Momentos de devaneios, aproveitando-me dos Anjos q visitam aos poetas, cantar e prosar minhas subjetivas musas
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Um anjo no meu caminho...
Naquele dia dirigi-me ao aeroporto sem maiores planos, uma viagem de serviço como tantas outras, como quase sempre, saguão lotado, fila para o chek in, hoje já inclusa no ritual que precede cada embarque, na sala de espera ao meu lado uma bonita moça usando um belo vestido num delicado tom róseo, sabe o rosa bebê? Assim quase igual, cobria-lhe delicadamente aos joelhos, observei que uma generosa fenda lateral permitia admirar um belo par de pernas, usava de contraponto uma bonita blusa branca com dois botões desabotoados permitindo-a quase expor seus generosos seios, estava ela a ler uma destas revistas sobre moda feminina, podia eu observar pela capa, a moça, não sei por que sempre julgamos ser uma moça, anunciou nosso embarque...
Fiquei um pouco para trás a fim de observar os movimentos de singular beldade, nossa que movimentos, seu corpo parecia desfilar em magistral passarela, cheguei bem próximo ao ponto de perceber o aroma delicado do seu suave perfume, ao acessar o avião, encostei suavemente meu corpo ao dela, pedi desculpas e percebi seu sorriso maroto com um olhar de, o que foi tio? Saudei a aeromoça e fui buscar minha poltrona...
55 A, sorri comigo mesmo, destino irônico e abençoado, ela estava ali, acomodando-se na, 55 B...
-Coisa boa, que bom que é você, lembro que na espera já estávamos próximos, disse ela, é, murmurei meio envergonhado, ela deve ter lembrado aquela encostada, pensei eu, em seguida a moça que parecia decidida a quebrar formalidades, continuou: _Seria abuso meu pedir pra sentar à janela?
Usei e abusei da bondade de um tio de última hora, claro que não, você é a rainha deste voo, portanto sinta-se à vontade, este lugar foi especialmente reservado às damas... Enquanto acomodava a bagagem fiquei ali, matutando sobre este belo, imaginado, mas inesperado ato de bondade do destino para comigo.
Aos poucos as pessoas foram acomodando-se, Rio de Janeiro estava á apenas duas horas de nós, minha cabeça que a pouco tempo estava no mundo dos negócios com planejamentos e estratégias de vendas, naquele momento parou, deu one time, fez pit stop nas negociações da vida...
Tivemos uma decolagem sem qualquer anormalidade, suave... a moça fechou os olhos deixou as mãos cair ao colo e suspirava delicadamente, deixando transparecer um tímido nervosismo, ao planar o avião e entrar em vôo de cruzeiro, olhou pra mim e quase gemeu dizendo, _ai ainda bem, não acostumo com decolagens, sempre fico nervosa.
-Fica calma, respira fundo, olha na janela vê que paisagem maravilhosa, olha Porto Alegre que bonita e dá um tchauzinho pra ela, fiz isto encostando meu ombro ao dela, sentindo bem de pertinho o aroma gostoso do seu perfume juvenil, seu cabelo macio, um loiro delicado com algum aplique um pouco mais claro contrastava com beleza do rosto com perfil bem delineado...
_O que você vai fazer no Rio?
-Curioso né?
-Ah, curiosidade natural, uma moça tão bonita deixando nosso Rio Grande, sê preciso acompanho-a pra carioca nenhum tomar nossa gauchinha...
_Adivinha.
_Que chato, não trouxe meu cristal, mas acho que vai passear...
_Passear? Muito melhor, vou encontrar meu noivo que chega de Londres, hoje à noite, pra um seminário até sexta feira, peninha que são só quatro dias, mas fazer o quê?
-Ah por isso ta assim com este sorriso largo, esta carinha de feliz
_E você o que faz na cidade maravilhosa
_Além de acompanhar moças bonitas, negócios, reuniões chatas, jantares intermináveis...
_Nossa, pare de lamentar, qual o seu hotel?
_Copa sou um hóspede incondicional do Copacabana, a vista convida-me, ajuda a quebrar o stress...
-Não, não acredito é muita coincidência, também vou pra lá, adoro o Copa..
_Que bom, verei os dois pombinhos passeando pelos corredores ou quem sabe a gente se encontra numa sala de artes, num jantar ou na academia, gosto de malhar antes do jantar, finalmente um tio precisa cuidar do corpo.
Enquanto o serviço de bordo servia nosso lanche, ela recostou-se um pouco ao meu ombro e sussurrou, num, num tom de gatinha manhosa, _não gosto destes lanches
_Do que você gosta mais?
_Sou apaixonada por comidas exóticas, parece que quanto mais estranha melhor, adoro frutos do mar e um bom vinho é claro...
_Covardia né, disse eu, quem não gosta de passar bem.
Quem sabe um jantar no Antiquarius, no final de semana, para brindarmos nossa amizade?
_Ah, tentação não vale, assim você me deixa com água na boca...
Percebi a fragilidade da moça ou quem sabe suas inquestionáveis e sofisticadas preferências, desci minha mão distraidamente sobre a dela, sentindo uma mão macia, quente, gostosa de ser acariciada, falei quase ao ouvido, _ hoje recém é segunda feira gatinha, pra quando marcamos nosso jantar?
_Assim, já? Nossa você é apressado...
Nisso o comandante anuncia os preparativos para descida, ali era o momento ou quem sabe nunca, -Apressado não, é tudo uma questão de combinar, pode ser na volta ou quem sabe aproveitamos a beleza desta cidade maravilhosa, se teu noivo retorna sexta feira, quem sabe?
_Vou pensar, te ligo durante a semana...
Ao chegar percebi a alegria dela, quase correndo de encontro ao noivo, alguém com que um tio não pode concorrer e sim apenas esperar e esperar uma nova oportunidade, sonhar com a sexta feira e quem sabe esticar o sábado uma vez que é seu dia preferido na semana.
Escolher um bom restaurante, deliciar a moça com saborosos frutos do mar regados a um bom vinho, quem sabe um passeio por Copacabana, uma esticada ao Leblon, sem esquecer-se da noite da Urca, Livinha adora o sábado, então, deixar a sexta feira correr para a beleza e o romantismo de um belo sábado na cidade maravilhosa, quem sabe um passeio no Marina Club,ilha de Paquetá uma delicia que certamente encantaria Livinha, sonhar é preciso, assim escreveu o poeta.
Por: Wcastanheira. Da série o conto não pode parar, havia apenas parado um pouco, quando uma amiga sugeriu-me, _quero um conto Castanha. Parei, pensei e...Anjos chegaram e enviaram-me um conto, será que ela aceitará curtir a noite carioca? E o sábado, um belo dia para aproveitar a delicia da costa marinha do Rio, adoro este Rio maravilhoso e Livinha? Pra vcs bjos e bjos.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Sonhar com você, apenas sonhar.
Sonhar com você é andar num caminho entre o céu e o paraíso do prazer e do delírio de estar feliz.
Você alimenta minha poesia e de um modo especial, é força e anergia de cada noite, cada dia.
Assim vive e contenta-se o poeta que alimenta sonho e poesia.
Você é a musa perfeita do meu delírio, leva o poeta ao sonho e ao paraíso, mas confesso, é apenas disto que preciso...
Sonhar... Sonhar...
POR: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje apenas, delirando. Par vcs bjos e bjos.
Você alimenta minha poesia e de um modo especial, é força e anergia de cada noite, cada dia.
Assim vive e contenta-se o poeta que alimenta sonho e poesia.
Você é a musa perfeita do meu delírio, leva o poeta ao sonho e ao paraíso, mas confesso, é apenas disto que preciso...
Sonhar... Sonhar...
POR: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje apenas, delirando. Par vcs bjos e bjos.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Amor à flor da pele....Martha Medeiros.
A desculpa é esfarrapada mas é legítima. Nada é mais vulnerável que nosso desejo. Na luta entre o cérebro e a pele, nunca dá empate. A pele sempre ganha de W.O.
Você planeja terminar um relacionamento. Chegou à conclusão que não quer mais ter a seu lado uma pessoa distante, que não leva nada à sério, que vive contando piadinhas preconceituosas e que não parece estar muito apaixonado. Por que levar a história adiante? Melhor terminar tudo hoje mesmo. Marca um encontro. Ele chega no horário, você também. Começam a conversar. Você engata o assunto. Para sua surpresa, ele ficou triste. Não quer se separar de você. E para provar, segura seu rosto com as duas mãos e tasca-lhe um beijo. Danou-se.
Onde foram parar as teorias, os diálogos que você planejou, a decisão que parecia irrevogável? Tomaram Doril. Você agora está sob os efeitos do cheiro dele, está rendida ao gosto dele, está ligada a ele pela derme e epiderme. A gravação do seu celular informa: seus neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.
Isso nunca aconteceu com você? Reluto entre dar-lhe os parabéns ou os pêsames. Por um lado, é ótimo ter controle absoluto de todas as suas ações e reações, ter força suficiente para resistir ao próprio desejo. Por outro lado, como é bom dar folga ao nosso raciocínio e deixar-se seduzir, sem ficar calculando perdas e danos, apenas dando-se ao luxo de viver o seu dia de Pigmaleão.
A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. Tente, ao menos de vez em quando, ser sexualmente vegetariano e não ceder às tentações. Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. Mas se não der certo, console-se. Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter.
POR: Wcastanheira Hoje editando algo delicioso que recebi de uma musa especial, dedicada às coisas de Martha e Lya Luft, há algo melhor nesta planície mágica do nosso RS? Acho q tem no mínimo igual, mas elas são d+++. Pra vcs bjos e bjos.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Venha, teu lugar, novamente ocupar...
Podes voltar, meu coração já está curado
recuperado, as feridas já sararam, restam apenas algumas cicatrizes, que a vida, meu amor, há de apagar.
Venha, teu lugar novamente ocupar, não repare na desordem, não houve tempo para tudo, tudo rearrumar, apenas ajeitei o móvel principal, venha aos poucos ajudar-me a organizar este coração que ainda espera por você.
Ainda estou assim, meio sem jeito, uns dizem, _vai, procura outro amor...
Mas como buscar, encontrarei o quê? Como buscar se meu coração só reclama por você?
Se pra mim, outro amor é sempre, você.
Venha com delicadeza, traga-me calor e carinho, não consegui reencontrar-me, sozinho.
Quantas noites e quantos dias, foram pra mim um tempo só, procurando te encontrar no meu corpo, na minha mente, no meu pobre pó, que restou depois do seu último e inesquecível beijo.
Decidi não mais esperar, venha hoje, meu coração reocupar.
Ergo a bandeira da paz, você é meu tudo e contigo de tudo sou capaz.
Venha meu amor, trás de volta teu ardente fogo e aquece-me com teu inesquecível calor.
Não demores, encontrarás a porta encostada, as janelas abertas e ar renovado, prometo em momento algum desta casa sair, entre pela frente, por trás por onde bem entenderes, sabes que és de casa e que em casa estarás.
Venha logo, de algum modo me acariciar, amar e completar.
Venha teu lugar, meu amor, novamente ocupar.
Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, hoje naveganda na volta doamor, daqueles amores inesquecíveis que saem à porta, mas permanecem na morada do coração. Pra vcs bjos e bjos.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Praticamente virgem, não fosse aquela primeira vez...
Sempre foi muito tímida, caseira e pudica, praticamente virgem, como
praticamente? Se não fosse pela sua primeira vez desastrada com seu
primeiro e único namorado, um menino magro, de aparelho nos dentes e
óculos de aros grossos, um ano atrás.
Foi estudar música e fazer aulas de teatro para aprender lidar um pouco melhor com a timidez, sair de casa, fazer amigos, mas isso não aconteceu, fez amigos, mas não ficou menos tímida, continuava trancada em casa encerrada em si mesmo.
Não lembrava sequer o nome dele e jamais teria coragem de perguntar para alguém, finalmente ficara apenas uma noite, uma única noite de ficantes, simples perguntar: quem é o cara? Impossível, não ficara nada gravado na sua retina ou coração, falar com ele então... JAMAIS. Ela sentia vertigens só de imaginar o ato. Leninha era muito, mas muito complicada mesmo.
Mas com o tempo algo aconteceu dentro dela, Leninha queria aquele homem, após mais uns tantos meses de preparo, decidiu um dia esperá-lo até o fim de sua aula e puxar um assunto, perguntar a marca de seu violão ou as horas talvez, ela queria ouvir sua voz, fazê-lo perceber sua existência, cansou de ser a menina invisível.
No dia H, ela pensou na roupa, no cabelo, no perfume, nas frases, no tom de sua voz, no sorriso que iria usar.
Depois pensou no beijo, no cabelo dele roçando seus seios, nas mãos deslizando no seu corpo, na respiração ofegante e libidinosa dos dois entrelaçados no lençol branco de sua cama. Ela de babydol rosa, um conjunto macio, suave que a deixava soltinha, livre dentro dele, imaginou o momento se despindo pra ele, dar-se inteira como sempre sonhou.
Terminou sua aula e postou-se corajosamente frente à escola de música, encostada à parede, perto da porta, a garganta seca, as pernas bambas, as mãos suadas, que mal amparavam a alça da bolsa na mão.
Então, como que em câmara lenta, o viu projetando o corpo tão sonhado para fora da porta era ainda mais lindo, alto, pele acetinada, morena, cabelos soltos, sentiu seu corpo todo se retrair, como num espasmo, Leninha quase perdeu seu objeto de vista, mas não, viu-o em seguida encostado à parede, do lado oposto da que ela estava, olhava-o de canto, sem parar de tremer, rezando para todos os santos para que conseguisse, que calmamente dirigisse a ele uma palavra que fosse, só uma, a palavra que seria a primeira de muitas.
E num rompante que quase travou todos os seus músculos, deu três passos na direção dele e articulou quase com desespero as primeiras palavras: “...que horas...”, embora tenha observado que ele não trazia relógio no pulso.
No momento a seguir em que ela viu seus olhos pousados nela e que sua linda boca começava a articular algo, inesperadamente uma mulher correu na direção dele, vinda do outro lado da rua e arremessou seu corpo de curvas perfeitas de encontro ao corpo dele, que correspondeu com um riso escancarado ao abraço sôfrego, rodopiaram no ar, grudados, onde os cabelos longos dos dois se misturavam e onde bocas indefinidas e línguas molhadas passeavam, ardendo em desejo um balé de braços, pernas, beijos, cabelos, mãos, olhares e afagos.
E Leninha ali, parada, a um metro da cena, imóvel. O momento descongelou-se quando ela ainda pôde ver o casal caminhando pela calçada, na direção oposta da dela, abraçados, rindo e falando alto, loucos de amor, totalmente indiferentes à presença da menina, ainda olhou a bunda perfeita da moça rebolando num vestido balonê.
Ela então, livrando-se da imobilidade correu, correu muito, em prantos, rasgando aos pedaços a saia nova que comprara para o encontro, tirando da boca, com as costas das mãos, o batom que pela primeira vez passara, depois de muitos anos. Naquele momento seu castelo de cristal quebrou, não tinha equilíbrio para entender que aquela paixão platônica seria superada, pois como só nós sabemos, ela estava obcecada., Leninha perdera o tempo exato de agir, esperou, sua timidez a fez perder o tempo do amor...
Por: Wcastanheira Para uma pessoa especial, timida que curte o amor platônico, perde o time, não avança, vê a amiga, amiga? Avançar, tomar conta, apropriar-se, o amor tem seu tempo, a vida é feita de ação, o invisível, não é percebido, então vá à luta, apareça para ser vista e lembrada ou a banda passa e você apenas vê, da janela. Pra vcs bjos e bjos.
Foi estudar música e fazer aulas de teatro para aprender lidar um pouco melhor com a timidez, sair de casa, fazer amigos, mas isso não aconteceu, fez amigos, mas não ficou menos tímida, continuava trancada em casa encerrada em si mesmo.
Não lembrava sequer o nome dele e jamais teria coragem de perguntar para alguém, finalmente ficara apenas uma noite, uma única noite de ficantes, simples perguntar: quem é o cara? Impossível, não ficara nada gravado na sua retina ou coração, falar com ele então... JAMAIS. Ela sentia vertigens só de imaginar o ato. Leninha era muito, mas muito complicada mesmo.
Mas com o tempo algo aconteceu dentro dela, Leninha queria aquele homem, após mais uns tantos meses de preparo, decidiu um dia esperá-lo até o fim de sua aula e puxar um assunto, perguntar a marca de seu violão ou as horas talvez, ela queria ouvir sua voz, fazê-lo perceber sua existência, cansou de ser a menina invisível.
No dia H, ela pensou na roupa, no cabelo, no perfume, nas frases, no tom de sua voz, no sorriso que iria usar.
Depois pensou no beijo, no cabelo dele roçando seus seios, nas mãos deslizando no seu corpo, na respiração ofegante e libidinosa dos dois entrelaçados no lençol branco de sua cama. Ela de babydol rosa, um conjunto macio, suave que a deixava soltinha, livre dentro dele, imaginou o momento se despindo pra ele, dar-se inteira como sempre sonhou.
Terminou sua aula e postou-se corajosamente frente à escola de música, encostada à parede, perto da porta, a garganta seca, as pernas bambas, as mãos suadas, que mal amparavam a alça da bolsa na mão.
Então, como que em câmara lenta, o viu projetando o corpo tão sonhado para fora da porta era ainda mais lindo, alto, pele acetinada, morena, cabelos soltos, sentiu seu corpo todo se retrair, como num espasmo, Leninha quase perdeu seu objeto de vista, mas não, viu-o em seguida encostado à parede, do lado oposto da que ela estava, olhava-o de canto, sem parar de tremer, rezando para todos os santos para que conseguisse, que calmamente dirigisse a ele uma palavra que fosse, só uma, a palavra que seria a primeira de muitas.
E num rompante que quase travou todos os seus músculos, deu três passos na direção dele e articulou quase com desespero as primeiras palavras: “...que horas...”, embora tenha observado que ele não trazia relógio no pulso.
No momento a seguir em que ela viu seus olhos pousados nela e que sua linda boca começava a articular algo, inesperadamente uma mulher correu na direção dele, vinda do outro lado da rua e arremessou seu corpo de curvas perfeitas de encontro ao corpo dele, que correspondeu com um riso escancarado ao abraço sôfrego, rodopiaram no ar, grudados, onde os cabelos longos dos dois se misturavam e onde bocas indefinidas e línguas molhadas passeavam, ardendo em desejo um balé de braços, pernas, beijos, cabelos, mãos, olhares e afagos.
E Leninha ali, parada, a um metro da cena, imóvel. O momento descongelou-se quando ela ainda pôde ver o casal caminhando pela calçada, na direção oposta da dela, abraçados, rindo e falando alto, loucos de amor, totalmente indiferentes à presença da menina, ainda olhou a bunda perfeita da moça rebolando num vestido balonê.
Ela então, livrando-se da imobilidade correu, correu muito, em prantos, rasgando aos pedaços a saia nova que comprara para o encontro, tirando da boca, com as costas das mãos, o batom que pela primeira vez passara, depois de muitos anos. Naquele momento seu castelo de cristal quebrou, não tinha equilíbrio para entender que aquela paixão platônica seria superada, pois como só nós sabemos, ela estava obcecada., Leninha perdera o tempo exato de agir, esperou, sua timidez a fez perder o tempo do amor...
Por: Wcastanheira Para uma pessoa especial, timida que curte o amor platônico, perde o time, não avança, vê a amiga, amiga? Avançar, tomar conta, apropriar-se, o amor tem seu tempo, a vida é feita de ação, o invisível, não é percebido, então vá à luta, apareça para ser vista e lembrada ou a banda passa e você apenas vê, da janela. Pra vcs bjos e bjos.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Pérolas da conterrânea lya Luft...Um mimo.
Um anjo vem todas as noites:
senta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça
(asas cobrindo a ferida do flanco)
é todo o amor que resta
entre ti e mim, e está comigo.
Lya Luftsenta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça
(asas cobrindo a ferida do flanco)
é todo o amor que resta
entre ti e mim, e está comigo.
Vou procurar um amor bom para mim - no
qual me reconheço e me reencontro, me refaço e me amplio, me exploro,
me descubro - se minha imagem interior me levar a isso. O amor mais que
tudo nos revela: manifesta nossas tendências, o que preferimos e
escolhemos para nós.
Lya Luft
Canção das mulheres
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Lya LuftQue se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
POR; Wcastanheira Hoje homenageando, o dia da primeira edição da nossa poetiza Lya Luft, gosto muito de viajar com ela na magia dos seus delírios. Pra vcs bjos e bjos.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Pérolas...Pequeno Príncípe
"Cada
um que passa em nossa vida , passa sózinho , poque cada pessoa é única,
e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida passa
sozinho , mas não vai só nem nos deixa sós; leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito mas não há os que levam nada; há os que deixam muito, mas não levam nada; há os que não deixam nada.
Há os que levam muito mas não há os que levam nada; há os que deixam muito, mas não levam nada; há os que não deixam nada.
Essa é a maior
responsabilidade de nossa vida és prova evidente de que duas almas não
se encontram por acaso."
Pequeno Princípe
"A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas.
Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"
O Pequeno Príncípe.os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"
-
Se alguém ama uma flor da qual só exista um exemplar em milhões e
milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando as comtempla.
ele pensa "Minha flor está lá, em algum lugar..." Mas se o carneiro come
a flor, é, para ele, como se todas as estrelas repentinamente se
apagassem! E isto não tem importância?
O Pequeno PríncipePOR: Wcastanheira Em delírios de final de tarde, hoje copiando um mimo do Pequeno Príncipe, para nosso deleite e delicadeza às musas que sonham e viajam no romantismo das primeiras leituras. Pra vcs bjos e bjos.
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