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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os seus botões, Rei Roberto e Erasmo, numa quinta feira aos apaixonados


Os botões da blusa que voce usava
E meio confusa desabotoava
Iam pouco a pouco me deixando ver
No meio de tudo
Um pouco de voce
Nos lençois macios
Amantes se dão
Travesseiros soltos
Roupas pelo chão
Braços que se abraçam
Bocas que murmuram
Palavras de amor
Enquanto se procuram
Chovia lá fora
E a capa pendurada assistia a tudo
E não dizia nada
E aquela blusa que voce usava
Num canto qualquer
Tranquila esperava
Roberto Carlos
Por: Wcastanheira Numa quinta feira, assim...sem inspiração decidi colar o Rei e dedicar aos apaixonados, esta música, já fez tantas maluquices comigo, foi tema, foi delicadeza, foi inspiração, foi? Não, ainda é... bjos, bjos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Bilhete, Nesta Quarta feira de Quintana, basta um bilhetinho

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana
Por; Wcastanheira Nas Quartas feiras de Quintana, um carinho, não me peça muito, hoje tenho apenas...um bilhetinho, bjos, bjos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Simplicidade de uma mulher madura

Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado... seria bom se
fosse alegre e amigo...
Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu
amigo, mas não tinha paixão por mim.
Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de
viver, que se emocionasse...
Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais.
Tudo era terrível, era o "rei dos problemas", chorava o tempo todo e
ameaçava suicidar-se.
Descobri então, que precisava de um rapaz estável.
Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que
queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava..
A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante
Aos 30, encontrei um "tudo de bom", brilhante, bonito, falante e
excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas,
paquerava qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz.
No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.
Procurei bastante, incansavelmente...
Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado...
Solteiro e sem rolos! Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira rica...
Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro.....
E só!
Nada como a simplicidade...
Martha Medeiros
Por: Wcastanheira Minha estima por estas maravilhosas e encantadoras mulheres, instigantes, misteriosas, nos potes um pouco mais conservados, estão as mais cobiçadas reservas, uauau adoro vcs, como falta-me inspiração à altura, copiei Martha esta deliciosa mulher madura, pra vcs, um carinho especial à minha linda, bjos, bjos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Reencontro com a felicidade


No final de tarde decidi passear no parque, um andar descontraído, para pensar, refletir, atravessei a rua, simplesmente isso, não precisa mais, o parque faz parte da minha vida, está quase inserido no meu pensamento e planos. especialmente naquela tarde, fui lá apenas descansar, repousar meu pensamento, desligar meus anseios, praticar um pouco do nadismo, dizem que é possível, faz anos que busco a tal pratica, mas nada consigo, busquei um banco bem posicionado, a frente de um chafariz, o que sempre chama-me atenção, nestes lugares quase sempre, bailam crianças, correm meninos e meninas, passeiam pequenos cãezinhos guiados por doces senhoras e vez por outra belas moças, achei ali um lugar cândido, pensei eu, tive sorte, um belo espaço desocupado, a tarde caia morna em Porto Alegre, fazia necessário um passeio de onde não avistasse apenas o lindo avermelhado pôr do sol do rio Guaíba, isto mexe demais com minhas emoções, sendo assim o parque era a melhor opção, ela não estaria lá, com certeza o rio a atrairia para pensar talvez nas mesmas coisas que eu, tentar não pensar na solidão, não lembrar nossos beijos, nossos momentos, sim, ela não iria buscar justamente a Redenção para isto, iria a um lugar onde possivelmente eu, abstrato estaria, onde passávamos as tardes, admirávamos e jurávamos amor eterno ao pôr do sol, é claro ela iria lá recordar tudo...
As crianças aos poucos foram chegando, os cachorrinhos corriam de um lado para outro, o sol vencia alguns galhos e timidamente criava um belo contraste com as águas do chafariz, pássaros faziam uma algazarra gigantesca ao buscar um lugar para anoitecer, os pipoqueiros faziam seus melhores negócios, não sei explicar os motivos do florista ter desaparecido, talvez seja o mesmo pelo qual o fotógrafo lambe lambe não marca mais sua presença, uma menina corre e deixa cair sua bola ao meu lado, _posso pegar? Pergunta ela , -pode, com um sorriso lindo destes, ela saiu feliz saltitando e dando gritinhos de alegria, deixei meu braço cair sobre o colo, fiquei ali, parado, estático, pensamento no vazio, no quase nada, muitas perguntas, sem ter a quem fazê-las fazia a mim mesmo, crianças são felizes com muito pouco, nós adultos, buscamos tanto para encontrar a felicidade, não basta este solene e puro momento? Não basta este final de tarde romântico pela própria natureza? Não, sempre buscamos um pouco mais, não conseguimos dimensionar o estado de felicidade, se não estivermos cheios, completos, queremos o tudo de todas as coisas aí então a danada da felicidade, parece que nunca chega, um momento de filosofia pura, logo eu, que nunca parei pra filosofar, sempre andei de galho em galho, de coração em coração, mas desta vez, senti-me nocauteado, beijei a lona, provei o gostinho da solidão.
Sentado num solitário banco do Parque da Redenção, admirando crianças, cachorrinhos, pássaros e namorados, aos beijos, aos amassos, parece apenas para fazer minha memória recuperar sentidos, o banco foi ficando frio, o chafariz foi perdendo a graça e as crianças já não pareciam-me tão felizes, decido voltar, tentar em casa fazer aquilo que na rua não consigo...esquecer.
O porteiro envia-me uma saudação feliz, as pessoas andam felizes, eu, apenas, vivo, tento sobreviver.
No décimo andar minha vista para o Guaíba é linda, poética, volto à sacada, lá ao longe desfilam pequenos barcos, alguns veleiros aproveitam a brisa do quase noite para exibir suas belezas exponenciais, rotina, pura repetição de outros dias tantos, penso eu, lá ao fundo, sentada solitária num frio banco, a admirar o lindo cair da tarde, uma moça, loira, cabelos contrastando com a beleza das águas, uso um binóculo de aproximação, jamais sua lente retratara-me tamanha beleza, ela, simplesmente minha linda, estava lá, no mesmo lugar, talvez, quem sabe com o pensamento voltado para o nada, tentando de algum modo encontrar o puro nadismo, ela filosofando, logo ela que sempre andara de galho em galho, de coração em coração, tremi, tentei desfazer minha surpresa, mas voltei a tremer, minhas mãos transpiraram, meu coração parecia querer de algum modo sair pela boca, mais um pouco e não caberia na caixa toráxica, tomei a única decisão que poderia manter-me vivo, desci, atravessei alguns quarteirões e...
Reencontrei a felicidade.
Por Wcastanheira Em pensamentos de um final de tarde, momentos poéticos entre devaneios e meditações filosóficas, pra vcs, bjos, bjos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Quero ser uma flor e vc borboleta


Quero ser a flor para te receber, borboleta, deixar-me ser o depositário do teu amor.
Quando vieres feliz, buscar meu pólen, poderei senti r suas delicadas asas a bater , a tocar meu âmago e massa gear meu desejo ainda em flor.
Quero ser o guardião da tua insanidade, para quando ouvir dizeres que já não me amas, possa ter a certeza de que a tua loucura chegou ao limite, como podes não amar a quem já perdeu a própria vida, a quem respira por ti? Se tens a certeza que sou a cura do teu próprio mal?
Quero ser a tua cama, teu lençol macio, o teu aconchego, assim quando teu sono chegar, serei teu tudo, teu adormecer, teu relaxar.
Assim quero ser na tua noite o recipiente dos teus pecados.
Não importa teus amores, teus calores, que importa teus amados, se meu corpo é teu, por todos, os lados.
Assim , quando acordares, estarei ainda adormecido e acordarei para um dia lindo, por tudo, tudo que foi...
Vivido.
Por: Wcastanheira Em momentos de devaneios, sobre o poder do amor, pra vcs, bjos, bjos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Obsessão do mar oceano. Quintana nas quartas feiras, um docinho pra nós.

Vou andando feliz pelas ruas sem nome...
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano...
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas... e moças na janelas
Com brincos e pulseiras de coral...
Búzios calçando portas... caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos...
Nisto,
Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su'alma perdida e vaga na neblina...
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos...
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas...
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome.
Mario Quintana - O Aprendiz de Feiticeiro
Por: Wcastanheira Quintana nas quartas, uma magia q vai e volta, de sete em sete dias, um mimo pra vcs, bjos, bjos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Abandono, um carinho do Rei Roberto, pra nós!!

Se voltar não faça espanto
Cuide apenas de você
dê um jeito nessa casa
Ela é nada sem você
Regue as plantas na varanda
Elas deve lhe dizer
Que eu morri todos os anos
Quando esperei você
Se voltar não me censure
Eu não pude suportar
Nada entendo de abandono
Só de amor e de esperar
Olhe bem pelas vidraças
Elas devem lhe mostrar
Os caminhos do horizonte
Onde eu fui lhe procurar
Não repare na desordem
Dessa casa quando entrar
Ela diz tudo q eu sinto
De tanto lhe esperar
Roberto Carlos
Por: Wcastanheira Amo a poesia implicita nas músicas do Rei Roberto, esta falou muito de perto, calou meu coração, numa certa época, mas pobre poeta quando fecha a porta para as voltas, musas, elas sempre podem voltar e como o coração da poesia é dependente destas possíveis voltas, óh quem me dera ter um coração, simples, mortal!!! Bjos, bjos