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sábado, 31 de outubro de 2009

Falando em...saudades.

Se hoje, eu falasse de saudade, falaria do teu cabelo dourado, lembraria da tua pele alva e talvez do teu sorriso largo, franco e de todas as formas delicado.
Se hoje, eu escrevesse sobre, saudade, talvez não falasse do poeta, quem sabe esqueceria a poesia, mas quem sabe agradeceria aos anjos por terem me lembrado de ti.
Se hoje, eu pensasse em saudade, nem lembraria dos teu ardentes beijos, mas com certeza sofreria lembrando dos teus delicados toques, das tuas longuineas mãos e daquelas conversas longas e d'outras tão fragmentadas, do teu modo brejeiro, do calor do teu abraço, do quanto é bom te ter de mesmo de modo meteórico, nos meu abraço.
Se hoje, só por hoje, eu sentisse saudade, sequer lembraria, da tua face bonita, do teu corpo esguio ou quem sabe do teu contorno tão feminino, da tentação que é sempre chegar tão perto, sentir teu aroma e não te poder tocar, apenas e sempre, adimirar
Se por agora, neste momento, eu sentisse saudade, talvez nem tivesse do que falar e muito menos sobre o que escrever, ah, mas que tolo sou, que não permito-me a este sentimento, tão vazio de vaidade, tão vazio de orgulho e tão cheio de quase pranto, pobre poeta, com tantos motivos para viver, busca meios para quase morrer.
Após um dia de exaustivo trabalho, olhei o mar, mirei o céu, adimirei o horizonte e em tudo, mas em tudo mesmo, vi um pouco de você, mas mesmo assim insisto em dizer, que não sinto, saudade, bobagem, reflito, pura vaidade.
Se por esta noite, mas só por esta noite vier a saudade visitar-me, direi que não a conheço, a dispensarei, pois meu coração há de insistir que jamais a viu, percebeu ou sentiu, então mandarei a saudade embora, mesmo porque tenho a certeza de que amanhã a terei comigo e novamente insistirei em não reconhecê-la.
Mas se por acaso o telefone tocar, se por acaso a porta bater, se por ventura você chegar,não repare na desordem desta casa, não critique o desarranjo de tudo, tenha piedade, alinhe os tapetes, acomode as cadeiras e vá tomando o lugar que sempre foi teu,cale, adimire, analize, não fale de saudade, não comente sobre distância, sequer toque na palavra abandono, pois tenhas a certeza, foram sentimentos que jamais experimentei.
Se por algum motivo, me avistares triste, talvez seja com saudade da nossa roseira amarela que morreu, pode ser também a causa da minha tristesa, a desordem da nossa casa, fiques em paz, minha solidão jamais falou em saudade.
Se hoje, ainda hoje, Deus a mim conceder a graça de teu corpo tocar, não direi do pranto derramado, não falarei da poesia mal escrita, nem da rima de dor com amor, de tanto com pranto ou de felicidade com saudade, não falarei da rima de clemência com ausência.
Se por hoje, só por hoje, eu sentir saudade, terá sido por uma casualidade.
Se por hoje, só por hoje, eu vier a chorar, terá sido uma dessas coisas que ninguém sabe explicar, porque chorar?
Se acaso meu sono não vier me visitar, não terá sido tua ausência o motivo.
Mas... se a morte amanhã, para mim for uma verdade,
por certo, foi por esta...imensa suadade.

Por; Wcastanheira: Poemeto, de um final de tarde, para minha linda, minha musa, coisas da visita de um anjo!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PENSAMENTOS ALHEIOS.

Faço o possível para não pensar em nada, mas ainda o nada é cheio de você.
Irene Coimbra
Por Wcastanheira Pérolas de uma quinta feira.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quartas feiras de Quintana, um presente dos anjos.

Um poema?
No mundo não há nada mais triste do que uma boneca morta...
Talvez porque sua mãezinha tenha morrido de parto!
Ou encontrar um vestido de noiva numa casa de penhores
Ou começar cheio de rimas quando se escreve em prosa
Ou não encontrar rimas quando se escreve em verso
(Também, quem me mandou escrever clássico?!)
Bendita seja a Isadora Duncan, que inventou o verso livre da dança!
Só não sei,
Mesmo,
O que eu queria dizer com tudo isso...
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

O tamanho da gente
O homem acha o Cosmos infinitamente grande
E o micróbio infinitamente pequeno.
E ele, naturalmente,
Julga-se do tamanho natural...
Mas, para Deus, é diferente:
Cada ser, para Ele, é um universo próprio.
E, a Seus olhos, o bacilo de Koch,
A estrela Sírius e o Prefeito de Três Vassouras
São todos infinitamente do mesmo tamanho...
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]
Por: Wcastanheira Quartas feiras de Quintana, uma prova de que o grande vate, também delirava na busca por inspiração, bjos, bjos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como entender, ao poeta?

Como explicar a força da poesia?
Se cisma o poeta
que flor têm sabor
que saudade têm cheiro
e que grita o silêncio.
Ah, nada acompanha
o pensamento do poeta...
ele é capaz de beijar a boca da noite
não morrer, mesmo deixando o coração à sangrar,
como entender ao poeta?
Se salta da ponte em sonho
e até dorme ao relento
com o sentido atento.
Como entender ao poeta?
Se rende à vóz do coração
que sem entendermos
galopa ao encontro do verso
Se ama, a todas, se são suas
as luas, as ruas
os mares, os rios e lares
Como entender ao poeta?
Se á nada se recusa, é sua a menina
é sua a musa.
Por Wcastanheira Num ode à poesia, num pensar no poeta, como entender-me? Se já não sei quem sou, vago na noite, vago no dia, tudo, tudo, por amor, à poesia.À minha linda, bjos, bjos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Jornal Dimensão Tdai/Imbé 25/10/09

Opinião Comunidade
Movimento Outubro Rosa
Parabéns às lideranças municipais de Imbé, mais em especial à Coordenadoria Municipal da Mulher, pela tentativa de engajar as forças vivas de Imbé e Tramandaí na ação Outubro Rosa, uma sensacional atitude em busca da qualidade de vida das mulheres do Litoral Norte. Ótima ação! Como foi o primeiro ano, ainda tímida, mas fico na expectativa de que possamos no próximo ano ter um evento mais abrangente, que cubra as cidades vizinhas. Foram muitas pessoas beneficiadas no evento e é preciso ir fundo, divulgar, disponibilizar o exame às mulheres. Nós homens ficamos com uma ponta de inveja, precisamos criar quem sabe o Outubro Azul, para mobilizar e conscientizar os homens a realizarem o exame de investigação do câncer de próstata que também, ainda por falta de maior informação e quebra de tabu, ainda dizima tantas vidas neste país, desinformado e desassistido pela saúde pública. Parabéns Imbé! Uma ótima atitude! No próximo ano, atravessem a ponte quem sabe podemos fazer o outubro rosa/azul? Quem motiva ações como esta precisa ser louvado e divulgado como um defensor do povo.
Wanderlen – Indianópolis

sábado, 24 de outubro de 2009

Delírios de um poeta, sem inspiração.

Quando um anjo te falar em vaidade, não deixes de viver tua verdade, não fujas, não te escondas, use apenas a sinceridade, permita mostrar teu corpo, que me deixa tão louco, permita que vejam teu sorriso o melhor deste paraíso.
Quando um anjo te falar do amor, não esconda teu melhor, deixa fluir teu lado mulher, é isto que meu coração quer, deixa rolar, andar, balançar este corpo bonito, este mágico sorriso, solta as amarras,vem quase em pelo, assim, apenas balança teu cabelo, sente o aroma da vida, deixa-me sentir-te, querida.
No aroma suave de cada jardim quero mostrar-te assim.
Deixa viajar teu pensamento, solta as presilhas do tempo, deixa navegar por imensos mares, teu odores, teus sonhos e amores e em todo os lugares, por onde andares estarei eu a te receber, e uma amada mulher...te fazer.
Permita-se ser feliz, experimenta, andar descalço, pisar na areia, cheirar a flor, inspirar o vento, fazer amor, molhar teu corpo, deixa o mar te invadir, usa uma blusa leve e solta aquilo que te prende, vem, mulher, me rende.
Permita-se ser alegre, soltar o riso, liberar o olhar, andar leve, usar vestido, beijar outro que não o...marido.
Solta o verbo amar, libera a palavra pecar, vem, estou a te ensinar.
Não penses em tanta confusão, a vida é simples, o amor mais ainda, a paz custa pouco, sabe porquê?
O mundo, é do louco.
Louco de amor, de fazer, de ter, de correr, de arriscar, de penetrar sem saber onde parar, em busca da imersão num mundo puro, de fé e paixão.
Perdoe-me o certinho, mas se meu título é devaneio, neste dia permití-me a apenas o sonho, não busquei rima e sim o recado, não tentei falar de amor, apenas do apaixonado.
Permita-se me aturar, tem dias que...não temos o que postar, então basta, delirar...
Por Wcastanheira Na oficina de um verdadeiro momento de devaneio poético, nós também temos direito a esta louca experiência da falta de inspiração, tentei falar de amor, não deu, escrever esperança ,não deu, fui ao céu e voltei, cansei, então delirei e postei, viu, minha linda!!bjos, bjos

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A menina Eloísa, em busca do sentido, na serra gaúcha...

No outro dia, saíram ele e Eloísa num passeio tranqüilo pelas ruas românticas, quase desertas de Mutum, havia no olhar dos dois um pouco de angustia, um pouco de prazer, num misto de amor e surpresa, ela, desejava gritar ao mundo o tamanho do seu amor, ele, queria dizer aos céus da grandeza da sua surpresa, Elô, aquela doce menina do ginásio, daquele curso de Inglês, das tardes no 2º grau, estava ali, ao seu lado, passou o tempo, ela tornara-se uma moça linda, espetacular, certinha...
_Então, disse ele, vamos ao Rio aproveitar as férias?
Ela encostou-se bem a ele, colou seu rosto lindo ao seu ombro,deixando-o envolvido aos cabelos longos cabelos castanhos puxou-o bem ao seu ladinho, trançou sua perna à perna dele e saboreou daquela boca mais um beijo, longo, profundo, demorado...
_Meu amor, quem sabe a gente vai a outro rio?
_Que rio?
_Tenho tanto desejo de conhecer o Rio Grande do Sul, ronronou ela, com uma voz macia, delicada, um pedido beirando a suplica, quase um grito de socorro.
_Rio Grande do Sul? Naquele frio?
_Hé, naquele frio, deve ser gostoso, tomar um bom vinho, ficar bem juntinho, uma lareira, um churrasco bem gostoso, um café colonial, sei lá um chimarrão gaucho, dizem que é amargo, mas um amargo gostoso, que corre de mão em mão, aquela serra linda, com um visual estonteante, ah, uma delícia, a gente fica beeem pertinho, coladinho e aos poucos vai passando o calor de um corpo para o outro, a noite muita coberta, muito aconchego, a madrugada olhar a geada nos campos, dizem que fica tudo branquinho, uma imagem inesquecível...
_Nossa você, está apaixonada pelo Rio Grande, então...vamos.
No outro dia, os dois rumavam de Nova Mutum para Cuiabá, o calor natural da região fazia com que a beleza de Eloísa estivesse exposta com uma saia clássica, um pouco acima dos joelhos, uma blusa solta deixava seus seios delicadamente a vontade, de modo que ele apenas ao deixar encostar a mão sentia-os palpitar, sentia rigidês natural daquela delicia juvenil, os cabelos soltos, com uma franja levemente caindo ao meio da testa, a barriguinha à mostra, denunciava a beleza quase escultural de Eloísa, a moça do aeroporto (não sei porque sempre achamos que é uma moça) anunciava que os passageiros com destino a Porto Alegre deveriam rumar ao portão de embarque, lá foram eles, talvez o mais belo casal daquele vôo, _Srs. passageiros ajustem os cintos, travem as mesinhas e boa viagem...Um vôo tranqüilo, ele encostou bem sua perna as delicadas pernas de Eloísa, ela recostou a cabeça à dele, os cabelos caiam ao colo do seu amado, que entertia-se a amaciar sua madeixas castanhas, o avião toma altura, ganha ao céu, lá em baixo ficam vidas, casinhas, um colchão de nuvens serve de testemunha àquele imenso amor, não pareciam apaixonados, sim muito mais cândido que isto, estavam, enamorados, encantados, ele alisa a pele macia, a tez suave de Eloísa, senti o calor daquele corpo juvenil, beijam-se como que para selar a maravilha de estar em pleno céu, a dois dias atrás sequer poderiam imaginar que naquele dia ainda não estavam experimentando a maravilha do paraíso, um passeio pelo frio gostoso do Rio Grande do Sul, esperava-os poderá lá ser ainda melhor? Para os amantes cada momento tem o seu valor ímpar, eles estavam ali, encantados um com o outro...
O comandante avisa que a temperatura local é baixa, 5º, ela encosta-se bem ao seu amor, frio, vai finalmente experimentar, o frio, a aeromoça anuncia, _Srs. Passageiros, favor travar mesinhas, afivelar cintos... Eles,se olham, um afivela o cinto do outro, lá em baixo a beleza do rio Guaíba, o Delta do rio Jacuí, aliado aos encantador visual de toda a beira rio, mostrava o belo cartão postal de Porto Alegre, cabe aqui um elogio especial, o visual da capital gaucha, visto de cima, é um dos mais bonitos do país, ficaram ali, encostadinhos, curtindo a aterrissagem mais romântica que já viveram, ao descer, a doce realidade, o frio, os gaúchos envolvidos em pesados casacos, mulheres bonitas com peles a aquecê-las, os dois pombinhos, desceram agarradinhos, coladinhos, para aquecer ao corpo um do outro, ao pisar em solo gaucho, envolvem-se num longo beijo, num demorado abraço, ela rodopia nos braços do seu amado comemorando tão belo e surpreendente momento, estava em terras gauchas, como um dia sonhara, mas jamais em um momento sequer, imaginara em tão doce e agradável companhia.
_Com frio? Perguntou ele.
_Muiiiiito, uma delícia, a gente treme, não consigo parar de tremer, é uma delicia este gelo, quero um casaco, um ponche, um cobertor, quero você meu amorzinho, todinho, juntinho, assim, coladinho quase dentro de mim, vem meu lindo, assim... envolveram côncavo e convexo, trançaram as pernas, beijaram-se loucamente, ficaram ali, enquanto a esteira vai trazendo suas malas, eles tentam de algum modo fazer dos dois um único corpo, um espaço anairóbico.
Um carro aguardava-os para transportar os dois amantes até a serra gaucha, aquele final de tarde, servira para a viagem até Gramado e Canela, lá o frio serrano, o clima aconchegante com certeza vai proporcionar aos dois inesquecíveis momentos de prazer, de amor, de tesão, de paixão, o frio gaucho é diferente do frio humano, ele aconchega, promove união, faz juntar os corpos, unir espaço, faz a gente fazer amor, uma delicia espera-os...
Por: Wcastanheira Da série o conto não pode parar, um mimo pra menina Eloísa,na sua busca desesperada por sentido, um carinho aos pedidos de continuar, muito obrigado a quem pediu, cantar minhas musas é um prazer deliciosamente delicioso, bjos, bjos.