O dia, foi com certeza diferente de outros dias, os sorrisos pareciam
diferentes, as pessoas pareciam mais felizes, com certeza meu olhar
estava também com mais brilho, a noite fora diferente, quando estamos
felizes e deixamos irradiar esta luz, tudo em nossa volta parece-nos
melhor as pessoas ficam melhores, a vida parece mais leve e as coisas
boas fluem com mais leveza, a aura de quem amou e está amando é diferente.
Naquela
tarde, decidi passear à beira mar, poucas pessoas circulavam por lá
naquele belo final de tarde, já quase ao cair da noite, poucas pessoas
por mim passavam, mas apenas uma, realmente interessava que estivesse
por lá, andei, perambulei e como por encanto, ela, com seus cabelos
molhados, uma prancha debaixo do braço, com sua roupa de surfista,
coladinha, desenhava a maravilha do seu esbelto corpo, ao longe, muito
ao longe, notei que arrumou o cabelo, estiquei meu passo até então sem
rumo, na direção daquele corpo que vinha saltitando em plena areia da
orla, nossa distância encurtava cada vez com mais velocidade, agora já
posso ver seus cabelos pretos, as sardas do seu rosto delicado e porque
não, já sinto o sabor delicadamente salgado da sua pele alva, não nos
abraçamos, simplesmente nos jogamos um nos braços do outro, um enlace
demorado, quente, quase colado, parecia que o tempo havia parado, daqui a
pouco a noite chegaria, então não devíamos nos preocupar com a usura
das horas, o sol deitara-se a pouco, a lua bonita e generosa deslumbrava
encantadora no horizonte, a tarde trocara de luz, deixara o dourado
encantador pelo prateado dos amantes, o brilho prata do mar confunde-se
com o preto, o negro mágico dos seus olhos, nosso enlace termina com um
beijo demorado e um olhar de queremos mais, e assim encadeados um ao
outro avançamos a caminho do mar, nossas pegadas deixam a prova da nossa
unidade, para quem segue os caminhares pelas areias e assim encantados
um com o outro, sentamos sobre a prancha a admirar a beleza poética do
namoro da lua com o mar, ela arredondada, brilhante, prateada vai
esculpindo cada onda com seu colorido charme de dona da noite, aos
poucos alguns namorados vão chegando, na orla flui o clima do amor, a
paixão, as promessas, um barco passa ao longe, mas não tão distante, que
olhando pra ele não possamos sonhar com um navegar, um passeio em alto
mar, por lá viajamos, adentramos ao mar em nossos vivos pensamentos, após
levantamos lentamente, vamos de encontro a água, ela brinca, solta-se
igual a uma menina encantada com seu novo brinquedo, caminhamos à beira
mar, num jogar de água, empurrar de corpos, abraçar e beijar, caminhar e
correr, brincadeiras de final de tarde, pensamos apenas em nós, amantes
não pensam nos outros, a felicidade estava ali, a felicidade era
aquilo, eu e ela estávamos felizes, enquanto a noite avançava, nos
deliciávamos em brincadeiras com a natureza, isto é ser feliz, pensei
eu, estou feliz pensei eu, com o avançar da noite parecia que o mar
ficava ainda mais lindo, a lua a certa altura emprestava uma candura
indescritível à beleza do contraste ao qual assistíamos, assim andamos
pela noite e brincamos com a felicidade de ser apenas dois amantes a
curtir a natureza encantadora de um lual, despretensioso, amigo,
testemunho apenas de dois amantes que queriam viver a experiência de
apenas ser feliz.
No outro dia, apenas acordamos, tomamos
um banho, um delicioso café e fomos trabalhar, felizes, vimos as pessoas
felizes, passamos às pessoas nosso ar de felicidade e concluímos que
para viver esta experiência de amor basta apenas decidir, não vou
complicar, pois só quero na vida é ser feliz, hoje a vida ofereceu-me
esta bela e inesquecível oportunidade, curtimos momentos felizes.
POR:
Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, viajando na delícia
maravilhosa destes encontros casuais que a vida oferece. Pra vcs bjos e
bjos.
Momentos de devaneios, aproveitando-me dos Anjos q visitam aos poetas, cantar e prosar minhas subjetivas musas
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
A beleza do sorriso e do olhar...
Hoje, em especial estive pensando no que seria necessário para
desvendar os mistérios do olhar e do sorriso, principalmente quando
andam juntos, coladinhos.
Pode ser que palavras não sejam suficientes , pode ser que apenas, simplesmente eles possam a tudo dizer e explicar, mas como palavras podem negar sorrisos?
Quando o olhar acompanha o sorriso, é quase impossível imaginar a beleza e a alegria no contentamento ou quem sabe desvendar os mistérios implicitos em cada gesto de um rosto?
Mas juntos, o olhar e o sorriso, fica fácil de imaginar o desfecho, quando a química surge, se expandindo em direção a outro olhar com sorriso, isto quebra qualquer gelo, desconcerta teses e faz surgir, encantamentos.
Repentinamente, as energias se atraem , dando chance ao nascer do sentimento que acalanta a vida, o mais sublime dos sentimentos, a confiança.
Sorriso triste acompanhado de olhar que traduza dor ou piedade; olhar frio, parado, seguido de mordida nos lábios, parece que este gesto aquece ao olhar, aproxima, parece que a delicadeza de lábios úmidos e entreabertos, tem a força de um sinal verde...
O que podemos então perceber por trás de uma cortina cinzenta?
Desamor, aflição, incertezas, derrota, ódio, sentimentos que gelam, esfriam ao coração e a alma.
Mas olhar e sorriso são fiéis no conteúdo:
Um não desmente ao outro, andam juntos mostram-se, apresentam o clima e a aura da hora.
O sorriso jamais poderá ser sarcástico quando o olhar disser que ama e nem olhar pode estar apaixonado se não vier acompanhado do sorriso franco, o valor e o calor do sorriso saem do coração, a beleza e o valor do olhar dizem do estado da alma.
O sorriso de uma mulher apaixonada, nada tem a ver com o riso de uma mulher preocupada, o sorriso terno depois do conforto do amor, cala profundo, deposita-se num cantinho do nosos coração, já o sorriso inquieto de uma mulher insatisfeita, preocupa, penetra, nos faz pensar em tentar satisfazer e numa outra chance, outro sorriso receber...
Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje em reflexões de um final de tarde, se o anjo da poesia não veio, que anjo é este que hoje apareceu-me neste entardecer tão lindo? Pra vcs bjos e bjos.
Pode ser que palavras não sejam suficientes , pode ser que apenas, simplesmente eles possam a tudo dizer e explicar, mas como palavras podem negar sorrisos?
Quando o olhar acompanha o sorriso, é quase impossível imaginar a beleza e a alegria no contentamento ou quem sabe desvendar os mistérios implicitos em cada gesto de um rosto?
Mas juntos, o olhar e o sorriso, fica fácil de imaginar o desfecho, quando a química surge, se expandindo em direção a outro olhar com sorriso, isto quebra qualquer gelo, desconcerta teses e faz surgir, encantamentos.
Repentinamente, as energias se atraem , dando chance ao nascer do sentimento que acalanta a vida, o mais sublime dos sentimentos, a confiança.
Sorriso triste acompanhado de olhar que traduza dor ou piedade; olhar frio, parado, seguido de mordida nos lábios, parece que este gesto aquece ao olhar, aproxima, parece que a delicadeza de lábios úmidos e entreabertos, tem a força de um sinal verde...
O que podemos então perceber por trás de uma cortina cinzenta?
Desamor, aflição, incertezas, derrota, ódio, sentimentos que gelam, esfriam ao coração e a alma.
Mas olhar e sorriso são fiéis no conteúdo:
Um não desmente ao outro, andam juntos mostram-se, apresentam o clima e a aura da hora.
O sorriso jamais poderá ser sarcástico quando o olhar disser que ama e nem olhar pode estar apaixonado se não vier acompanhado do sorriso franco, o valor e o calor do sorriso saem do coração, a beleza e o valor do olhar dizem do estado da alma.
O sorriso de uma mulher apaixonada, nada tem a ver com o riso de uma mulher preocupada, o sorriso terno depois do conforto do amor, cala profundo, deposita-se num cantinho do nosos coração, já o sorriso inquieto de uma mulher insatisfeita, preocupa, penetra, nos faz pensar em tentar satisfazer e numa outra chance, outro sorriso receber...
Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje em reflexões de um final de tarde, se o anjo da poesia não veio, que anjo é este que hoje apareceu-me neste entardecer tão lindo? Pra vcs bjos e bjos.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
A mulher de rua...
Observei atento o modo como admirava-se naquele imenso espelho
retangular, uma bela mulher escondida com maquiagem densa, farta e nem
tão bem espalhada pelo rosto e pescoço, que alias excita-me apenas à
imaginar mil deleites que poderia por ele percorrer, a mão desliza suave
sobre seus cabelos cabelos negros da cor da asa da graúna, ela deseja
ser apenas casual, sensual, agradável, mas sabe que precisa ir além, ela
necessita conquistar, ela sabe disso, mas as vezes deseja apenas
conquistar pela simplicidade do seu belo e penetrante olhar.
Ajeita seu micro vestido vermelho que sobe às coxas bem delineadas, acomoda um belo pingente que encaixa-se em seu chamativo e atraente decote, que valoriza seus belos seios.
Delicadamente e elegante desce a escadaria do prédio, elevadores são por ela sempre evitados, na rua parece encantada com cada vegetal, com cada parede ou mesmo com o enfeite de algum vitral, disfarça sua habilidade em passear por ali, deseja ser diferente, novata e predadora, no seu desfile diário parece estar sendo filmada em cada detalhe e assim usa no extremo sua habilidade de andar sobre dois saltos tipo agulha e um vestido muito justo e escorregadio, passa pelo porteiro que parece não a conhecer, é assim, alguns homens por ela preferem ignorar, enquanto outros hão de com ela amar, assim vai entrando em becos, desfilando em ruelas e a alguns cativa, a outros excita, porém sua expectativa de encontrar alguém para realmente amar é zero, é nula, ali não há amor, apenas preenchimento de solidão e dor, depois de tudo volta o vazio, o mesmo quarto e a mesma solidão, nem parece a mesma mulher...Pois aquela que desfilou, aquela que na noite inteira andou, também é gente e busca amor, assim adormece em mais uma madrugada a mulher que muito fez amor e nada foi amada, assim segue a sina que um dia tornou-se sua, é mulher vadia por ser mulher da rua.
Ajeita seu micro vestido vermelho que sobe às coxas bem delineadas, acomoda um belo pingente que encaixa-se em seu chamativo e atraente decote, que valoriza seus belos seios.
Delicadamente e elegante desce a escadaria do prédio, elevadores são por ela sempre evitados, na rua parece encantada com cada vegetal, com cada parede ou mesmo com o enfeite de algum vitral, disfarça sua habilidade em passear por ali, deseja ser diferente, novata e predadora, no seu desfile diário parece estar sendo filmada em cada detalhe e assim usa no extremo sua habilidade de andar sobre dois saltos tipo agulha e um vestido muito justo e escorregadio, passa pelo porteiro que parece não a conhecer, é assim, alguns homens por ela preferem ignorar, enquanto outros hão de com ela amar, assim vai entrando em becos, desfilando em ruelas e a alguns cativa, a outros excita, porém sua expectativa de encontrar alguém para realmente amar é zero, é nula, ali não há amor, apenas preenchimento de solidão e dor, depois de tudo volta o vazio, o mesmo quarto e a mesma solidão, nem parece a mesma mulher...Pois aquela que desfilou, aquela que na noite inteira andou, também é gente e busca amor, assim adormece em mais uma madrugada a mulher que muito fez amor e nada foi amada, assim segue a sina que um dia tornou-se sua, é mulher vadia por ser mulher da rua.
POR:
Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje viajando neste
mundo estranho das chamadas mulheres de rua, que a tantas dores atendem e
a tantas solidões fazem de conta que preenchem. Pra vcs bjos e bjos.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
A solidão, uma péssima companhia...
A solidão é uma péssima companheira, normalmente é isto que sinto
quando viajo e não tenho alguém para compartilhar as belezas ou
tristezas de cada momento, mesmo sabendo que por vezes um retiro seja
necessário para aprofundar valores e teses pessoais ou sociais, mas
desta vez em que visitei ao Rio parece que minha alma estava mesmo
carente, necessitando de alguém para estar ao lado, dizer bobagens, rir
do quase nada, tropeçar na rua, molhar-se na poça d'água e ainda assim
abraçar-se e rir do pequeno infortúnio, são momentos, são coisas que por
vezes passam despercebidas e por outras removem coração e alma, não
fosse assim, nós humanos seríamos previsíveis e perfeitamente compreensíveis, até os poetas como seres meio desprezíveis sentem isso na carne e acho que mais profundamente na alma.
Naquele final de tarde desci, meio sem rumo, um momento que não gosto, é descer ao saguão do hotel, olhar à rua, voltar-se para os dois lados e não encontrar motivo para sair por qualquer um deles, pois tanto faz, sinto-me abandonado, um ser inexpressivo, seguir aos cães que normalmente dirigem-se às multidões ou sem faro tirar no par ou ímpar comigo mesmo?
O menino aproxima-se, e no Leblon é o que mais tem, tenta vender-me um bilhete de alguma coisa, dou uns passos rumo ao baixo Leblon, lá a vida noturna é mais expressiva e mais homens e mulheres solitários encontram-se e reencontram-se para conversas triviais e tratar de assuntos banais,combinar coisas que jamais farão juntos, mas trato é trato, penso que é o local mais indicado a um poeta cinquentenário hoje sem companhia, passear na Av. Nossa Senhora de Copacabana aumenta ainda mias este sentimento estranho, lá desfilam casais de apaixonados namorados, pessoas com aspecto felizes e talvez eu hoje não esteja neste mesmo tom, por falar em tom, beber um chope no Tom Jobim é sempre uma ótima ideia no Rio, mas não, hoje e talvez apenas hoje, quero experimentar a boemia mais baixa, mais junto ao chão, não desejo nada sofisticado, não quero personal atendimento, quero estar no meio, conviver entre, levar encostadas e dar alguns safanões também, chega de parecer chic e por dentro estar à mendigar, pensei num barzinho com meia luz, algumas mesas com toalhas de plástico e umas cadeiras que pela segurança é bom testar antes de sentar, andei duas ou três quadras e o neon avermelhado em contraste com tons e contra tons mostrava-me bem o caminho, agora já decidido, sem volta, sem jeito, sem proposta qualquer que venha mover meu instinto de predador noturno.
A cada porta que passava algumas moças faziam-me propostas nada poéticas, elas são frias e diretas ou dá ou desiste...
Mas eis que ao entrar numa casa carinhosamente escolhida, encontro uma moça cantando com sonoridade diferente, ela esbanjava romantismo e sensualidade em cada estrofe, sentei, solicitei uma dose de um doze anos e fiquei mirando a beleza daquela música, pois jamais havia escutado Yellow Submarine, dos Beatles, numa interpretação feminina, uma docilidade, esta música cala fundo no meu coração, também não imaginava que fazia parte do repertório de boates do baixo Leblon, deliciei-me curtindo este mimo, depois parece-me que adivinhando meu repertório ela dedilhou carinhosamente Detalhes do Rei Roberto, encostei-me mais na cadeira, relaxei e pensei, eis aqui um bom lugar, uma jovenzinha encostou-se a mim e perguntou simplesmente, enquanto acariciava-me, _posso sentar?
Gesticulei com a mão em forma positiva, era uma bela menina, cabelos soltos e ainda bem alinhados, uma pela clarinha, não parecia-me ser carioca da gema...
_Posso pedir um energético, questionou ela...
_Pode, uma bela companhia naturalmente tem seu preço, ela sorriu e encostou bem seu corpo ao meu...
_De onde vens?
-Sou um poeta boêmio, venho da rua da solidão em busca de aconchego e carinho.
_Pois acaba de encontrar do bom e do seu melhor gosto, peça ou exija e carinho sempre terás...
A moça começou a roçar sua perna na minha e sua mão a acariciar-me gentilmente, confesso que meu momento carente gostou e deixou-se acariciar, quando ela falou ao meu ouvido...
-O que desejas?
_O nome da cantora, o endereço, o quanto vale e tudo que for preciso para encontrá-la.
_Calma seu poeta, eu também tenho receita para acabar com a solidão, depende de você deixar, permitir que eu possa fazê-lo feliz.
A cantora agora exagera no meu gosto e como é moda, é de praxe, dedilha Este cara sou eu, o olhar dela parecia-me fitar com a força de um raio x, com o esmero de uma ressonância magnética, enquanto a moça, agora já com a perna sobre a minha, em beijos e carícias, pergunta-me.
_Vamos?
_Quanto você quer para trazer a cantora aqui?
_Noooossa é obseção?
_Não, é apenas, tesão...
POR; Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, recordando momentos vividos e nunca esquecidos, ao que leva a solidão!Teria ele conseguido a companhia da cantora? Não sei, os anjos ainda não contaram-me. Pra vcs bjos e bjos.
Naquele final de tarde desci, meio sem rumo, um momento que não gosto, é descer ao saguão do hotel, olhar à rua, voltar-se para os dois lados e não encontrar motivo para sair por qualquer um deles, pois tanto faz, sinto-me abandonado, um ser inexpressivo, seguir aos cães que normalmente dirigem-se às multidões ou sem faro tirar no par ou ímpar comigo mesmo?
O menino aproxima-se, e no Leblon é o que mais tem, tenta vender-me um bilhete de alguma coisa, dou uns passos rumo ao baixo Leblon, lá a vida noturna é mais expressiva e mais homens e mulheres solitários encontram-se e reencontram-se para conversas triviais e tratar de assuntos banais,combinar coisas que jamais farão juntos, mas trato é trato, penso que é o local mais indicado a um poeta cinquentenário hoje sem companhia, passear na Av. Nossa Senhora de Copacabana aumenta ainda mias este sentimento estranho, lá desfilam casais de apaixonados namorados, pessoas com aspecto felizes e talvez eu hoje não esteja neste mesmo tom, por falar em tom, beber um chope no Tom Jobim é sempre uma ótima ideia no Rio, mas não, hoje e talvez apenas hoje, quero experimentar a boemia mais baixa, mais junto ao chão, não desejo nada sofisticado, não quero personal atendimento, quero estar no meio, conviver entre, levar encostadas e dar alguns safanões também, chega de parecer chic e por dentro estar à mendigar, pensei num barzinho com meia luz, algumas mesas com toalhas de plástico e umas cadeiras que pela segurança é bom testar antes de sentar, andei duas ou três quadras e o neon avermelhado em contraste com tons e contra tons mostrava-me bem o caminho, agora já decidido, sem volta, sem jeito, sem proposta qualquer que venha mover meu instinto de predador noturno.
A cada porta que passava algumas moças faziam-me propostas nada poéticas, elas são frias e diretas ou dá ou desiste...
Mas eis que ao entrar numa casa carinhosamente escolhida, encontro uma moça cantando com sonoridade diferente, ela esbanjava romantismo e sensualidade em cada estrofe, sentei, solicitei uma dose de um doze anos e fiquei mirando a beleza daquela música, pois jamais havia escutado Yellow Submarine, dos Beatles, numa interpretação feminina, uma docilidade, esta música cala fundo no meu coração, também não imaginava que fazia parte do repertório de boates do baixo Leblon, deliciei-me curtindo este mimo, depois parece-me que adivinhando meu repertório ela dedilhou carinhosamente Detalhes do Rei Roberto, encostei-me mais na cadeira, relaxei e pensei, eis aqui um bom lugar, uma jovenzinha encostou-se a mim e perguntou simplesmente, enquanto acariciava-me, _posso sentar?
Gesticulei com a mão em forma positiva, era uma bela menina, cabelos soltos e ainda bem alinhados, uma pela clarinha, não parecia-me ser carioca da gema...
_Posso pedir um energético, questionou ela...
_Pode, uma bela companhia naturalmente tem seu preço, ela sorriu e encostou bem seu corpo ao meu...
_De onde vens?
-Sou um poeta boêmio, venho da rua da solidão em busca de aconchego e carinho.
_Pois acaba de encontrar do bom e do seu melhor gosto, peça ou exija e carinho sempre terás...
A moça começou a roçar sua perna na minha e sua mão a acariciar-me gentilmente, confesso que meu momento carente gostou e deixou-se acariciar, quando ela falou ao meu ouvido...
-O que desejas?
_O nome da cantora, o endereço, o quanto vale e tudo que for preciso para encontrá-la.
_Calma seu poeta, eu também tenho receita para acabar com a solidão, depende de você deixar, permitir que eu possa fazê-lo feliz.
A cantora agora exagera no meu gosto e como é moda, é de praxe, dedilha Este cara sou eu, o olhar dela parecia-me fitar com a força de um raio x, com o esmero de uma ressonância magnética, enquanto a moça, agora já com a perna sobre a minha, em beijos e carícias, pergunta-me.
_Vamos?
_Quanto você quer para trazer a cantora aqui?
_Noooossa é obseção?
_Não, é apenas, tesão...
POR; Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, recordando momentos vividos e nunca esquecidos, ao que leva a solidão!Teria ele conseguido a companhia da cantora? Não sei, os anjos ainda não contaram-me. Pra vcs bjos e bjos.
domingo, 30 de novembro de 2014
Vamos fugir...Skank
Vamos fugir deste lugar, baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Vamos fugir
Pr'outro lugar, baby!
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá
Que você me carregue
Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, Céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu
Vamos fugir
Pr'outro lugar, baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue
Vamos fugir deste lugar, baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, Céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao teu corpo nu
Vamos fugir
Pr'outro lugar, baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae
Skank
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Vamos fugir
Pr'outro lugar, baby!
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá
Que você me carregue
Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, Céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu
Vamos fugir
Pr'outro lugar, baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue
Vamos fugir deste lugar, baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, Céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao teu corpo nu
Vamos fugir
Pr'outro lugar, baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae
Skank
POR: Wcastanheira Relembrando uma música muito executada pelo nosso coral Transpetro, dedicar à uma certa musa de franjinha. _Vamos fugir deste lugar... Pra vcs bjinhos e bjinhos...
domingo, 23 de novembro de 2014
Férias do poeta
E o poeta, vai tirar umas férias, recarregar energias, quem sb, reenergizar-se para melhor inspirar-se.
Um pequeno pit stop de uns 10 dias...
Pra vcs beijinhos e beijinhos.
Um pequeno pit stop de uns 10 dias...
Pra vcs beijinhos e beijinhos.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
A noite de Milinha...3º Lugar no festival de pequenos contos de Florianópolis, Nov/2014
b>A noite de Milinha fora completa, exaustiva, desgastante, ela estava
sem energias, mas que bom quando perdemos as energias amando, parece
que renascemos, parece que outra vida começou, um pouco de tudo aquilo
que era, já não é mais, quanto tempo de espera sem ele saber, Mila teve
medo em todos os encontros de se expor, esperou pelo momento certo, a
hora exata, ele também, viveram nesta noite de amor imenso, esperado,sem
que um soubesse do desejo do outro, quando tudo parecia casual,
coincidências, não era, eram ações para que o amor, a tesão fosse
notada, uma inocente visita à suíte do Copacabana Palace, apenas para
satisfazer curiosidade, como as mulheres são curiosas, um momento forte,
quase irresistível, finalmente, pra quê resistir? Tudo tão lindo, uma
companhia no mínimo, agradável, um ambiente romântico, cinematográfico,
uma vista fantástica de sonho, meio utópica, a sacada daquele local é
algo irresistivelmente lindo, o metro quadrado mais admirado do Brasil,
Milinha estava ali, seu amor estava ali, um sentimento meio
paternalista, mas um sentimento forte que ela ainda não sabia explicar,
tudo isto ela pensava enquanto esperava-o terminar de vestir-se e dar
alguns telefonemas, para um passeio na cidade maravilhosa.
Ela volta-se e o vê, de bermudas alinhadas, uma blusa Pierre, com óculos que modelam seu rosto cinqüentenário, tênis branco, um belo exemplar, pensou ela, usado, mas ainda em ótimo estado, a noite dissera e mostrara isso a ela, estava desgastada fisicamente, que noite!! Milinha vestia uma roupa delicadamente escolhida por ele, vestida nos detalhes por ele, um short saia amarelinho, combinando com uma bela blusa solta em branco, com botões azuis, cabelos soltos, lisinhos com a impecável franja a descer sobre sua testa, ele adora vê-la assim, Milinha fica linda, tênis branco meias soquetes amarelas, com um belo contraste em brincos e colar dourados...
Mila não resiste ao ver seu amado, _Nooossa, tá um gatinho, aonde vai?
_Vou dar uma volta, ver se encontro uma loirinha gaucha pra passear um pouco...
_Ah, quero ir contigo, não vou deixar este coroa lindo, solto por aí, ainda mais vestido assim, tão gostosinho...
Ele foi de encontro a ela, abraço-a com ternura, alisou seus cabelos, acarinhou seu corpo inteiro, não sem parar por um pouquinho nas partes mais quentes e tentadoras, tendo-a apertada com todas as forças sobre seu corpo, beijou-a, saboreou-a, deliciaram-se por um bom tempo, estavam encostados à amurada da sacada, a praia como testemunha ocular, o sol de um sábado lindo iluminava os corpos entrelaçados, colados, unidos sem qualquer espaço vazio entre eles...saciados, decidiram descer ao saguão...
_Para onde vamos? Voltou a questionar ela.
_O que interessa, hoje você é minha, não foi isto que disseste ontem? Disse que ele foi viajar, então não vou deixá-la abandonada no Rio, é muito perigoso para uma menina do interior do Rio Grande do Sul, tem muito bicho papão aqui.
_Mas tu também, disse que precisava viajar de volta...
_A noite me fez mudar de idéia, viu? Você é a culpada, vamos até a Marina da Glória, mandei reservar uma lancha só pra nós..
_Uma lancha? Não, tu é maluco mesmo
_Maluco não, apaixonado, agradecido ao Pai do céu ao Deus Vênus, um tio feliz, tá bom assim?
_Ah, assim não vale, eu falava só de brincadeirinha, abraçou-o beijando-lhe deliciosamente, encostando bem seu corpo esguio no corpo dele, finalmente chegaram Parque Marina da Glória, lindo, rico, ambiente sofisticado, o fino da burguesia carioca.
_Nossa, que coisa linda, nunca houvera visto algo tão maravilhoso, um desbunde isso aqui...
_Calma, gatinha, é só o cartão de entrada, o show ainda nem começou, dirigiram-se a uma linda lancha de três deks, um Yate, guarnição completa, marinheiros, comandante e um cozinheiro, após a saudação, dirigiram-se aos aposentos especialmente preparados para recebê-los, rosas amarelas dispostas em vários cantos, especialmente no dormitório, cravos, rosas e orquídeas amarelas, delicadamente sobre a cama, um pacote, ele pegou-o e falou, _pra você.
_Pra mim?
_É, pode abrir, é todo nosso...
Ao abrir, depara-se com um lindíssimo biquine amarelo claro e uma saía de tenista, todos tamanho 38, seus olhinhos azuis, brilharam, sua alegria era visível, _como sabe meu número, seu danadinho?
_Não apenas tiro a roupa, também observo detalhes, achei que seu corpo ficaria lindo neste contraste de tom sobre tom, decidi pegar o telefone, encomendar, aqui quase tudo é possível, não conheço ainda o limite...
Enquanto isso, subiram ao deck principal, para admirar as belezas que só o Rio tem para oferecer, o comandante chega até ele e pergunta, _Chefe, até onde vamos? _Ao paraíso, o céu é nosso limite, pode voar até lá? _Òh, infelizmente o Sr tomou o transporte errado, chamarei uma nave especial, _Não, não precisa, esta nave é especial, foi planejada para nos levar até o sétimo céu, inclusive o comandante e a tripulação, vamos dar uma volta na Baía da Guanabara, pode esticar até Cabo Frio, circundar Búzios, Lagoa Rodrigo e pernoitamos na Ilha de Paquetá, _belo passeio Sr, roteiro de quem conhece...
_também sou do mar...
O sol radiante da bela manhã, convidou Milinha a colocar roupa de banho, desceram pra isso, mas foi quase impossível diante de tanta beleza ele resistir, o ato foi demorado, experimentar, ficar com a roupa parecia impossível, foi um namoro duradouro, inesquecível, Milinha provou de todo o sumo dele, saboreou o gosto de tanta tesão, pela vigia da lancha avistava-se o Rio ficando pra trás, o contorno da Baía, ela encaixada de costas pra ele e de frente para a vigia, fizeram boa parte do passeio assim, recobrando forças, juntando energias, para um lindo dia que apenas começava, finalmente subiram, na proa, cadeiras espreguiçadeiras já os esperavam, um a mesa posta com gelo, guaraná, energéticos e champagne, além de frutas para revitalizar os dois amantes, o cozinheiro aproxima-se: _Madame, o que deseja almoçar?
_Nem sei, o que tem?
_O que desejar, quem sabe um filezinho de salmão no vapor com camarões rosa ao molho branco, acompanhados de um soufflé de couve flor?
_Nossa que chic, aqui tem tudo isto?
_Aqui o cliente cria, a gente inventa e DEUS abençoa, minha Senhora...
_Então tá, achei uma delicia sua sugestão
Os dois deitados na proa deixavam a leve brisa refrescar seus corpos saciados de todos os prazeres, golfinhos brincavam aproveitando a água límpida ao longo da baía, o casal curtia o visual e os peixinhos à pular na proa...
Na hora do almoço, os dois desceram ao refeitório, ele sugeriu, _bebemos um Chateou rose? Combina bem com este peixe...
_Se tu ta dizendo, concordo
Sentaram juntinhos lado a lado, _Porque você ta fazendo tudo isto pra mim?
_Não sabe? Eu estava devendo, quando nos conhecemos faz alguns anos, perguntei que presente você gostaria de receber, ao que ouvi, _levar uma vida de rainha, não me preocupar, receber tudo nas mãos, agora chegou minha vez, te oferecer um dia de rainha, então...
Almoçaram, deitaram na proa, o comandante diminuiu a velocidade, a lancha deslizava nas águas claras, límpidas de Búzios, a noite os espera na romântica Ilha de Paquetá, um sonho, uma viagem ao paraíso, atracaram suave na marina da ilha, ao descerem, uma limousine esperava, os olhos azuis de Mila brilharam, embarcou e após alguns minutos, desciam no castelo que fora, nada mais, nada menos, do que a família real, D Pedro II houvera morado ali, fazia dali seu posto de descanso, o que é isso, meu amor? _Uma noite de rainha, para minha rainha...
Serviçais receberam os convidados, castiçais iluminavam s a entrada e o ambiente principal, ramalhetes de flores amarelas decoravam os aposentos... _estou vivendo um sonho...
_Não, você está vivendo um dia de rainha...
Por: Wcastanheira
Milinha, provoca novo caos, mas ganha seu dia de rainha, tudo por um grande amor, a delicadeza e a paixão deste amor, até onde irão, não sei, o tempo dirá, que seria da vida não fora a paixão e as maluquices? Adoro a poesia e a aventura...
Ela volta-se e o vê, de bermudas alinhadas, uma blusa Pierre, com óculos que modelam seu rosto cinqüentenário, tênis branco, um belo exemplar, pensou ela, usado, mas ainda em ótimo estado, a noite dissera e mostrara isso a ela, estava desgastada fisicamente, que noite!! Milinha vestia uma roupa delicadamente escolhida por ele, vestida nos detalhes por ele, um short saia amarelinho, combinando com uma bela blusa solta em branco, com botões azuis, cabelos soltos, lisinhos com a impecável franja a descer sobre sua testa, ele adora vê-la assim, Milinha fica linda, tênis branco meias soquetes amarelas, com um belo contraste em brincos e colar dourados...
Mila não resiste ao ver seu amado, _Nooossa, tá um gatinho, aonde vai?
_Vou dar uma volta, ver se encontro uma loirinha gaucha pra passear um pouco...
_Ah, quero ir contigo, não vou deixar este coroa lindo, solto por aí, ainda mais vestido assim, tão gostosinho...
Ele foi de encontro a ela, abraço-a com ternura, alisou seus cabelos, acarinhou seu corpo inteiro, não sem parar por um pouquinho nas partes mais quentes e tentadoras, tendo-a apertada com todas as forças sobre seu corpo, beijou-a, saboreou-a, deliciaram-se por um bom tempo, estavam encostados à amurada da sacada, a praia como testemunha ocular, o sol de um sábado lindo iluminava os corpos entrelaçados, colados, unidos sem qualquer espaço vazio entre eles...saciados, decidiram descer ao saguão...
_Para onde vamos? Voltou a questionar ela.
_O que interessa, hoje você é minha, não foi isto que disseste ontem? Disse que ele foi viajar, então não vou deixá-la abandonada no Rio, é muito perigoso para uma menina do interior do Rio Grande do Sul, tem muito bicho papão aqui.
_Mas tu também, disse que precisava viajar de volta...
_A noite me fez mudar de idéia, viu? Você é a culpada, vamos até a Marina da Glória, mandei reservar uma lancha só pra nós..
_Uma lancha? Não, tu é maluco mesmo
_Maluco não, apaixonado, agradecido ao Pai do céu ao Deus Vênus, um tio feliz, tá bom assim?
_Ah, assim não vale, eu falava só de brincadeirinha, abraçou-o beijando-lhe deliciosamente, encostando bem seu corpo esguio no corpo dele, finalmente chegaram Parque Marina da Glória, lindo, rico, ambiente sofisticado, o fino da burguesia carioca.
_Nossa, que coisa linda, nunca houvera visto algo tão maravilhoso, um desbunde isso aqui...
_Calma, gatinha, é só o cartão de entrada, o show ainda nem começou, dirigiram-se a uma linda lancha de três deks, um Yate, guarnição completa, marinheiros, comandante e um cozinheiro, após a saudação, dirigiram-se aos aposentos especialmente preparados para recebê-los, rosas amarelas dispostas em vários cantos, especialmente no dormitório, cravos, rosas e orquídeas amarelas, delicadamente sobre a cama, um pacote, ele pegou-o e falou, _pra você.
_Pra mim?
_É, pode abrir, é todo nosso...
Ao abrir, depara-se com um lindíssimo biquine amarelo claro e uma saía de tenista, todos tamanho 38, seus olhinhos azuis, brilharam, sua alegria era visível, _como sabe meu número, seu danadinho?
_Não apenas tiro a roupa, também observo detalhes, achei que seu corpo ficaria lindo neste contraste de tom sobre tom, decidi pegar o telefone, encomendar, aqui quase tudo é possível, não conheço ainda o limite...
Enquanto isso, subiram ao deck principal, para admirar as belezas que só o Rio tem para oferecer, o comandante chega até ele e pergunta, _Chefe, até onde vamos? _Ao paraíso, o céu é nosso limite, pode voar até lá? _Òh, infelizmente o Sr tomou o transporte errado, chamarei uma nave especial, _Não, não precisa, esta nave é especial, foi planejada para nos levar até o sétimo céu, inclusive o comandante e a tripulação, vamos dar uma volta na Baía da Guanabara, pode esticar até Cabo Frio, circundar Búzios, Lagoa Rodrigo e pernoitamos na Ilha de Paquetá, _belo passeio Sr, roteiro de quem conhece...
_também sou do mar...
O sol radiante da bela manhã, convidou Milinha a colocar roupa de banho, desceram pra isso, mas foi quase impossível diante de tanta beleza ele resistir, o ato foi demorado, experimentar, ficar com a roupa parecia impossível, foi um namoro duradouro, inesquecível, Milinha provou de todo o sumo dele, saboreou o gosto de tanta tesão, pela vigia da lancha avistava-se o Rio ficando pra trás, o contorno da Baía, ela encaixada de costas pra ele e de frente para a vigia, fizeram boa parte do passeio assim, recobrando forças, juntando energias, para um lindo dia que apenas começava, finalmente subiram, na proa, cadeiras espreguiçadeiras já os esperavam, um a mesa posta com gelo, guaraná, energéticos e champagne, além de frutas para revitalizar os dois amantes, o cozinheiro aproxima-se: _Madame, o que deseja almoçar?
_Nem sei, o que tem?
_O que desejar, quem sabe um filezinho de salmão no vapor com camarões rosa ao molho branco, acompanhados de um soufflé de couve flor?
_Nossa que chic, aqui tem tudo isto?
_Aqui o cliente cria, a gente inventa e DEUS abençoa, minha Senhora...
_Então tá, achei uma delicia sua sugestão
Os dois deitados na proa deixavam a leve brisa refrescar seus corpos saciados de todos os prazeres, golfinhos brincavam aproveitando a água límpida ao longo da baía, o casal curtia o visual e os peixinhos à pular na proa...
Na hora do almoço, os dois desceram ao refeitório, ele sugeriu, _bebemos um Chateou rose? Combina bem com este peixe...
_Se tu ta dizendo, concordo
Sentaram juntinhos lado a lado, _Porque você ta fazendo tudo isto pra mim?
_Não sabe? Eu estava devendo, quando nos conhecemos faz alguns anos, perguntei que presente você gostaria de receber, ao que ouvi, _levar uma vida de rainha, não me preocupar, receber tudo nas mãos, agora chegou minha vez, te oferecer um dia de rainha, então...
Almoçaram, deitaram na proa, o comandante diminuiu a velocidade, a lancha deslizava nas águas claras, límpidas de Búzios, a noite os espera na romântica Ilha de Paquetá, um sonho, uma viagem ao paraíso, atracaram suave na marina da ilha, ao descerem, uma limousine esperava, os olhos azuis de Mila brilharam, embarcou e após alguns minutos, desciam no castelo que fora, nada mais, nada menos, do que a família real, D Pedro II houvera morado ali, fazia dali seu posto de descanso, o que é isso, meu amor? _Uma noite de rainha, para minha rainha...
Serviçais receberam os convidados, castiçais iluminavam s a entrada e o ambiente principal, ramalhetes de flores amarelas decoravam os aposentos... _estou vivendo um sonho...
_Não, você está vivendo um dia de rainha...
Por: Wcastanheira
Milinha, provoca novo caos, mas ganha seu dia de rainha, tudo por um grande amor, a delicadeza e a paixão deste amor, até onde irão, não sei, o tempo dirá, que seria da vida não fora a paixão e as maluquices? Adoro a poesia e a aventura...
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