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sábado, 29 de janeiro de 2011

A menina no coração do poeta.






Meu medo é que você seja um daqueles amores inesquecíveis, que passa o tempo e permanece lá...batendo à porta, insistindo pra voltar ou quem sabe, pra não me abandonar?
Sei que você chega com prazo de validade, mas, se o prazo for por meu coração, negligenciado? Esquecido, abandonado?
Eu, sempre digo, quase grito que vai passar...porém, tenho medo do meu grito, anda perdendo as forças, diminuindo o seu eco.
Não quero passar o resto de meus dias com a sensação de que você está ali, ao ladinho, basta a porta abrir e cai pra dentro do meu coração.
Eu sei que passa...mas e se não passar?
Tenho medo que você seja daqueles amores que passado o tempo, chegada a idade, o coração ainda geme, aperta, dói ao vê-lo.
Alguém diz, _Isso passa...Sei que passa, porém e se voltar? E se não passar?
Nossos delírios, nossos passeios, teu charme de menina, teu encanto escondido, nesta sublime timidez, teu jeitinho de me dizer coisas me parece inesquecível, hoje, meu coração voa ao teu encontro e chegando lá, quer repousar, insiste em ficar, amanhã como direi a ele que tudo passou, que já é amizade, não é mais, amor?
Eu tenho medo de amar você., não por amar você, mas pela certeza de que hei de te perder...
Virá outro amor, ao poeta cabe às musas entender, a cada uma delas versos dedicar, ao poeta cabe gostar, deixar o carinho seu coração inundar, porém a ele não cabe o direito, de amar, a este poeta o amor parece que nada veio explicar, agora menina que fazer, se me deixei por você, enamorar? Devo ficar??

Por: Wcastanheira Em delirios de um final de tarde, viajando na delícia que aos poetas é permitido, passear no etéreo, frequentar ao sétimo céu, dar a mão aos anjos, iniciando a série, Uma menina no coração do poeta". Será que vai dar certo? Anjos dirão, isso é coisa deles. Pra vcs bjos e bjos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Bilhete... Nesta Quinta feira q deveria ser quarta, porém...

BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana

DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
Mário Quintana


Por; Wcastanheira Quintana na quinta feira, acho até q combina melhor, porém ontem por absoluta falta de oportunidade, coisas q até aos poetas acontecem, não tive tempo nem inspiração para postar algo, acho q vcs não merecem uma obra jogada ao vento, quem me lê, tenha certeza q com cada postagem vai um pouco meu coração, um pouco da minha alma e muito da gratidão q tenho por ter cada um de vós como leitor(a). Pra vcs bjos e bjos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Te amar, te amar bem devagarzinho...




Hoje, só por hoje, deixa-me te beijar de mansinho, bem devagarzinho, quero sentir teus lábios quentes, úmidos, ardentes. Hoje, quero pousar teus lábios sobre os meus e assim com calma quase que parecendo não querer, aos poucos te possuir, te ter, sossegado, devagarzinho, com zelo, com carinho.
Hoje me deixa em tua boca beber aos poucos, trocar nosso sabor, provar do gosto gostoso que tem nosso amor, te sorver, ir louco porém devagar, provar da delicia que é te amar, te ver louca e tocar, saborear do céu da tua boca. Hoje, deixa minha mão no teu corpo deslizar e onde quiser, onde for melhor, se acomodar, se aninhar.
Hoje, faça apenas teu silêncio morar entre nós, me deixes beijar não importa quais lábios pois és inteirinha feita de doce sabor, de sublime amor, esta noite, ama minha alma, me deixa acomodar-me em teu corpo, faz do meu corpo tua oração.
Hoje quero ser tão teu, mas com tanta calma e emoção que pareça que vou parar e assim tão devagar quero muito, muito te amar e provar do teu mel e em ti lentamente derramar meu mel e assim descer e descer e enquanto gemes de prazer, te ter, te sorver, te mostrar o quanto é bom, assim amar, sonhar, delirar, deixar ficar, na delícia da calma te olho e me encanto, assim nos enroscamos e gememos e ficamos...


Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, pensando num amor feito bem devagarzinho, tão, mas tão que não espante aos passarinhos. Pra vcs bjos e bjos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A menina silsil, no Rio de Janeiro...





Aeroporto lotado, pessoas indo e vindo com malas e crianças ao reboque, meu olhar atento ao desembarque estadual, quando repentinamente ligeirinho, quase correndo, vem uma morena jambo em minha direção, meus braços abriram sem qualquer ordem, ela sem pedir licença, sem qualquer pré aviso enlaçou-se, enrodilhou-se em meu corpo que quase caiu pra trás já num pedido de deitar por ali mesmo...
_Tiiiioo, meu tio querido, que bom estar aqui, me beija, me belisca, tô sonhando, eu, em pleno Rio de Janeiro...
Rodopiamos como duas felizes crianças, estávamos enovelados um ao outro, nos beijamos de forma quente, profunda, imensurávelmente saudosos, ficamos ali, parados, saboreando, um ao outro, atravessamos a plataforma de desembarque, subimos alguns andares e fomos pegar o carro, a morena Silsil, a musa de Salgueiro, cumpriu o prometido e veio conhecer e passear na beleza da cidade do Rio de Janeiro...
Parecíamos encantados um com o outro Silsil, olhava admirada cada monumento, cada trecho do trajeto, eu? Estava esvaziado de sentimento naquele momento, encantado, assim meio tonto, a beleza desta morena deixa-me justamente assim abobalhado, abandonado ao seu dispor, ela nem parecia estar chegando de uma viagem demorada, sua jovialidade aliada ao encantamento com a cidade maravilhosa a faziam parecer recém acordada e de banho matinal tomado, usava uma saia amarela, com uma blusa branca deixando delicadamente num gesto de bondade, dois botões estrategicamente desabotoados permitiam aos meus olhos admirar tamanha beleza, um pingente ali, acomodado entre os seios morenos, as pernas delineadas em boa academia deixavam-me visualizar e sonhar com delírios futuros, imaginar passeando ou melhor, desfilando pelas ruas da Barra com Silsil, um passeio até a Barra da Tijuca para onde íamos, descontraída, relaxada, com uma perna cruzada sobre a outra, acariciava meu colo enquanto deixava que minha mão experimentasse matar a saudade daquelas pernas morenas.
_Está gostando do que vê?
_Gostando? Não, encantada, babando, tio é um sonho estar aqui, é tudo muito lindo, visse? E contigo melhor ainda.
_Ah tá, me engana que eu gosto, mas tudo bem, na vida os prazeres tem um preço e com você minha linda, não há preço, tudo tem o sabor de vida nova...
Chegamos ao prédio, de frente e com vista para o mar, entramos na garagem, Silsil abraçou-me, enovelou-se bem enroscadinha ao meu corpo, ter aquela menina mignon moreninha do sol pernambucano em meus braços era mais do que pedi aos deuses do amor, ficamos ali por longos minutos...
O flat estava previamente preparado para receber a qualquer momento, visitas importantes, pois ali tratamos de negócios, além de laser e como dizer para não chocá-los? Encontros...
Porém Sil não era apenas um encontro, ela é dona de um envolvimento maior, faz parte de um planejamento estratégico com mais investimento de dedicação e tempo.
Abri a porta, ambiente com luz natural, raios de sol de um entardecer maravilhoso, logo ao entrar a vista da praia com um espetáculo natural de um final de dia, premiado pela singularidade da vista do Pão de Açucar ao fundo, um privilégio naturalmente bem escolhido um brinde para quem delicia-se na sacada, água dourada pelo sol se pondo, cartão de visita que encanta a menina de Salgueiro, que quase correu até a sacada, _Tiiio que coisa linda, que marzão, onde estamos, meu rei?
_Minha linda, esta é a Barra da Tijuca, todinha procê...
Encostei meu corpo à sacada, ela veio de encontro num abraço inesquecível, minha mão aflita percorreu cada cm daquele corpinho moreno, em pouco tempo uma sainha amarela repousava num canto e uma blusa aguardava por sua dona em outro, sandálias e outros pertences não sei como parece que desapareceram diante de nossos olhos, a beleza do entardecer deu lugar a luz prateada da lua nova, a musa de Salgueiro repousou tranqüila no tapete da sala de estar, a noite invadiu nossa sala, a paz aninhou-se entre dois corpos, a volúpia deu lugar a um rosto bonito a um sorriso de satisfeita naquele corpo bem delineado e estirado em meus braços, anjos desciam e subiam em cantos de felicidade e prazer da carne e da alma, a Barra pode e sabe quando esperar...


Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, dando seguimento à série, o conto não pode parar, Silsil precisava visitar ao nosso Rio lindo de Janeiro, finalmente musas são ícones na vida dos homens e aos poetas cabe cantá-las em prosas e versos, será que a menina volta à Salgueiro, mas e Copacabana e a princezinha Leblon, um passeio na Marina, um Yate, a orla, Cristo Rdentor, Ilha de Paquetá, hó meu Rio qtas opções às nossas musas? Não sei, anjos me dirão. Pra vcs bjos e bjos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Data e dedicatória. Na quarta feira de Quintana...

Teus poemas, não os dates nunca... Um poema
Não pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...
Mário Quintana

Por: Wcastanheira Nesta quarta feira de Quintana uma prova do mundo mágico da poesia e do delírio de cada poeta, graças ao poema somos este incríveis personagens quase não identificados, somos apenas malucos para aqueles q se dizem, NORMAIS. Pra vcs bjos e bjos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A pianista, meu primeiro amor...




Naquele dia a gare estava lotada, esperei ancioso por ela para nossa sonhada viagem de trem, quando ao longe a vi aproximar-se trajando um belo vestido branco, ela usualmente trajava assim, um chapéu vermelho com delicado laço de fita, o sorriso brejeiro demonstrava a docilidade de uma moça apaixonada, cabelos loiros encaracolados davam ao rosto de menina uma expressão juvenil, o paraíso parecia estar chegando, seu abraço deixava-me provar o aroma delicado do seu perfume de rosas, sentamos num banco ao canto, não sei porque namorar num canto parece ser muito melhor, passado um tempo, ao longe o trem aproximava-se, já era possível ouvir seu estridente apito avisando da chegada, ela tremeu de emoção ajustada ao meu abraço, nosso passeio pela serra, nosso sonho de um dia andar só nos dois de trem estava começando, Mariana vivia seus planos de moça do interior, na distante década de 1980, estudar magistério, viajar para conhecer a serra Paranaense e com sorte encontrar um bom partido, eu seria um bom partido?
Acomodamo-nos no primeiro vagão, da primeira classe, o trem apita deixando para trás o romantismo e a sonoridade da despedida, pessoas acotovelam-se e gesticulam seu último adeus, lencinhos, prantos e tiaus são presença garantida em cada partida do trem de Paranaguá, antes de começar o passeio litorino, começamos lentamente a perceber o verde das matas, a beleza da serra, quando decidimos ir até o vagão do bar, ao fundo vi a imagem de uma bela pianista, clara, pele alvíssima, dedos longuineos, cabelos ruivos e face delicadamente rosada, tocava alguma coisa de Paul Muriat e repetia New York, New York, Mariana insistiu para que sentássemos ao lado da pianista.
Ao terminar a música viajei no tempo e no espaço, voltei à minha infância, ao tempo da primeira namorada dos fortuitos beijos ao namoro no portão, a pianista como que a adivinhar do que eu gostava tocou Banho de Lua da Celi Campello em seguida não resistiu e tocou fundo no meu coração, dedilhou B J Thomas com Rock and Roll Lullaby, delirei, voltei o olhar à pianista que delicadamente olhava-me também, tremi, reconheci minha primeira paixão, meu grande e inesquecível amor estava ali, podia sentir seu aroma, podia perceber o pulsar acelerado do seu coração, de algum modo por minha causa ela mudara o repertório, voltamos aos tempos dos bailes da brilhantina, Mariana começou a perceber minha inevitável mudança de comportamento e desequilíbrio, queria saber o que aconteceu, não resisti, confessei, ali estava a dona do meu coração, a viagem tomara outro destino, outro rumo, Mariana queria sair dali e voltar ao outro vagão, eu, insistia em ficar, queria ouvir a magia de cada música, queria tontear minha cabeça a pensar no que fazer após o êxtase que experimentei, ela saiu, foi embora, insistiu em descer na primeira estação, o passeio acabou antes do fim, as vezes precisamos tentar enganar nosso coração, por outras precisamos decidir no momento o que fazer, sentei ao lado da pianista, no intervalo senti o calor da sua mão macia e o perfume do seu colo quente, _quer ouvir uma música especial? Ronronou com sua voz melodiosa.
_Escolhe...
Olhou profundamente meus olhos, deixou sua mão delicada de pianista acomodar-se no meu colo e divinamente começou, It’s now or never do Elvis, delirei, era a nossa música, no final ela enroscou seu corpo ao meu, ocupamos quase que apenas um banco e recordamos com beijos nosso amor adormecido, o trem apitou de forma delicada, suave, estava chegando em Curitiba, segurei sua cintura e ali no trem vazio reencontramos cada um a felicidade que procurava...

Por Wcastanheira Decidi dar continuidade ao meu 1º conto premiado como escritor, Um homem e um trem, está nas minhas primeiras postagens, hoje com nova roupagem, mas seguindo uma linha tipo, o conto não pode parar, o que acontecerá com os dois, nem imagino? Anjos virão e dirão, pra vcs, bjos, bjos.

domingo, 16 de janeiro de 2011

A despedida dos amantes...Naquela tarde os dois...





Naquela tarde os dois passearam pelos bosques da cidade, foram vistar um belo parque onde namoraram diante da beleza das árvores e do encanto da vista de um ponto superior, ela deitou-se explendida, apoiando a cabeça sobre a bolsa, linda num dos degraus da escadaria, colocou o chapéu sobre o rosto, ficou com as belas pernas entre abertas, ele acomodou-se por ali, encaixou seu corpo àquele convite ao praser, ela abraçou-o, envolveu seu amor num abraço apertado e carinhoso, as mãos paseavam inquietas à procura de atender aos apelos da mente, ele lentamente abriu dois botões do macaquinho ou jardineira que ela usava, ela em silêncio parece apenas observar e tenta interpretar o desejo frenético de seu amado, aos poucos estão deixando que os corpos comandem e saciem a mente, aos poucos não importa mais sê observados ou não, o amor não tem destas coisas, dizem até que é cego, a mão dela parece querer e não saber como segurar a mão dele, o corpo dela parece precisar, mas não saber ou querer fugir de tanto praser e assim volupiamente avançam sinais, descobrem maravilhas, os seios dela parecem saltar às mãos dele, a boca parece ser feita para sugá-los tal duas doces laranjas e assim se deixam invadir, consumir, mais e mais...
Daqui a pouco é hora de deixá-la, mas como dominar a vontade de ficar? Como aprender a não sentir saudades?
Ela viaja, ele fica, é maior a dor de quem vai ou a dor de quem apenas abana ao ver seu amor deixar o porto?
O corpo esguio, o cabelo ao vento, seus bonitos óculos de sol, não lhe saem da cabeça, assim avança a noite e assim parece ser cada minuto uma infindável espera, a madrugada jé se faz criança, porém parece que recém anoiteceu, o sol insiste em iluminar seu quarto, porém parece-lhe que ainda está com ela nas escadarias e assim vive noites e dias...
Uma semana de saudades, para os amantes parece um tempo imensurável, uma semana em contacto virtual, para os amantes parece ser, menos mal...


Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, pensando, delirando com as despedidas de finais de semana, com amantes que partem e aqueles que ficam, tentando medir a dor da saudade que os poetas transformam em poesia, em canto, em encanto. Pra vcs bjos e bjos.