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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Descanso meu concavo no teu convexo.




















Quando minhas mãos inquietas e quase afoitas deslizam por tuas costas e como num descortinar de um novo mundo vão descendo devagar e suave teu zíper, minha mente viaja na delicia da mais profunda e bela imagem que um homem pode esperar, quando calmo e ouvindo a suavidade da música, vou abrindo, desabotoando cada botão da tua blusa, frêmito, quase incontrolável, meu desejo, meu sexo, pulsa e tenta invadir os limites mais delicados do teu corpo quente e esguiu e finalmente  a barreira da resistência é quebrada e teu corpo invadido pelo meu olhar inquieto e desbravador, ali nasce  e começa a divisão do sexo e do amor..
Cada sombra é pra nós um momento de deleite, os espelhos são nosso prazer em olhares, posições, imagens, pedidos, sussurros invadem a antes solidão do nosso leito...
Meu desejo ardente junta-se à tua suplica de prazer, minha volúpia de homem faminto, junta-se ao teu pedido de caricias e temperos, ainda não é tempo, desejas mais e mais tempo de amor e carinhos e vou te invadindo e possuindo aos pouquinhos.
Nossos beijos descontrolados e lambidos e suados são de prazer e delicia de um ao outro pensar em ter., te percebo como a mais fresca das águas que já sorveu este homem sedento, assim deixo-me cair sobre a beleza de teus seios pedintes, arfantes e suplicantes, nesta praia selvagem minhas mãos galopam em cada curva, em cada selva e meu lábios deliciam-se na umidade da  tua relva de amor e assim vamos nos possuindo, nos invadindo e aos poucos nos completando e com o tempo descanso no paraíso do teu regaço e te envolvo em meu abraço e já não sei nem do nexo nem do desconexo, sei apenas que descanso meu concavo no teu convexo.


POR :  Wcastanheira      Em delírios de um final de tarde, hoje viajando na delicia, no mimo de um imensurável momento de amor. Pra vcs bjos e bjos.
 




quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O medo do amor...Adorável musa gaúcha Martha Medeiros

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos.
Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba.
Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.
Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Martha Medeiros

POR: Wcastanheira    Em delírios de um final de tarde, viajando no maravilhoso momento de inspiração da minha conterrânea Martha Medeiros, uma pérola, uma preciosidade. Pra vcs bjos e bjos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rifa-se um coração...Ricardo Labatt

Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.

Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.

Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.

Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.

Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.

Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:

"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.

Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.

Nota: este texto é algumas vezes atribuido erroneamente a Clarice Lispector.
Ricardo Labatt

POR: Wcastanheira  Recebi de uma pessoa muito amiga, uma leitora carinhosa e atenta às coisas desta página, repasso com carinho a cada visitante. Pra vcs bjos e bjos.



domingo, 25 de novembro de 2012

As crianças, as margaridas e o amor..

Hoje ao amanhecer decidi caminhar sem rumo, sei lá, andar pelas ruas, admirar praças e jardins, cultuar a beleza implicita em cada ponto da natureza, sem importar com o tempo, este tempo que detona com o romantismo dos nossos melhores momentos, acho que o único relógio ao qual deveríamos seguir seria o instinto natural de cada pessoa, como escreveu o poeta, _os grandes momentos da vida, para vivê-los podemos dispensar relógios e canetas...
Pensamentos longinquos, dispersos quando repentinamente uma menina na sua fragãncia ainda infantil saltitava e assoprava uma certa florecência que soltava miles plumas ao vento, sentei para adimrar tão lindo e descontraído gesto, repentinamente percebi que um menino aproximava-se dela com uma margarida branca em suas mãos, chegou pertinho e ao lado do meu banco também sentaram, fazima um pequena algazarra ao despetalar a flor que ao final apresentava um resultado, bom ou ruim, mas uma mostra daquilo que apntava seus futuros, viajei à minha distante infância, fui lá no século passado, andei lá no meu Povo Novo, interior de Rio Grande RS, quando criança na volta da escola despetalávamos margaridas, furtivamente retiradas dos jardins vizinhos, para saber qual seria nosso futuro no amor e na vida, lá íamos nós, mal me quer, bem me quer, muito, pouco, nada...
Pulávamos enebriados de felicidades quando a flor despetalada apontava BEM ME QUER uma delicia o amor e o carinho estavam garantidos, assim distante e longe viajando no tempo, fiquei meio pasmado olhando as duas crianças e pensando como o amor ainda desperta a ansiedade humana e que bom que é justamente assim, o amor, a esperança ainda preenchem corações e movem a espécie mesmo que no alvorecer das vidas, tal qual lá nos anos 60 do século passado ainda hoje em pleno século XXI, com toda a influência da mídia virtual, com faces e orkuts, com e-mails e torpedos, a carta pode ter passado, a fita cassete já rolou, mas o amor ainda está no ar, enquanto crianças brincam de pular amarelinha, de pega pega e cantam cantigas de rodas o amor permanece vivo, enquanto o jardineiro cultivar jardins, enquanto a rosa ainda abrir e as margaridas aos campos florir, o romance ainda há de resistir, enquanto crianças buscam praças e pulam bancos e soltam pandorgas, papagaios, pipas, hei de olhar, meditar e cantar, pois ao certo o amor ainda terá lugar, nascem musas, crescem belas e outras nem tanto, mas para alguém cada uma tem seu encanto e o amor floresce como num quebranto, assim ando a caminhar, na praia, no campo, na praça a natureza hei de admirar e com certeza o amor, sempre o amor, espero poder cantar...Enquanto a rozeira florir, a margarida abrir e a criança sorrir, o amor, sempre o amor, há de resistir...

POR; Wcastanheira  Em delírios de um final de tarde, hoje viajando na beleza da simplicidade infantil, meditando na incrível igualdade da inocência e pureza da criança, mesmo que décadas passem e séculos avancem. Pra vcs bjos e bjos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Vendo sonhos em tempo integral...

Final de tarde, após um dia cansativo, mas vamos combinar as vezes nem é tanto assim e cumpro uma certa deliciosa rotina, caminhar à beira mar, bermuda solta, camisa aberta, peito nú ao vento, assim, sem lenço, sem documento, como já escreveu um certo poeta e tão bem Caetano cantou, quase que diariamente tento interpretar e viver este sublime e suave momento, o sol descia leve e o céu, ora, o céu era lindo com aquele dourado de um final de tarde com sol muito avermelhado, dizem os mais observadores que é sinal de seca futura, eu? Não sei, ainda não aprendi a cultuar prognósticos temporais, após caminhar um pouco vi longe, uma menina moça, caminhando distraída jogando pra cima e segurando uma bolinha, trazia um papel na mão, vestia uma saia branca com uma blusa sobreposta combinando, decidi sentar um pouco, estes bancos na orla são convites a um relaxar de final de tarde quase irresistível, dei às costas para o mar efiquei a viajar em cada janela de edificios enormes e um entardecer divino, agradeci a DEUS pela singularidae do momento, a moça aproximou-se rapidamente, trazia consigo a beleza juvenil despreocupada e a singularidade da simpatia no rosto, não parecia-me estar nascendo uma  musa, era apenas uma menina quase mulher, acompanhei-a nos últimos metros que aproximava-nos, distraído não percebi que somos vizinhos...
 _Oi vizinho, descansando?
-Oi garotinha, é, pode-se dizer que sim, mas muito mais refletindo sobre a vida.
_E a que conclusão chegou?
_Ora, quase nada de novo, mas uma certeza, a vida precisa ser feita de sonhos.
_Sonhos? E você sonha?
_Quando deixar de sonhar, pode procurar flores e ofertar-me pois estarei partindo desta vida para outra etapa.
-Flores?
_Sim. minha vida toda é feita de amores, poesia e flores, mar, musas e amores.
_Nossa você tem tantos amores assim?
_Sim, minha vida, minha vida é composta apenas de amores, nunca pensei em outro valor que não seja, amor, por todas as coisas da vida, ainda que fale linguas, ainda que eu enfrente exércitos, ainda que eu viva mil anos, se não tiver amor, o que justificaria minha passagem pelo mundo? Só o amor, apenas o amor justifica viver. Qual o seu sonho?
-Meu sonho é ser médica, quero ajudar as pessoas a viver com qualidade e sonhos também...
_Uauau que bom, gostei, pelo seu jeitinho risonho e lindo sempre achei ser uma moça sonhadora e com grandes chances de fazer as pessoas felizes, pois fazer feliz deve ser sempre nossa meta final de vida.
-O que você faz para ser feliz?
_Ora menina, faço exercícios diários, ofereço e busco o sorriso sempre que possível, busco energias positivas em tudo que vejo e observo, analiso as pessoas para ver e saber no que posso ajudar, como é bom doar, percebemos o reflexo do bem logo em seguida.
_Então qual é lugar do meu sonho, não estou  sonhando muito alto?
-Bela menina, se o seu sonho não está nas nuvens, ainda não está no lugar exato, pois sua meta deve ser sempre esta, a extratosfera é o lugar exato do nosso sonho e ir até ele é o primeiro ato para realizar-se como pessoa.
_Que legal, o que mais você faz além de buscar a felicidade?
-Vendo sonhos  em tempo integral em todos os lugares por onde ando sou um vendedor de sonhos, que perdoe-me o grande escritor Augusto Curi, mas eu também vendo e tento multiplicar sonhos, apenas isto e assim sinto-me feliz... A menina beijou-me docemente a face, ofertou-me um belo sorriso e com a beleza e simplicidade com que chegou, retornou feliz à sua caminhada...Jogando a bolinha e sorrindo...

POR: Wcastanheira         Hoje delirando, num ensaio de um pequeno conto, pegando o gancho do inteligente Augusto Curi, já li e reli O vendedor de sonhos, um mimo. Pra vcs bjos e bjos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Coisas da musa Clarice Lispector, um mimo...

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Clarice Lispector

O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão. Clarice Lispector

Eu já começara a adivinhar que ele me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Clarice Lispector


POR: Wcastanheira        Em delírios de um final de tarde, hoje viajando na beleza e  profundidade desta imortal musa, desta doce criatura a qual parece q anjos jamais afastavam-se ou quem sabe, ela com sua simplicidade emprestava inspiração aos próprios anjos, finalmente quem sabe onde anjos alimentam-se? Pra vcsbjso e bjos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cuida de mim...O Teatro Mágico

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo.
O teatro mágico
POR: Wcastanheira       Hoje editando esta preciosidade que recebi de uma pessoa muito amiga, _cuida de mim enquanto não me esqueço de você...Que preciosidade, q maravilhas faz o anjo da inspiração, o q seria do mundo não fosse estes malucos visionários, para entreter e tentar enternecer aos mortais? Pra vcs bjos e bjos.

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