outro sentir, provar, se dar, foi quando num frenético impulso nos envolvemos num beijo de sabor inquestionável, de uma loucura que causaria inveja aos amantes de Verona, ali saciamos nossa sede, num beijo de valor único, ficamos em êxtase, hipnotizados de tanta paixão, saboreamos o delicioso perfume do amor, com seus aromas diversos, num clima a perfeito, tornando o ambiente com aroma afrodizíaco, após este momento não precisamos falar nada, a química dizia por nós que era chegada a hora de dormir e deixar o trem do amor andar.

Por: Wcastanheira Uma história de um grande amor, numa tarde quente o anjo dos poetas veio contar-me ao ouvido mais uma parte do conto de um grande amor. Pra vcs bjos, bjos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A FORÇA DO PRIMEIRO AMOR....


Naquele dia a gare estava vazia, esperei por ela para nossa sonhada viagem de trem, quando ao longe a vi aproximar-se trajando um belo vestido branco, usava um chapéu vermelho com delicado laço de fita, o sorriso brejeiro demonstrava a docilidade de uma moça apaixonada, cabelos loiros encaracolados davam ao rosto de menina uma expressão juvenil, o paraíso parecia estar chegando, seu abraço deixava-me provar o aroma delicado do seu perfume de rosas, sentamos num banco ao canto, não sei porque namorar num canto parece ser muito melhor, passado um tempo, ao longe o trem aproximava-se, já era possível ouvir seu estridente apito avisando da chegada, ela tremeu de emoção ajustada ao meu abraço, nosso passeio pela serra, nosso sonho de um dia andar só nos dois de trem estava começando, Mariana vivia seus planos de interior, na distante década de 1960, estudar magistério, viajar para conhecer a serra Paranaense e com sorte encontrar um bom partido, eu seria um bom partido...
Acomodamo-nos no primeiro vagão, da primeira classe, o trem apita deixando para trás o romantismo e a sonoridade da despedida, pessoas acotovelam-se e gesticulam seu último adeus, lencinhos, prantos e tiaus são presença em cada partida do trem de Paranaguá, começamos lentamente a perceber o verde das matas, a beleza da serra, quando decidimos ir até o vagão do bar, ao fundo vi a imagem de uma bela pianista, clara, pele alvíssima, dedos longuineos, cabelos ruivos e face delicadamente rosada, tocava alguma coisa de Paul Mauriat e repetia New York, New York, Mariana insistiu para que sentássemos ao lado da pianista.
Ao terminar a música viajei no tempo e no espaço, voltei à minha infância, ao tempo da primeira namorada dos fortuitos beijos ao namoro no portão, a pianista como que a adivinhar do que eu gostava tocou Banho de Lua da Celi Campello em seguida não resistiu e tocou fundo no meu coração, dedilhou Marina do Cauby, delirei, voltei o olhar a pianista que delicadamente olhava-me também, tremi, reconheci minha primeira paixão, meu grande e inesquecível amor estava ali, podia sentir seu cheiro, podia perceber o pulsar acelerado do seu coração, de algum modo por minha causa ela mudara o repertório, voltamos aos tempos dos bailes da brilhantina, Mariana começou a perceber minha inevitável mudança de comportamento e desequilíbrio, queria saber o que aconteceu, não resisti, confessei, ali estava a dona do meu coração, a viagem tomara outro destino, outro rumo, Mariana queria sair dali e voltar ao outro vagão, eu, insistia em ficar, queria ouvir a magia de cada música, queria tontear minha cabeça a pensar no que fazer após o êxtase que experimentei, ela saiu, foi embora, insistiu em descer na primeira estação, o passeio acabou antes do fim, as vezes precisamos tentar enganar nosso coração, por outras precisamos decidir no momento o que fazer, sentei ao lado da pianista, no intervalo senti o calor da sua mão macia e o perfume do seu colo quente, _quer ouvir uma música especial? Ronronou com sua voz melodiosa.
_Escolhe...
Ela começou, It’s now or never do Elvis, delirei, era a nossa música, no final ela enroscou seu corpo ao meu, ocupamos quase que apenas um banco e recordamos com beijos nossos amor adormecido, o trem apitou de forma delicada, suave, estava chegando em Curitiba, segurei sua cintura e ali no trem vazio reencontramos cada um a felicidade que procurava...

Por Wcastanheira Decidi dar continuidade ao meu 1º conto premiado como escritor, Um homem e um trem, está nas primeiras postagens, hoje com nova roupagem, mas seguindo um linha tipo, o conto não pode parar, o que acontecerá com os dois? Anjos virão e dirão, pra vcs, bjos, bjos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dos milagres...Nas quartas de Quintana, algumas pérolas do poeta anjo.

Dos milagres
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!
(Espelho Mágico)

Do amoroso esquecimento

Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mário Quintana

Por: Wcastanheira Quartas feiras de Quintana, hoje com momentos dos delírios do poeta, ele levou consigo para o céu este mistério, pq delirava e qdo o fazia, existia tanta magia? Por isto q ouso dizer q sou poeta, ora, deliro, viajo, vou ao céu sem sair da terra, tenho musas mil, sem em nenhuma sequer repousar meu dedo minimo, beijo a boca da noite, ouço o grito do silêncio, então, entenda a poesia...pra vcs, bjos, bjos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Soneto de fidelidade. Vinicius de Moraes, o poétinha carioca

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

Por Wcastanheira Muito já declamei, um privilégio das minhas musas é de algum modo ter ouvido esta delícia, sou um amante do poetinha, pra vcs, bjos, bjos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Quando te vejo no descanso do mar...


Quando te vejo no descanso do mar, tenho ciúmes da areia que te acolhe, que te envolve e recebe teu corpo para deixar-se nela adormecer, descansar, tua blusa molhada, da água do mar salpicada, mostra cada detalhe, cada curva objetos do meu maior delírio, meus olhos não sabem onde parar, minha mente não para de imaginar, teu corpo esguio, teu cabelo solto, abandonado, desajeitado...tua pele dourada, salgada.
Viajo em delírios, suspiro em martírios, ao toque sinto teu arrepio, ao beijo percebe teu desejo, apenas olho, apenas deixo, apenas penso, apenas programo.
Que tarde longa, que areia desnaturada que não me deixa nada, apenas admiro teu descansar, teu relaxar e limito-me ao nosso anoitecer planejar, teu corpo quente de sol e de alma, já não insisto, apenas espero, já não peço, somente venero e assim vou contemplando, imaginando, esperando.
O destino masculino entre a mulher e o mar, é de apenas admirar, esperar, nada é mais forte do que a mulher e o mar...

Por Wcastanheira Após um dia de trabalho no mar, um mar lindo, límpido, uma paixão que me faz delirar, decidi descansar rendendo minha poesia à beleza e alteza da mulher e do mar, pra vcs bjos, bjos

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Meus dedos em tua face....


No segredo da nossa alcova, minha mão ávida percorre teu rosto lindo e desce tal qual alpinista cauteloso, cada curva da tua face, sentindo tua delicadeza, percebendo com calma e tesão cada um dos teus traços, macia repousa cada dedo em tua quente e desejosa boca e sinto teu saborear e delicio-me à contemplar, tanta vivacidade com imensa ternura.
Cavalgas sobre mim, fazes deste corpo tua loucura, enquanto brincas à provar cada dedo meu, vou acomodando meu desejo no mais ardente desejo teu,desmaia o homem em febre ardente, nasce o amante intenso como...antigamente.

Por: Wcastanheira Após um dia de complicações profissionais, mas grato ao anjo da poesia que veio carinhosamente visitar-me para deleite de alguém que por certo há de ler meus delírios, pra vcs bjos, bjos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Eu escrevi um poema triste. Nas quartas feiras de Quintana, um momento de reflexão do poeta.

EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
Mario Quintana - A Cor do Invisível

Por: Wcastanheira Quartas feiras de Quintana, andei ausente por motivos de muito trabalho e um stress q rouba-me a inspiração,com o carinho de vcs ela voltará, pra nós este mimo do poeta anjo, pra vcs amadas(o) bjos, bjos.