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sábado, 13 de novembro de 2010

Deixa-me ser tua essência, abandona a aparência...









No dia em que o amor ou a paixão reencontrar-nos, no dia em que meu caminho andar de encontro ao teu, certamente eu, não terei forças para ser apenas eu, perderei o domínio do pensar, quem sabe neste momento até a força de poder, andar, vou querer apenas, em teus abraços estar.
Peço-te, quase suplico, não digas nada, nem penses em nada, apenas e de modo que para mim, parece angelical, fecha teus olhos, vem, vem devagarinho e para perto de mim, deixa meus dedos apenas por um instante, mas que para mim serão a eternidade do prazer, deixa-os tocar, deslizar um pouco na suavidade da pele macia, deixa meus dedos calmos e descendentes encontrarem em cada centímetro teu, um pouco do paraíso meu.
Neste momento sublime e delicado, quase solene e apaixonado, quero ter o poder de te emocionar e te mostrar a minha essência, sem engano e aparência, pois sou apenas um homem enlouquecido, que deseja de modo intenso fazer parte da sua vida, seja lá de que modo for, quero ser teu homem, teu amor, chega de espera, vamos viver a loucura de todo este sentimento, sermos um do outro por toda hora, todo momento, vem, apenas recebe meu quente e colado abraço, não diga nada, não pense em nada, vem ser mulher, ser amada, chega pertinho, fecha os olhos, vem assim, devagarinho, deixe-me ser tua essência, abandona-te em mim, chega de aparência, liberta tua resistência, seja lá como for, quero apenas, ser teu louco amor!!

Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, um beijo e um cheiro pra linda Renata Cordeiro, lá do blog EU E DAÍ, emprestou-me a inspiração, cedeu-me gentilmente suas linhas, para numa viagem delirante compor a quatro mãos e duas mentes o delírio dos amantes, beijos pra vc minha linda poetiza. Pra vcs bjos e bjos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quando...um ode à beleza e ao amor.



























Quando fico à admirar teu cabelo lisinho, descendo a cobrir teu ombro moreno, viajo no delirio do pensamento voraz, que a tudo permite e de tudo é capaz.
Quando admiro tua franja sensual, que delicadamente cobre tua testa e por veses sensualmente a afastas dos olhos, meu pensamento invade meu corpo, quase perco a fala, esqueço de mim, ando assim meio perdido, só por voc~e, envolvido.
Quando teu olhar ao meu olhar descontraído encontra, pareço tremer, desfalecer de tanto que te desejo, da vontade de ter teu beijo.
Quando teu sorriso a outro é endereçado, me mordo, me perco num ciume desvairado, como é bom estar contigo, mas o tempo parece, inimigo, passa tão rápido é um tempo despercebido, passa ligeiro a diminuir o tempo de ser apenas, amigo.
Quando teu abraço quente e colante me enlaça, me esforço para ver que apenas uma amiga, me abraça.
óh mulher do sonho meu, quando coragem terei para dizer que desejo, ser teu?
Teu modo assim delicado de ser, enfeitiça, encanta meu viver, se por um lado vejo uma mulher amiga, por outro vejo a mulher, da minha vida.
Quando alinho teu cabelo macio, quase me perco em amores e desejos, lá vou eu, apenas com vontade dos teus beijos, assim vivemos dia após dia, somos amigos, ams amigos que se tocam, se olham se veem como errantes, pois parecem, amantes, teu beijo assim, demorado, colado, deixa-me ereto, torturado, minha mente fica confusa, como posso eu te ter, se de ti já fiz musa? Mais um dia volto tontinho, é tão bom bom teu beijo coladinho, ali, tão, tão pertinho.


Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, viajando na beleza das mulheres amigas e musas, pensando na força do amor que antes começou amizade e agora o que fazer para amor começãr a ser? Pra vcs bjos e bjos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rua dos Cataventos. Nesta quarta um soneto de quintana




























Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
verde!... e que leves, lindas filigranas
desenha o sol na página deserta!

Não sei que paisagista doidivanas
mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
vai colorindo as horas quotidianas

Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...

Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Mário Quintana

Uma quadrinha

Coração que bate-bate...
Antes deixes de bater!
Só num relógio é que as horas
Vão passando sem sofrer.
Mário Quintana


Por: Wcastanheira Nesta Quarta feira,um soneto talvez escrito à janela do seu quarto, Quintana era um poeta que preocupava-se com a devastação q ao progresso acompanha, por isso deixou marcas em sua poesia e textos, de uma Porto Alegre antiga, da passargada, das crianças na praça iluminada, do sapato florido, mas nem por isso deixou de protestar com estes que atravancam meu caminho...Deixou-nos um belo poema de sua antiga ruazinha, até fez outra poesia a ela, - dorme ruazinha, é tudo escuro...Pra vcs bjos e bjos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Devaneios, apenas...devaneios.




Se naquele dia, tivesses insistido, só um pouco mais, teria ficado contigo, hoje estaria em paz.
Se pelo menos tivesses um beijo a mim doado, hoje meu amor, estaria eu, ao teu lado.
Se naquele dia, naquele momento, tivesse tu, penetrado em meu pensamento, virias que viver assim, é um pesadelo, um imenso, tormento.
Se teu orgulho e vaidade lembrasse um pouco mais de mim, com certeza meu amor, não estaríamos sofrendo, assim...

Por: Wcastanheira Em delírios de um final de tarde, com o pensamento vagando nos amores perdidos e...mal resolvidos. Pra vcs bjos e bjos.

sábado, 6 de novembro de 2010

O amanhecer de Fernandinha...




A manhã daquele dia parecia com luz especial, o delta do Guaíba em Porto Alegre amanhecera em cor prateada, uma luz tênue, delicada, ainda de fracos raios solares iluminava meu quarto, a aura de todo ele era uma aura de amor e paz, Fernandinha é realmente uma musa dorminhoca, enquanto abria a sacada para melhor iluminar seu corpo, percebia seu ronronar delicado de gatinha manhosa, apenas um lençol semi cobria a bela moldura humana ali em minha cama exposta, preparei um café especial, ela adora quebrar o jejum com um delicado suco de morangos, então...tarefa especial do tio , agradar sua jovem musa.
A cortina permitia uma imagem perfeita com translúcida luz, minha musa vira-se delicadamente num sensual decúbito dorsal, lentamente enquanto delicio-me com a imagem, meu pensamento flutua em todas as possibilidades deste sonhado momento, recosto-me à cama, pouso minha mão sobre a testa da musa enquanto alinho seu cabelo, longo, macio e ainda perfumado do nosso demorado banho de ontem a noite, percebo seus amendoados olhinhos entre abertos, sua boca parece murmurar, - tio, beija-me, estou esperaaaando (que pensamento criativo tenho eu neste momento), a delicada mão de Fernandinha pressiona minha mão contra a sua cabeça, enquanto a outra vai lentamente percorrendo cada centímetro do seu escultural e delineado corpo, vou descendo até que não consigo passar sem que ela pegue meu polegar e fique ali, sugando, lambendo, brincando, não sei de quê, aos poucos vamos nos acomodando, nos encaixando um ao outro, o sol lá fora? Deixa-o, finalmente pra que foram feitas as manhãs dominicais? Fernandinha despreza ao lençol, sua mão percorre meu corpo demorando-se onde ela mais deseja, apertando delicadamente como deseja, assim ela sente o pulsar frenético da minha paixão...
Enquanto descansamos um no abraço do outro, o café esfria na mesa, ela vira-se de lado, uauauau e que lado, apanha um copo com suco, põe-se sentada na cama e aos poucos vai saciando sua sede matinal, _ quer um pouquinho? Ah, claro que quer, vem cá, aqui pertinho, dá pra nós dois, recosto-me ao corpo dela e vamos ali deliciando-nos com um suco de saudáveis morangos, confesso que está entre minhas prediletas frutas, ela repara no relógio, _ Noooossa que horas e agora o que faço?
_Fica com o tio.
_Naãããooo, preciso dar um jeito, arranjar uma desculpa ou meu namorido, já era.
_Namorido?
_É ou pensas que sou casada? É meu noivo ou...Era, agora já nem sei...
_Fica calma, diz que tivesse que socorrer uma amiga que passou mal na festa, o teu celular está com ele, nada melhor que dizer que sequer tinha como avisá-lo tendo em vista a falta do telefone, então você decidiu voltar com ela e ficar, viu? Barbadinha, mole, mole, até eu acreditaria.
Enquanto isto apanha um morango e vai mordiscando-o lentamente, de um modo tão delicada que tortura-me, eleva meu pensamento, viajo, mas confesso que apenas pensei, o tio estava... Cansado, esgotado, feliz, feliz, felizzzz.
Fernandinha é mesmo surpreendente...
_ÓH, se fiquei lá, então até posso também almoçar lá e voltar pra tomar um café com meu namorido, senão o pobre pode ficar muito magoado.
_ Boa garotinha, bela idéia, pega, liga pra ele...


Por: Wcastanheira Da série o conto não pode parar, decidi hoje dar uma pequena sequência na história da Fernandinha, estava e está tão bom que parar? O poeta quase não consegue e agora, onde irão almoçar? Almoçando, após um delicioso vinho da serra gaúcha, espero que o tio esteja com forças renovadas, a musa é jovem, é esperta e gosta do que faz, será que o tio recupera as energias? Não sei, anjos dirão. Pra vcs bjos e bjos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fernandinha, dançava e agitava meu coração...




Naquele dia a festa estava animada Fernandinha, dançava e agitava meu coração, meu olhar não deixava de modo algum de admirar a beleza escultural da moça, de vez em quando nossos corpos maldosamente, sem ninguém perceber, roçavam um no outro, minha pele ouriçava ao sentir o calor ardente daquela jovem gazelinha saltitante, o grupo de Fernandinha era especialmente diferente do meu, que tipicamente parecia um bando de tios e tias a esperar apenas o final da festa, pelo menos eu tinha um objetivo maior, de algum modo tocar, acariciar nem que fosse um pouquinho a deliciosa pele de Fernandinha, ela usava um t-shirts branco com uma blusinha branca com dois botões generosamente abertos que deixavam livres seus atributos femininos, ela era o símbolo da liberdade juvenil, eu a simbologia do desespero masculino, o marido da moça em momento algum abandonava seu troféu, dançava num ritmo alucinado e tresloucado...
Estava distraído recostado ao balcão do pub quando percebi que minha pele ouriçava-se em um forte arrepio, senti um ronronar ao meu ouvido, _ Tio, que saudade, vai lá fora só um pouquinho...
Meu coração disparou, minh’alma agitou-se tal qual bandeira em vasto temporal, fui saindo lentamente meio desconfiado de que algo de errado parecia acontecer, não sei porque quando a esmola é em demasia o próprio santo vem a desconfiar, lá chegando uma visão contemplativa iluminava meu olhar, Fernandinha encostada á porta do carro, -Tiiio, que bom, estava com saudade daquele nosso encontro em Copacabana, tu desapareceu...Viajei, fui ao sétimo céu e voltei, custei a crer na bondade dos deuses, enlacei Fernandinha num enlace triunfal, um abraço de vitória em final de mundial, senti todo o calor daquele corpo juvenil a absorver-me como um todo, deixei minha mão descer, descer e percorrer todos os espaços possíveis numa verdadeira corrida por prazeres, alucinantes e festivos da carne, Fernandinha contorcia seu corpo colado ao meu, seus beijos verdadeiras fontes de calor e sabores mil, assim ficamos até decidir que nossas energias precisavam de um descanso no macio dos bancos de couro de nosso belo carro, entrando repousamos ao som de uma musica suave, delicada, parecia Frank Sinatra em sua perfeita harmonia, _Tio, tu é um sonho, um delírio, posso ficar aqui mais um pouquinho? Beijamo-nos com sofreguidão e decisão de dois saudosos amantes, deixamos nossas mãos entrelaçadas cair em meu colo, Fernandinha sentia com carinho a vibração da minha paixão por ela, contorcia-se com sua força juvenil, aos poucos nos abandonamos no prazer maior que dois amantes podem viver após uma longa ausência e um inesperado reencontro....Longe, bem ao loge escutávamos por alguém que chamava, _ Fernanda, amoreco, por onde andas? Na proteção do insufilme Fernandinha abraçava-se ao meu corpo sem deixar espaço para duvidas, eram um corpo só, cheio de amor e de promessas era só, saímos lentamente e lentamente adentramos em meu apartamento da avenida Praia de Belas que estava ornado para um encontro fortuíto, não contava ele, em receber o explendor juvenil de Fernandinha, não naquela noite, mas a vida por veses pode ser até para um tio...maravilhosa, porque não?

Por; wCASTANHEIRA A volta de Fernandinha a pedido do meu amigo e leitor Gamba, um admirador dos contos de Fernandinha, viu? O horário não permite ir muito além, mas vc pode, viajar, delirar com Fernandinha. Pra vcs bjos e bjos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O mapa. Na quarta feira de Quintana.




Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
Mario Quintana

Por: Wcastanheira Na quarta feira de Quintana, semana da abertura da feira do livro, uma festa para o poeta anjo que lá do céu inserido ao corpo anjelical, deve estar aplaudindo, espiando e torcendo pelo sucesso desta festa, de cada escritor(a), vibrando com mistura de crianças e pássaros, bandas e melodias de sabiás, está feliz ao ver a praça animada e os ipês roxos, roxinhos, apinhados de flores, formando belos tapetes aos pés de quem flutua na praça,Mario Quintana e o amor pela sua Porto Alegre, a cidade do seu andar e do seu repouso. Onde hoje ele é poeira ou folha levada no vento da madrugada. Pra vcs bjos e bjos.