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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Quando apenas falta dizer...Eu te amo.




Apenas a coragem ou como queira, a falta de iniciativa impedia que ele namorasse sua musa, uma vez que ela com naturalidade entendia e aceitava sua corte quase diária, talvez como diz o poeta...
_Ela entende meu amor, mas não ousa dizer que me ama, antes do meu, eu te amo.
Ela aceita sua companhia nos encontros casuais, que por vezes não são tão inesperados assim, ela entende como amizade a espera por sua saída da academia e aceita sua boa companhia até o portão da sua casa, como estas boas coincidências aconteciam de forma repetitiva, ela aos poucos foi percebendo que estava sendo cortejada, já não mais como uma boa amiga e sim como um musa inspiradora de amor, a ele, faltava jeito ou coragem de fazer a esperada declaração de amor, chegava em casa encantado com a beleza e a simpatia da boa companhia e a cada dia um novo convite e ela sempre aceitando com bom humor e a desculpa de uma grande amizade que se estendia da família até ele, ela sabia o quanto lhe fazia bem este momento.
Um dia, após pensar e meditar arriscou convidar sua musa para um passeio maior e foram conversar à beira mar, sempre com a amizade como desculpa para encobrir o amor que um já percebia no outro, finalmente amigos adultos e maduros não se acompanham tão de perto assim, mas a praia, o mar quem sabe lá as coisas acontecem de forma mais natural, mulheres e mar mantém uma simbiosidade inexplicável, a energia vinda da água libera a mulher, o clima de praia deixa-as mais soltinhas, mais liberadas  à boa conversa e um encontro mais íntimo do que o natural em suas vidas de rotina...
Amigos reunidos, boa conversa e um convívio descontraído facilitaram o encontro e os olhares de cumplicidade um com o outro, os dois ali ombros quase encostados, energia pura e calor humano,  mas o amor não fala, o amor deixa que o coração transmita o que ele vive, por vezes bastam olhares, mas por outras, algumas palavras, ainda que poucas são necessárias para esta conclusão e união de corpos e sentimentos, o que a musa deixa-o perceber falta-lhe coragem ou jeito para dizer...
_Eu te amo, vamos namorar?
Ela faz tempo percebe e aceita todo este carinho, mulheres gostam de experimentar este limite entre o ato e o fato no amor, faz parte da existência feminina, mantido em encontros nada casuais, as amizades percebem, mas falta algo para que tudo aconteça, ele consegue fácil penetração na vida dela com a desculpa de que a família é amiga, mas nestes casos a amizade é justamente o que dificulta o encontro e o namoro, a timidez em nada ajuda quando a aproximação precisa de atos de fato.
O tempo passa e ele mantém-se por perto sempre, corteja, convida, visita, curti nas redes sociais, mas falta a iniciativa da declaração de amor, ela sabe disto, aceita, faz de conta que não entende, as mulheres adoram este falcete, mas ser cortejada é uma delícia na vida delas que aceitam conviver com esta realidade e gosta de ser assediada por todos os lados, gosta de sentir que domina a situação e o mantém como uma possível opção, no caso de alguma necessidade de amor ou carinho, ele está ali, à mão, é só deixar-se ser amada e possuída por ele, falta apenas ouvir o convite final, uma vez que ações de cortejo dizem, mas é preciso que um dos dois quebre a barreira do sim e diga o que verdadeiramente o coração está gritando.
Diz o poema...As vezes o coração fala e a alma grita, porém a garganta engasga por algum motivo, assim um jamais diz ao outro...
_Eu também, te amo, pois o amor mistura-se à amizade...

POR: Wcastanheira  Em delírios de um final de tarde, hoje, viajando nestes relacionamentos que parecem extrapolar os limites, porém um nega ao outro e a amizade segue ocupando o caminho de um outro tipo, de amor. Pra vcs bjinhos e  bjinhos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Festa e amor de carnaval...



                                                                                      
Naquele dia pedi à minha amiga que à convidasse para uma festa de aniversário na sua casa, com a desculpa que fosse do seu irmão em especial amigo dela, finalmente há vezes em que o melhor para solucionar uma aproximação é como no futebol, o bom uso de um bom meio campo...
Aquele carnaval precisava ser especial, ela precisava de algum modo estar comigo, meus amigos e amigas estavam convidados, todas as melhores amizades da dona da casa e dele também estavam ali, o que garante a aparência de uma festa normal e tranquila, finalmente é aniversário do irmão da dona da casa, perfeito, nada havia de dar errado, porém o carnaval no saguão da piscina entre quatro muros da mansão, nada tem a ver com aquele desfile de rua, se lá o comportamento pode já não ser modelo social, imagina no âmbito da nossa mansão, entre aperitivos, uísque, boa cerveja, hi fi geladinho e uma mistura de frutas e álcool, com um inocente tira gosto circulando entre os convidados, além da gelada caipirinha, algo que realmente alimenta e esquenta um bom carnaval à beira da piscina, com o som no volume e no ritmo que cada um mais deseja, é verdadeiramente a festa da carne e dos sonhos, uma liberdade de ação, pensamentos, palavras e atos, onde quem vai e quem está, com certeza concorda com o vale tudo.
A tarde foi espetacular, sol, piscina limpa e água no ponto, a noite caiu lenta e suave a lua iluminava nosso deck, colocamos contra luzes que davam uma aura introspectiva ao ambiente, algumas folhagens, cadeiras espreguiçadeiras e dois gigantescos chuveiros garantiam o brilho dos corpos que iriam trepidar em arrepios antes de cair na água, lindo este momento, as mulheres inquestionavelmente saltitam, dão gritinhos e se arrepiam ao sentir a água gelada descer o dorso, antes de pular...
Próximo à meia noite ela surgiu entre os convidados, esbelta, sorridente, num lindo vestido com uma generosa fenda lateral, usava sandálias prata o que deixava suas pernas em perfeita combinação com a beleza do look, linda para um aniversário, espetacular para nossa noite de carnaval, a turma já brincava à beira da piscina eu, bem, eu aguardava o momento solene de sua possível chegada, finalmente de algum modo era convidada da minha amiga e vinha para o níver do irmão dela, meus amigos pararam, suspiraram e talvez por respeito, uma vez que cedo da festa ainda há esta palavra, respeito, pois ali estavam casados, solteiros, separados, viúvos e alguns fugitivos de relações que a isto permitem, ela chegou e deu um oi, discreto, claro que me aproximei para ganhar um mimo.
_Linda esta festa da sua amiga, mas pensei que era apenas o aniversário do irmão dela?
_Amiga claro que é o níver dele, mas imaginou aniversário em pleno carnaval, sem carnaval, decidi convidar meus amigos e esticar a festa, vamos nos divertir um monte e soltar a franga que aprisionamos por todo o ano, finalmente um segundo aniversário é algo raro e geralmente só para convidados top, especiais que nem nós, eu e você gata linda.
_Assim não vale, não vim preparada...
_Você está sempre preparada, vai lá dentro que a nossa amiga tem um biquíni que certamente é seu modelo.
Já havia descoberto o número dela...
Em pouco tempo, meio sem jeito e assim envergonhada ela chega e aceita um hi fi geladinho com laranja e hortelã, pensei, bom começo, uma vez que ela não bebe, hoje começou aceitando, vai ver que hoje é a nossa noite.
Mas como festa de carnaval em saguão de piscina ninguém é de ninguém, rapidamente começaram a jogar água um no outro e sem que pudesse reagir, entre três a jogaram na piscina, senti seu arrepio, seu tremor ao cair na água e corri para agarrar seu corpo esguio e magrinho, lindo, leve e ainda desconcertada, quase sem forças para reagir, segurei firme na sua cintura no que percebi que não reagia, assim ficamos por longos segundos, coladinhos um ao outro, era meu sonho de carnaval sendo realizado, ela aceitou o convite e além disto participava da minha festa...
A madrugada avançava rápido, pois é assim mesmo, coisas boas voam, parecem fugidias, depois de nadar, mergulhar e brincar na piscina, subimos aos gritos de todos que pulavam, bebiam e festejavam o carnaval no saguão reservado só pra nós, a música alta e a meia luz permitiam abraços e amassos que aconteciam por vários cantos da casa, o amor se espalhava, aos poucos as pessoas iam se encontrando, pois de algum modo eram conhecidos uns dos outros ou entrelaçados por amizades, o que facilita uma relação amigável e mais liberada, amor de carnaval é coisa que assim como chega se vai, a festa aquecia à medida que o calor da bebida subia, a linda e tímida mulher já dava lugar à uma mulher solta e liberada, cantarolava e dançava um pouquinho, nada como um bom carnaval para facilitar as coisas na relação, ela foi ao aniversário do meu amigo e sem perceber passamos juntos uma noite de carnaval, a festa valeu por todas as festas que não aconteceram durante o ano, pois resistir ao encanto e liberdade de um carnaval no saguão de uma piscina, cercado por muros que tornam a vida invisível, é quase impossível, as mulheres liberam e liberam-se ao natural, o ambiente convida e a carne não resiste.
Final de festa, sol quase ao meio dia, nos olhamos e rimos...
Ela disse.
-Não acredito, eu e você, só coisa de carnaval e de piscina juntos, agora o que fazer?
_Linda, amor de carnaval desaparece na fumaça, mas pode ser que o nosso permaneça na segunda feira, finalmente você veio ao aniversário do nosso amigo e de presente me encontrou e decidiu ficar para o carnaval ou você ingênua ou inocente não imaginava o que poderia acontecer?
Aconteceu, agora é só uma questão de decidir, foi bom pra você??

POR: Wcastanheira   Em delírios de um final de tarde, hoje viajando nas possibilidades destes amores de carnaval entre quatro paredes, diferentes do carnaval da avenida, mas parecido nos amores que nem sempre resistem segundas, terças e quartas feiras. Pra vcs bjinhos e bjinhos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Carnaval, a festa da carne.


A festa do carnaval é um apelo ao liberalismo e às fantasias, fecham círculos, mansões e piscinas e a festa rola com o nome de carnaval, a carne liberada da alma e da consciência, acontecem normalidades e anormalidades com o mesmo consentimento.
Mulheres e homens liberam seus instintos e pudores, em avenidas e piscinas, para despertar na quarta feira.
Engana se quem ingênuo ou puro, pensa que carnaval é festa das máscaras e dos enfeites, da alegria e liberdade, pois de algum modo é muito mais da libertinagem, acontece em plena rua, em plena avenida ou casas confortáveis e antes de círculo familiar, ali amigos e amigas distraem o pudor e deixam algo rolar com o nome de amor, na avenida soltam o grito, na piscina das mansões, liberam tudo e de tudo em nome da amizade do carnaval.
Na verdade é justamente em seus dias que as verdadeiras faces, ocultadas as vezes pela covardia humana são expostas com todos os seus instintos e excessos, com a desculpa de aniversários acontecem baladas regadas ao escândalo, com a desculpa de alegria acontece a covardia do abuso ao corpo um do outro, esquecem o romance e a magia que envolve o verdadeiro sentimento.
Depois da festa e do imoral, homens e mulheres regressam ao casulo e adotam uma identidade que nunca haveriam de deixar, o normal.
Pois foram anormal apenas para a festa do carnaval
Se o acaso do encontro dos corpos aconteceu, calma hoje o carnaval, já morreu...

POR; Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje navegando neste mistério das festas de carnaval, quando fechadas viram algo inimaginável, pois entre quatro paredes ninguém é de ninguém, quando abertas vale a festa da carne, esquecendo a magia do amor e do romance. Pra vcs bom carnaval, festa da carne, a poesia retorna na quarta feira. Bjinhos e bjinhos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A musa da academia.

Naquele dia a aura da academia era tranqüila, boa música e gente bonita cuidando da harmonia corporal, eu? Estava fazendo um crucifixo invertido para delinear a região do abdômen, alguns chamam de barriga,  faz parte dos exercícios de condicionamento físico natural, sou um tio e talvez já não justifique trabalhar músculos em exagero, o ambiente zen, realmente faz bem ao espírito e ao corpo, repentinamente, sem menos esperar entrou na sala uma moça morena, tranqüila, calminha, com um sorriso assim meio estilo Monaliza, cabelos castanhos claros usando de modo encantador e sensual uma delicada meia franja com a qual ela jogava hora de um lado, hora de outro, aliás as musas adoram este falsete de sensualidade feminina, chamam a atenção com esta inversão do cabelo, ela mordiscava suavemente umedecendo seus lábios sensuais.
A academia quase parou, murmurou um silencioso olhar de encantamento e admiração pela beleza da morena, o que faria ela ali, desejaria esculpir ainda mais o corpo já tão bem delineado? Se a natureza havia sido pródiga com ela, teria a morena consigo o desejo de humilhar a concorrência, não tão agraciada pelo belo?
Notei que era uma menina moça pela singeleza de cada curva, pelo olhar cândido e o jeitinho meigo de cada movimento, a expressão juvenil exalava em cada palavra, em cada sorriso ainda tímido, assim diariamente nossos encontros foram deixando de ser fortuitos para acontecer em dias e horas marcados, a beleza e o encantamento aconteciam em repetidos encontros semanais, porém jamais em algum momento deixava meu coração de admirar e sonhar com tal beleza ao meu dispor, sonho, delírio, mas quem disse que sonhar é proibido, o pensador já escreveu, _"se teu sonho está nas nuvens, está no lugar exato, porém prepare a base para um dia poder alcançá-lo"...
Passou o tempo, entre encontros e desencontros, num certo dia fiz a pergunta inevitável, instigante, direta.
_Você é muito bonita, o que leva uma musa fazer academia?
_Ora cuidar do corpo, acertar algumas curvinhas, o que você faz aqui?
_Uau que direta hein, o tio busca condicionamento físico, respirar melhor, viver melhor a melhor idade...
_ Ah, sei melhor idade né, desculpa, você quer também ficar certinho.
_Querer eu quero, mas a receita é muito árdua pra ficar fortinho, tem que malhar, transpirar, maltratar o corpinho, você é jovem está linda, mas o tio tem que malhar, correr, queimar muita energia...
A moça na sua timidez parecia-me interessada em conversar um pouco mais...
_Quantos anos você acha que eu tenho?
_Você parece-me tão jovem, acho que uns dezenove aninhos.
_Ah andou pertinho, dia dois de abril, completo dezoito anos
Meu coração voou alto, o corpo estremeceu, nada de pensamentos extranhos, repentinamente algo como desejos ou luxúrias estavam proíbidos, porém por pouquinho tempo, acho que vale a espera.
_Uau, teremos festa de maioridade, a morena deixa de ser menina e passa a ser mulher, deixa de ser bebê e passa a ser gata, um mimo, assumir responsabilidades, ser dona das próprias contas, uma beleza...
Naquele dia a aura da academia era tranqüila, boa música e gente bonita cuidando da harmonia corporal, quando a moça entrou, com seu sorriso tímido, cabelo castanho claro e um olhar de menina moça...Passou o tempo e permaneço enfeitiçado com tamanha beleza, olhando, analisando cada detalhe do belo corpo esguio, ela encanta com seu jeitinho de menina e o corpo de uma exuberante mulher, seu olhar penetra na alma, seu aroma juvenil transborda em cada curva e assim confunde-se a cobiça e o desejo, o belo e o sensual, aos homens ela é desejada, pelo poeta é cantada em versos e como musa, fala ao coração em cada linha do meu encantamento pela beleza feminina e a sensualidade que a menina moça deixa transcorrer em cada meio sorriso, em cada tímido olhar, ontem uma menina com jeito de mulher, hoje uma mulher com sorriso e olhar ainda de menina, onde termina a menina, onde começa a mulher?


POR: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, imaginando, viajando na delicia da transformação destas meninas em mulheres, nesta mágica e rápida transformação  em poucos meses de dedicação numa boa academia, num piscar de olhos, eis uma musa? Pra vcs bjos e bjos.