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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A moça do piano. Parte II...

Ao retornar ao hotel estava inquieto, passos largos, tomar um bom banho, tirar o stress do corpo, sim, pois o coração estava completamente absorto pela moça do piano, aliviar a tensão dos compromissos marcados para a segunda feira, uma grande empresa toma conta do profissional inteirinho, compromete mente e físico, porém é preciso saber descarregar esta energia acumulada de algum modo, uns procuram um bom chopinho, outros levam pra casa, ainda outros preferem um futebol, um jogo qualquer, eu...
Sou doméstico, mas aprecio uma boa conversa, um papo descontraído, um relax com uma boa companhia, acho que crescemos quando estamos ao lado de pessoas inteligentes e educadas, se for bonita, melhor ainda. 
Banho tomado, uma bermuda, uma sandália, uma camisa leve e clara, um bom perfume, sou amante deste detalhe, andar cheiroso, se não tenho comigo a graça da beleza, preciso então investir em algum meio de atrair às pessoas, o aroma, a noite estava iluminada por um belo luar.
Ansioso, elétrico, pego o telefone... 
 -Oi, a moça deve estar faminta, acertei? _ Oiiii, errou, uma musicista não sente fome, não estas fomes, tenho medo de gordices.
 _Concorda em descer? 
_Se prefere assim, nos encontramos no elevador. 
Não sei o que houve, mas esta jovem desconcertou todas minhas emoções,  fez-me voltar a um sentimento adolescente, tipo tremer a perna, acelerar o coração e transpirar as mãos, tipo faltar a palavra ensaiada e ficar meio sem saber o que fazer no momento tão esperado do encontro, ela, a moça simples e alegre da casual poltrona do avião, ela, a delicada e sensual pianista, jantar comigo? Belisca-me ainda não creio neste presente dos anjos. 
_Quem sabe vamos no Sushi Leblon? 
_Uau ótima idéia, não havia pensado em sushi, mas o restaurante é point na praia... 
_Boa idéia, um lugar discreto e uma comida saudável, encontramos uma mesa em um canto delicadamente preparado para um casal em fase de conhecmento, uma iluminação discreta, um piano ao fundo com belas peças musicais, sentamos ao mesmo lado, arrisquei deixar minha mão repousar sobre sua perna delicada e quentinha, ela apenas colocou a mão sobre a minha e fez uma suave pressão, vibrei, viajei, acomodou-se bem encostada ao meu ombro, levemente levantei seu cabelo e falei naquele ouvido lindo. 
_O que bebemos? 
_Ué, esqueceu da conversa no avião? 
_Claro que não. 
_Garçom, um bom vinho tinto, pode ser de safra jovem, são mais delicados e teem ainda um aroma de parreiral, ela chegou bem pertinho e delicadamente beijei sua face, ganhei um xamego e fui acariciado por toda a perna, percebi a respiração acelerar enquanto procurei beijar aquela boquinha pedinte de um pouco mais de caricias, as mãos com longos dedos percorreram meu peito e nos envolvemos em beijos e caricias suaves. 
Jantamos muito pouco, pois o entretenimento de uma boa conversa nem sempre oferece tempo para outras atividades, ao sair do restaurante ouvi uma sugestão mais uma vez surpreendente. 
_Que bela noite, tenho show só na terça feira, quem sabe uma caminhada pelas areias do Leblon? 
_Ótima idéia, vamos nos permitir a esta delica, assim fomos como dois adolecentes, à caminhar e saltitar à beira d'água, tanto andamos e nos beijamos e nos abraçamos que nem percebemos já estar quase em Copacabana, precisamos sentar na areia e com carinhos descansar um pouco, permitindo a suave onda banhar nossos pés...
_Que bom se a noite não andasse, tão bom o carinho do teu abraço, mas o compromisso chama, vamos até o hotel, tomo um banho repousante e o piano, espera por mim, combinamos de ensaiar o próximo show ainda hoje, invadindo um pouco da madrugada, confesso que por vezes estes compromissos cansam-me, mas faz parte da vida de uma artista, a arte cobra caro pela perfeição.
Falou com delicadeza de fazer tremer meu instinto predador. 
_Podemos combinar um chanpagne para comemorar o final da segunda feira, amanhã? 
_Nossa, como pode o seu pensamento ser tão parecido com o meu, onde? 
_Sei lá, pode ser no 609, no Tom ou... 
_Combinado, quem sou eu, para recusar um convite de um gaucho, assim tão convincente. 
Assim o elevador foi testemunha única da nosssa breve despedida, não havia mais tempo disponível, uma pianista tem lá seus compromissos importantes, o amor? O amor pode esperarrrrrrr...

POR: Wcastanheira    Em delírios de um final de tarde, da série, O conto não pode parar. Uma idéia de romance, será que dará certo? Que final terão os dois apaixonados? Não sei, pois os anjos ainda nada disseram-me.Pra vcs bjinhos e beijinhos

4 comentários:

  1. Estou gostando, mas o amor não pode esperar.
    Beijos**
    Renata

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  2. Lindo texto!

    Beijos

    Jéssica
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  3. Que legal, adorei

    http://tudodiferentecomsamaralima.blogspot.com.br/
    Instagram - @samaralima_03

    Um beijão!

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