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sábado, 12 de março de 2011

Porque metade de mim é...




Porque metade de mim é...
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
Poque metade de mim é amor
e a outra metade...
também
(Ferreira Gullar)


Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, viajando, meditando sobre os questionamentos deste pouco que falta em mim, o complemento, o encher-se de amor, paro, penso e concluo, esta imensurável saudade que sinto de vc, é a metade do amor que ainda cabe em mim por nós. Pra vcs bjos e bjos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Delírio...




Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...
Olavo Bilac

Por: Wcastanheira Algumas pessoas dizem q sou obceno, porém acho q sou apimentado, instigante, nada mais q isso, conforta-me encontrar delírios de Bilac, q delicia o grande vate tb delirava, q nem este pseudo poeta. Pra vs bjos e bjos.

A beleza do teu pescoço...
























Me encanta a sedutora magia que teu pescoço lança sobre mim, esguio e imponente, quente e delicado, o perfume que se espalha por ti.
Por que teu pescoço me fascina? Quem sabe seja o elo de ligação entre tua mente e teu coração generoso ou por ser o meio de caminho entre teu olhar e teu colo, dois focos de ti que sempre me acolhem e me fazem descansar.
Ah! Teu pescoço, encanta e transforma-se em luzes e sombras ao sabor do balanço despojado de teus cabelos castanhos, ele levemente balança a conjunção da beleza dos ombros desnudos,adornados por um pingente bem acomodado.
Fetiche louco, quero teu pescoço, cheirá-lo, lambê-lo, mordiscá-lo... beijá-lo até secarem os lábios, enquanto o resto de nossos corpos se descobre em mil prazeres.
Na curva delicada do teu pescoço, onde tudo parece emitir paz, descanso meu desejo e repouso mais um beijo.
Digo baixinho onde parece que só os anjos podem escutar, _Querida, posso aqui repousar? E ouço a tua deixa com um delicado, _Ah tá.
Ali fico, ali te vejo feliz, é meu destino, é minha sina, te fazer feliz e ouvir teu apelo num abraço contorcido e sentir o calor do teu desejo, pedindo mais e mais, meu beijo, cantar ao teu ouvido a beleza do teu colo e ouvir de novo, -Ah tá...

Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, viajando na beleza do pescoço feminino, na delicia que é cantar a sensibilidade da musa que encanta e hipnotiza ao poeta, o corpo, os detalhes, as palavras e, -ah tá, (alguém entenderá)...Pra vcs bjos e bjos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mário Quintana. Vida, poema e reflexão...


NASCEU E CRESCEU O POETA ANJO!!

M á r i o Q u i n t a n a

Cidade natal: - Alegrete, RS.
Diziam os amigos mais íntimos, que Mario Quintana era o poeta das coisas
simples e fazia pouco caso em relação à crítica. Conforme costumava comentar, sua poesia era feita simplesmente por sentir necessidade de escrever.
Em 1928 ingressou no jornal O Estado do Rio Grande.
Após ter participado da Revolução de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro,
retornando em 1936 para a Livraria do Globo, em Porto Alegre, onde trabalhou sob
a direção de Erico Verissimo.

"Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...

E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,

e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro."


Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o
ritual do casamento: a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes
vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre:
"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,
amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"
Acho simplista e um pouco fora da realidade.

Dou aqui novas sugestões de sermões:
- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e
sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não
pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga (o) e ser amante, sabendo exatamente quando
devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de
dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma
via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser
feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece
você e, portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
-Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que
não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
* Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por
vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem
independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para
arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que
sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem
ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria
solidão que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na
igreja? Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher:
declaro-os maduros.
Escolha o seu amor. Ame a sua escolha!
Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há
também aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.


Por: Wcastanheira Nesta Quarta feira deixo-lhes um Quintana mais longo, porém encantador, sei lá se vc leu até o fim ou apenas comentou o título, uma coisa é certa, este poeta foi, porreta de bom!! Pra vcs bjos e bjos.

sábado, 5 de março de 2011

A força do amor platônico, Leninha perde o tempo do amor...




Sempre foi muito tímida, caseira e pudica, praticamente virgem, praticamente? Se não fosse pela sua primeira vez desastrada com seu primeiro e único namorado, um menino magro, de aparelho nos dentes e óculos de aros grossos, um ano atrás.
Foi estudar música e fazer aulas de teatro para aprender lidar um pouco melhor com a timidez, sair de casa, fazer amigos, mas isso não aconteceu, fez amigos, mas não ficou menos tímida, continuava trancada em casa encerrada em si mesmo.
Não lembrava sequer o nome dele e jamais teria coragem de perguntar para alguém, finalmente ficara apenas uma noite, uma única noite de ficantes, simples perguntar: quem é o cara? Impossível, não ficara nada gravado na sua retina ou coração, falar com ele então... JAMAIS. Ela sentia vertigens só de imaginar o ato. Leninha era muito, mas muito complicada mesmo.
Mas com o tempo algo aconteceu dentro dela, Leninha queria aquele homem, após mais uns tantos meses de preparo, decidiu um dia esperá-lo até o fim de sua aula e puxar um assunto, perguntar a marca de seu violão ou as horas talvez, ela queria ouvir sua voz, fazê-lo perceber sua existência, cansou de ser a menina invisível.
No dia H, ela pensou na roupa, no cabelo, no perfume, nas frases, no tom de sua voz, no sorriso que iria usar. Depois pensou no beijo, no cabelo dele roçando seus seios, nas mãos deslizando no seu corpo, na respiração ofegante e libidinosa dos dois entrelaçados no lençol branco de sua cama. Ela de babydol rosa, um conjunto macio, suave que a deixava soltinha, livre dentro dele, imaginou o momento se despindo pra ele, dar-se inteira como sempre sonhou.
Terminou sua aula e postou-se corajosamente frente à escola de música, encostada à parede, perto da porta a garganta seca, as pernas bambas, as mãos suadas, que mal amparavam a alça da bolsa na mão.
Então, como que em câmara lenta, o viu projetando o corpo tão sonhado para fora da porta era ainda mais lindo, alto, pele acetinada, morena, cabelos soltos, sentiu seu corpo todo se retrair, como num espasmo, Leninha quase perdeu seu objeto de vista, mas não, viu-o em seguida encostado à parede, do lado oposto da que ela estava, olhava-o de canto, sem parar de tremer, rezando para todos os santos para que conseguisse, que calmamente dirigisse a ele uma palavra que fosse, só uma, a palavra que seria a primeira de muitas.
E num rompante que quase travou todos os seus músculos, deu três passos na direção dele e articulou quase com desespero as primeiras palavras: “...que horas...”, embora tenha observado que ele não trazia relógio no pulso. No momento a seguir em que ela viu seus olhos pousados nela e que sua linda boca começava a articular algo, inesperadamente uma mulher correu na direção dele, vinda do outro lado da rua e arremessou seu corpo de curvas perfeitas de encontro ao corpo dele, que correspondeu com um riso escancarado ao abraço sôfrego, rodopiaram no ar, grudados, onde os cabelos longos dos dois se misturavam e onde bocas indefinidas e línguas molhadas passeavam, ardendo em desejo um balé de braços, pernas, beijos, cabelos, mãos, olhares e afagos.
E Leninha ali, parada, a um metro da cena, imóvel. O momento descongelou-se quando ela ainda pôde ver o casal caminhando pela calçada, na direção oposta da dela, abraçados, rindo e falando alto, loucos de amor, totalmente indiferentes à presença da menina, ainda olhou a bunda perfeita da moça rebolando num vestido balonê.
Ela então, livrando-se da imobilidade correu, correu muito, em prantos, rasgando aos pedaços a saia nova que comprara para o encontro, tirando da boca, com as costas das mãos, o batom que pela primeira vez passara, depois de muitos anos. Naquele momento seu castelo de cristal quebrou, não tinha equilíbrio para entender que aquela paixão platônica seria superada, pois como só nós sabemos, ela estava obcecada., Leninha perdera o tempo exato de agir, esperou, sua timidez a fez perder o tempo do amor...

Por: Wcastanheira Para uma amiga especial, timida que curte o amor platônico, perde o time, não avança, vê a amiga, amiga? Avançar, tomar conta, apropriar-se, o amor tem seu tempo, a vida é feita de ação, o invisível, não é percebido, então amiga, vá a luta, apareça para ser vista e lembrada ou a banda passa e você apenas vê, da janela. Pra vcs bjos e bjos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Hino da cidade do Rio de Janeiro...










Cidade Maravilhosa
Cheia de Encantos Mil...
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil !
Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n'alma da gente...
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente!
Cidade Maravilhosa
Cheia de Encantos Mil...
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil !
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz...
Que Deus te cubra de felicidade
- Ninho de sonho e de luz.
Cidade Maravilhosa
Cheia de Encantos Mil...
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil!
André Filho


Por: Wcastanheira Ontem era dia de Quintana, então...Acho q estou desculpado. Hoje minha homenagem, meu render-me publicamente a esta cidade genial, encantadora, de uma beleza escultural natural e esculpida, onde a maravilha do sorriso feminino, da presença nas suas calçadas e praias de gente bonita e mulheres de vestidos e saias em profusão,encantam meu visitar, amo este Rio lindo de Janeiro este povo amigo e hospitaleiro, "DEUS" me fez gaúcho de alma, carne e coração, deu-me o direito de ser um pouco carioca e santista, por opção. Pra vcs bjos e bjos.

Canção do dia de sempre...Nesta quarta feira de Quintana

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mário Quintana


Por: Wcastanheira Nesta quarta feira de Quintana uma pérola que não circula muito, porém acho q vcs merecem esta delícia poética, são quadraturas perfeitas, (dispénsável observação né, mas...) Pra vcs bjos e bjos