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sábado, 31 de julho de 2010

Quero te tocar devagarinho...


Quero te tocar devagarinho, ver e sentir o arrepio da tua pele, encosta teu corpo, acaricia-me de mansinho, deixa-me escorregar dedo por dedo sobre tuas curvas, sobre teus pelos e aconchegar-me em tuas entranhas.
Teu toque me arrepia a pele, aflora a tesão, beija-me lentamente, suga meu suor, prova do meu caldo, deixa-me ser aquilo que mais desejas.
Abraça-me com teu desejo louco, agarra-me com todas as tuas restantes forças, grita meu nome bem alto, faz de conta que o mundo todo escuta teu grito, deixa-me aqui observando toda a beleza da tua boca, todo a apelo do teu mexer-se e retorcer-se.
Faz-me gemer de prazer, me abusa, me enlouquece, diz gemendo ou gritando que teus seios, são meus, que desejas mais um pedaço meu.
Me xinga, mas me ama, me faz menino, escracho, escravo ou homem, põem-me em pedaços teus, leva-me ao céu se puderes, faz aquilo que não fizeram, outras mulheres.
Teu sexo aflora meu tesão, teu corpo dispara meu coração
Dá-me amor, dá-me paixão
Se morrer...
Estou feliz em tua mão.

Por Wcastanheira Em devaneios de um final de tarde, viajando com a doce ajuda inspiradora das folhas de Andreza, um bjos pra vc, delirando na força de um sublime momento de amor, pra vcs bjos e bjos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Selvagens criaturas


Quando os meus dedos percorrem os teus lábios, docemente,
Quando os teus lábios comprimem os meus, selvagemente,
Quando mergulho meus olhos no abismo do teu olhar,
Quando me afrontas com malícia, a me arrebatar,
Quando abro a tua camisa com sofreguidão,
Quando ergues meu vestido, em erupção,
Quando as marcas rubras de hoje, amanhã são roxas,
Quando mortos de desejo, enlaçamos nossas coxas,
Quando somos um, rolando pelo cama atarracados,
Quando nossos corpos estremecem de prazer, convulsionados,
Quando a tua seiva, com a minha se mistura,
Somos nesta hora macho e fêmea , selvagens criaturas,
Ou deuses, no cumprimento da lei mais pura !

Por: Wcastanheira Hoje em especial, dedico a postagem a uma amiga q enviou-me esta delicia, infelizmente veio sem autoria, desconheço-a, porém deixo-a em aberto, achei ao meu estilo, eu, escreveria algo parecido portanto gostei muito. Pra vcs bjos e bjos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Definições. Nas Quartas feiras de Quintana, um pouco do devaneio do poeta anjo!!

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria,
e só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o
apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer
garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da
máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de
sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."
Deficiências - Mário Quintana

Por: Wcastanheira Nesta Quarta feira de Quintana, trouxe algumas Definições do poeta em momentos de descanso à sombra dos Jequitibás da praça do mercado, em Porto Alegre, sem a responsabilidade da poesia, finalmente, poeta também...é gente, pra vcs bjos e bjos.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Põe-me de frente pra parede e rasga o resto...


Minhas mãos firmes deslizam pelas suas curvas e apertam as tenras carnes, voraz e indômito arranho tuas costas, mordo teu peito, mordes minha nuca ... humm ... que arrepio gostoso que isso dá, percebo seu corpo cair pra traz, meio que desfalecida, ofertando-me seu colo quente, minha boca desliza por ele em direção aos ofegantes seios, acaricio-a sob a renda fina da camisola que acabo de rasgar tirando-a fora e expondo uma das mais belas maravilhas do mundo.
Ela parece não se importar. Tu te importas?
-Nem um pouco! Põe-me de frente pra parede e rasga o resto, antes que eu possa esboçar qualquer reação já sinto a tua respiração ofegante à minha nuca, assim de um jeito gostoso, meio animal!
Uma delicia sentir você assim, tão quente e provocante.
Ela fecha os olhos pra sentir toda a pressão do meu corpo contra o seu, estou descontrolado navegando num quase incontrolável delírio de prazer, ela estremece alucinada, parece querer encravar-se na parede, enquanto minha respiração ofegante, meu coração completamente descompassado, chegam ao ponto máximo do prazer de uma cavalgada frenética, ela lentamente interrompe os movimentos, por alguns instantes apenas vai deixando cair seu corpo esculpido no meu, dengosamente encaixados um ao outro quase sem se mover, devagarinho, alisando seus cabelos macios, beijando e beijando seu pescoço suado, abandono-me em seus braços, o tempo passa e adormecemos na delicadeza do relax dos corpos depois do prazer.

Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, pensando no aconchego de um momento inesperado, louco, quase que fortuito dos amantes, que fazem dos minutos suas dádivas da vida, que não perdem tempo em discutir o que fazer, apenas fazem o que seu instinto ordena, o amor, a fúria da paixão, pra vcs bjos e bjos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os Velhinhos. Rei Roberto Carlos



Quando a velhice chegar
Eu não sei se terei
Tanto amor pra te dar
Quando a velhice chegar
Eu não sei se terei
Tanto amor pra te dar
Hoje, vem amor, vem amar
Os meus lábios esperam
Te querendo beijar
Amanhã estaremos velhinhos
Contaremos juntinhos
Os segredos do amor
Os segredos do amor
Para os nossos netinhos
Roberto Carlos

Por: Wcastanheira Minha dedicatória aos felizes avós, com esta linda música do Rei Roberto, o cara é incrível, a melodia é linda,estou aqui, esperando chegar minha vez, tenho esperanças de ser vovô em breve, será uma loucuuura, enquanto não chega o dia, aos avós nos dias de hoje, bjos e bjos.

sábado, 24 de julho de 2010

A despedida de Fernandinha...


Naquele dia a despedida de Fernandinha foi fria, quase seca, sem graça. Fiquei ali parado com um vazio por dentro, vendo a mulher da minha vida se afastar e se aproximar do carro sem ao menos olhar para trás.
Se eu ainda tiver chance ela vai olhar, antes de entrar no carro, nem que seja uma olhadinha...
Fernandinha pegou o alarme do carro, o apertou, fazendo os faróis piscarem ao destravar a porta, tudo isso em câmara lenta, minha ansiedade acelerava a ponto de tudo parecer muito lento.

É agora. Ela tem que olhar...”
Foi um angustiante pedido, um desejo. Fernandinha abriu a porta, parou alguns momentos e antes de entrar no carro, ergueu o olhar, procurou e encontrou o meu.
Reconheceu que o momento de fraqueza foi explícito, se odiando por isso, Fernandinha sentou atrás do volante e colocou as flores no banco de trás. Mas não foi rápida o bastante. entrei e sentei ao lado dela.
Fernandinha fez um esforço incrível para não sorrir da expressão que eu trazia no rosto: Esperançoso, inseguro.
Mais difícil ainda foi quando peguei as mãos de Fernandinha e as beijei de uma forma terna e doce:
- Fê, me perdoa... tudo que eu te disse aquele dia na piscina é verdade... acredita em mim... eu não dormi com outra, eu juro que não aconteceu nada... eu te amo... e sou seu, de corpo e alma...
Meus lábios encostaram nos dela, e por um instante esquecemos de tudo e apenas nos entregamos naquele beijo tão desejado, nossas mãos aflitas buscaram uma à outra e docemente entrelaçaram-se, buscaram de algum modo um bom lugar para alojarem-se.
Foi a primeira vez que disse que a amava, para Fernandinha seria tudo perfeito, se não fosse um pequeno detalhe: não conseguia parar de pensar num possível caso meu com a outra...
Percebi que Fernandinha correspondeu ao seu beijo com a saudade, e por um momento pareceu que estava tudo certo. Mas de repente ela parou, ficou estática, e depois se afastou sem olhar, nem dizer nada. Apenas se virou para frente e cobriu o rosto com as mãos, apoio a cabeçã ao volante.
Durante alguns segundos apenas tentava acalmar a respiração. E então ela tirou as mãos do rosto e olhou intensamente, calmamente para mim e falou.

_ Eu quero que você entenda que se você me beijar, me tocar, me olhar desse jeito, eu vou ceder e corresponder... eu não consigo evitar, porque sou louca por você...

Mas o problema é que eu não consigo acreditar que não aconteceu nada, nem parar de pensar em você com aquela mulher...
Fernandinha começou a soluçar profundamente, tentei acalmá-la envolvendo-a num abraço carinhoso e protetor, querendo poder voltar no tempo e evitar tanto sofrimento. Era de cortar o coração, ela chorando daquele jeito...

Acariciei os cabelos dela, beijei sua testa e o rosto encharcado de lágrimas, enxugando-as com os lábios... e então a boca de Fernanda encontrou à minha e novamente coladas num beijo, as línguas se procurando, provando se devorando...
Foi quando o sino da igreja voltou a tocar anunciando o fim da missa e do nosso encontro.
Fernandinha ajeitou os cabelos, enxugou as lágrimas e disse de forma bem humorada, mas com um sorriso meio triste:
- Acho que por hoje chega, né? Tiau, se o destino permitir, nos veremos em outra ocasião

De uma maneira fria, mas com um olhar de quero mais, abriu a porta do carro, entendi que deveria descer, meu tempo havia terminado ali.

Uma mulher de cabelos loiros, forte, marcada pela malhação, aproximou-se, abriu a porta e entrou, sem pedir licença, sem piedade do meu aspecto de perdedor, Fernandinha pareceu-me sem graça, triste, mas deveria ir.

Pensei no pé de valsa, pobre marido, um perdedor comigo para uma loira malhada e quem sabe, safada, mas com a receita quase certa para entreter Fernandinha.

Por: Wcastanheira Revivendo a antiga série, o conto não pode parar, meu amigo Gamba, um exigente leitor e algumas pessoas amigas, perguntam, _E a Fernandinha por onde anda? Contentes agora? Dei um tempo e a perdi para uma loira malhada, de fortes contornos, o que farei? Não sei, ainda não pensei, o tempo dirá, apontará um caminho. Enquanto isto, pra vcs bjos e bjos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um encontro na calmaria do Gonzaga...Santos!!


Na calmaria de um final de tarde, andava tranquilo pelas areias macias e deliciosas da beira mar, ao longe um belo visual, ela vinha como em camera lenta, passos delicados, traços sinuosos, um aroma enibriador aos poucos envolvia meu sentido olfático, meus olhos não sabiam como desviar de tão agradável visão, agora, não sei se vou, não sei se fico, esperar talvez seja a melhor opção, ir ao encontro expõe minha fragilidade, não sei, não consigo, não tenho forças para desviar desta mulher.
Em instantes, um -oi, que bom te encontrar aqui...
Em instantes estávamos sentados com as pernas ao sabor das ondas, os cabelos soltos, macios, dourados, minha mão perdida nas curvas sinuosas daquele sonhado corpo, as ondas banhavam nossas coxas, de vez em quando subiam às nossas cinturas, ela agarra-se à minha cabeça, deixo-me cair, deixo-me envolver como um todo, o mar sobe e desce, agora já não sabemos se o melhor é estarmos sentados ou deitados ao correr da onda.
O sol se põe a praia santista vai ficando vazia, ficamos a admirar a beleza das palmeiras e coqueiros do Gonzaga, as vezas ela apenas adormece em meus braços, por outras sacode-me e me faz admirar a beleza contagiante do cair da noite no contraste da luz solar e oa beleza do mar...
Assim deixamos a praia e nos recolhemos no acalanto de um flat de frente para a beleza da praia e ali, prometemos, juramos um amor...eterno? Não, apenas um amor entre duas pessoas livres para o amor.

Por:Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, pensando em algum momento da minha juventude vivido na beleza e na poesia das praias de Santos, uauau cada uma mias bela que a outra, amores, desamores, futilidades, mas coisas que fazem, que compõe a vida, pra vcs bjos e bjos.