Poetas deliram, viajam nos sonhos e no abstrato do sentimento, poetas beijam a boca da noite e costumar escutar o grito selvagem do silêncio, poeta cria, imagina musas e outras vezes vive seus sentimentos estando ao lado e parecendo aos outros tão distantes, mas por vezes o poeta ama ao longe, ama o quase imaginário, pois todo poeta tem de maluco e tem de visionário.
Amar de longe não é fácil, é complicado não acordar com aquele cheiro,
aquele calor do corpo, aquele abraço, despertar sem o mimo ou sem o embaraço, é sempre duro e faz o coração pensar, vale à pena de tão longe te amar?
É doloroso não ter aquela voz no
ouvido, aquele colo, aquela risada boa e boba, não ter aquela conversinha antes de adormecer, não ter a mão na mão, a mão lá e tua mão cá, faz falta com a amada estar, e lá vai o poeta pensar, vale à pena de tão longe te amar?
Pode ser logo ali,
naquela cidade que fica a quarenta e cinco minutos de avião, pode ser lá
longe, em outro país, pode ser em outro estado, pode ser do outro lado
do oceano, pode ser do outro lado da rua, a distância de amores nem sempre é medida em quilômetros, por vezes é medida em possibilidades, assim fica o poeta à meditar, vale a pena à distância, te amar?
Não importa: A saudade arde, aperta, dói, machuca, parece que destrói, mas serve para nos mostrar como o
outro é importante, sserve para mostrar como pequenas coisas fazem
falta, o cheiro, o calor, a bagunça das palavras, das distrações, das banalidades que dizem os amantes e das discussões para apenas ao amor apimentar e lá vai o poeta questionar, vale à pena de tão longe, te amar?
A saudade faz a gente prestar mais atenção no outro, principalmente, a saudade mostra o que é de verdade, pois só os amores
guerreiros sobrevivem ao tempo e à distância.
O poeta responde, se vale à pena de tão longe te amar?
Vale, pois este sentimento que me invade, esta saudade que em nosso peito arde, só nos mostra o quanto nosso amor é feito de verdade.
POR: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje navegando no imaginário destes amores distantes geograficamente e tão juntos e pertinho nos corações. Pra vcs bjinhos e bjinhos.
Momentos de devaneios, aproveitando-me dos Anjos q visitam aos poetas, cantar e prosar minhas subjetivas musas
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domingo, 12 de junho de 2016
sábado, 11 de junho de 2016
A namorada...
A namorada, sonhada, imaginada, que antes de ser, muitas vezes já é, mesmo sem saber, que faz parte dos sonhos, dos delírios, dos amores solitários.
A namorada que vem de dentro da saudade, que preenche as noites mal dormidas, invade o pensamento com fantasias, que as vezes por vergonha, por medo, existe tanto tempo em segredo.
A namorada dos versos e reversos, dos bilhetes e mensagens, das cartas e telefonemas, a namorada à moda antiga, a namorada contemporânea, seja o que for, ainda não deixou de fazer tremer a perna, faltar as palavras, transpirar as mãos e dispara o coração, a namorada é sempre refúgio e emoção.
A namorada que marca a hora, que espera, que muda o penteado, que refaz o baton, ah a namorada, que momento sempre no tom.
A namorada que ensaia os beijos, que retém os desejos, mas que sabe dosar, temperar e a hora, o momento de doar.
A namorada, há alguém mais bonita? Ela sabe ser tudo, ela supera tudo, confunde amores, faz deixar valores, ela encanta, embriaga, apaixona, sendo sempre menina, a namorada, quase sempre, domina, nem sempre sabe a força que tem, pois namorada pode fazer de um homem, neném.
Ah, a namorada, meu riso solta-se fácil, meu temor a ela entrego, meu relógio para, o tempo dispara, o mês não anda, a semana empaca, a hora não chega, estar com ela é o paraíso, porém sem ela, parece que de tudo, preciso.
A rua parece encantada, o bairro mais bonito, o céu é pra ela pintado, as estrelas só por ela brilham, o beijar é mais suave, o andar é requebrado e o riso? É encantado.
Andar de mãos dadas, apertar uma à outra, encostar a cabeça, sentir o coração badalar, como é bom juntinho ficar, como é lindo a namorada, namorar...
Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde viajando na delicia de namorar e enamorar-se. Pra vcs bjos e bjos,
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Tercetos ao amor. Olavo Bilac
Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!
Ouves? É o vento! É um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!
Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!
Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!"
E ela abria-me os braços. E eu ficava.
A cotovia cantava o sol subia.
Assim, nosso amor amanhecia.
Olavo BilacPOR>Wcastanheira Hoje postando este mimo q recebi de uma dileta e assídua leitora, decidi compartihar, pois não é sempre q lemos pérolas de Bilac. Pra vcs bjinhos e bjinhos.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Nosso doce pecado...
Quero viver o doce pecado de te amar, assim como escreveu o poeta em seu delirio maior, bem devagarinho para que não espante ao passarinho...
Quero seu beijo molhado, gostoso, intenso, profundo...
Seu corpo cheiroso, quente, ardente, provocante que me enlouquece e enaltece meu desejo.
Quero sentir sua mão atrevida andando, percorrendo todo meu ser e invadindo onde desejas invadir e acalentando onde desejas acalentar, que importa que seja eu, amaldiçoado se contigo viver este doce pecado.
Desejo ter você do meu dispor, seja desejo ou seja seu amor e que em mim você aqueça seu corpo gelado e me peça amor, suplique indecências e adormeça ao meu lado, mesmo que eu e você na cama, seja ali, um doce pecado.
Quero teu olhar no meu, meu cheiro com o seu e nosso ato de amor fazendo meu corpo suar sobre seu corpo que sua no meu, sentindo o prazer e o açúcar, deste doce pecado.
Mas na verdade pecado de fato não existe, basta que olhe com olhos, olhos que olham além das vitrines, além dos desejos, basta que olhe com olhos de amor, olhos com sentimento e tudo mais fica por conta da paixão e assim fica combinado, se for pacedo que seja perdoado.
No fundo mesmo, pecado é não ter teus lábios, com meus lábios
Sentir a sensação de deixar seu corpo arrepiado.
E na solidão de nós dois, na escuridão desta noite, imaginar aquele seu sorriso mais escancarado a me encantar, imaginar este seu olhar de menina mulher, este jeito de mulher menina, contigo tudo imagino e assim viajo neste desatino que seja imaginado ou até errado, mas você e eu, formamos juntos, um doce pecado.
POR> W castanheira Em delírios de um final de tarde, hoje delirando, viajando nestes amores que até parecem impossíveis, mas que podem ser um delicioso e doce pecado. Pra vcs bjinhos e bjinhos.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Eu queria te amar...
Eu queria te amar, mas não te amar, assim como todos amam, queria
te querer, mas não assim como os amantes querem suas amadas, como os
apaixonados querem as apaixonadas, queria te amar de um modo tão
profundo, tão intenso, mas tão absorvente que te faria esquecer, de
outros amores, de outros valores, de outras pudências e de outros
homens, que de algum modo, de alguma maneira te fizeram feliz.
Queria te dar tanto amor que fosse capaz de te fazer esquecer a quem mais te ama, te dar amor que te faça esquecer, toda tua última cama.
Queria te amar mas com tal força, que jamais esquecerias meu amor, queria te amar sem limites, sem barreiras, sem ciumes, sim, sem ciumes pois tão grande é meu amor que jamais em algum perdido momento da vida poderei pensar que alguém será capaz de te fazer mais feliz que eu, tenho ciumes até que alguém possa sentir teu aroma, teu cheiro ou encontrar no dele o teu olhar.
E tão imenso é o amor que pra ti tenho guardado, que já não vivo, apenas espero, angustiadamente espero, pelo solene momento de te amar.
E tão intenso é este sentimento, que vago pelas ruas, viajo pelas nuvens, esperando sonhando com noticias suas e assim vou caindo neste imenso vazio que é pensar em ti e assim vou morrendo aos poucos, recheado, abastecido deste desesperado e louco amor.
Aos anjos falo de ti, aos céus imploro por ti e a DEUS, rezo por nós, aos amigos, mas que amigos? Se já os perdi, apenas por causa de ti.
Eu queria te amar, mas te amar, assim como as mães dos marginais, assim como as mães dos perdidos, amam seu rebentos, um amor sem explicação, um amor que foge à razão.
Eu queria que todo o meu coração fosse por ti preenchido, para que, quando morrer, quando houver já partido, possam assim dizer, morreu por um grande amor, intensamente vivido.
Queria te dar tanto amor que fosse capaz de te fazer esquecer a quem mais te ama, te dar amor que te faça esquecer, toda tua última cama.
Queria te amar mas com tal força, que jamais esquecerias meu amor, queria te amar sem limites, sem barreiras, sem ciumes, sim, sem ciumes pois tão grande é meu amor que jamais em algum perdido momento da vida poderei pensar que alguém será capaz de te fazer mais feliz que eu, tenho ciumes até que alguém possa sentir teu aroma, teu cheiro ou encontrar no dele o teu olhar.
E tão imenso é o amor que pra ti tenho guardado, que já não vivo, apenas espero, angustiadamente espero, pelo solene momento de te amar.
E tão intenso é este sentimento, que vago pelas ruas, viajo pelas nuvens, esperando sonhando com noticias suas e assim vou caindo neste imenso vazio que é pensar em ti e assim vou morrendo aos poucos, recheado, abastecido deste desesperado e louco amor.
Aos anjos falo de ti, aos céus imploro por ti e a DEUS, rezo por nós, aos amigos, mas que amigos? Se já os perdi, apenas por causa de ti.
Eu queria te amar, mas te amar, assim como as mães dos marginais, assim como as mães dos perdidos, amam seu rebentos, um amor sem explicação, um amor que foge à razão.
Eu queria que todo o meu coração fosse por ti preenchido, para que, quando morrer, quando houver já partido, possam assim dizer, morreu por um grande amor, intensamente vivido.
Por
Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje apenas delirando,
viajando na delicia do desejo de um imensurável amor. Pra vcs bjos e
bjos.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
A despedida do amor...Martha Medeiros.
Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a
gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda
estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Martha MedeirosA segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
POR Wcastanheira Hoje copiando mais um pouquinho das delicias da Martha mdedeiros. Pra vcs bjinhos e bjinhos.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Eu te amo...Não diz tudo...Martha Medeiros.
Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade, que deseja saber e quando sabe quer conferir, não é ciumes, pode ser amor mesmo, confiar em quem me fala sempre a verdade da sua vida.
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
POR> Wcastanheira Copiando mais um mimo da conterrânea Martha, ela é mágica e sublime. Pra vcs bjinhos e bjinhos.
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