Aparições de Mila, coincidência ou vontade?
O clima de aeroporto é quase sempre o mesmo, pessoas esperam meio angustiadas, outras passeiam, enquanto outras visitam o teto superior para ver os aviões em processo de decolagem ou pouso, uma bela opção, serve até como diversão dominical para alguns, enquanto isto outros fazem lanches e trabalham em seus laptops, aliás nunca vi em outros lugares tanta gente logada ao mesmo tempo, acho que para distrair decidem trabalhar enquanto aguardam seus vôos, uma alternativa com dúbia interpretação, algumas moças bonitas desfilam suas beldades pelo espaço, aliás aeroporto é um dos lugares onde desfilam muitas belezas femininas.
Aguardava meu vôo, passagem marcada para chegar ao final da tarde no Rio de Janeiro, uma viagem rápida a negócios, coisas de rotina, desta vida maluca de idas e vindas em busca do vil metal, bem sentado, acomodado num daqueles bancos tipo concha, lia minha revista preferida, uma daquelas comum a todos na banca exposta aos passageiros, mas... uma boa leitura, a moça (não sei porque a gente sempre acha que é moça) dá o aviso de embarque, começam as pessoas lentamente a formar uma inexplicável fila, acho uma desnecessidade, fila para esperar embarque, bastava que as pessoas fossem delicadas e educadas, mas, não o são, então, dali fazer mais uma fila, nosso povo adora isto, como bom brasileiro dirigi-me para meu lugar na fila, ali tenho lugar, ali conquisto espaço e até brigo por ele, acho que é por isso que as pessoas gostam de fila, para experimentar o senso de propriedade de espaço, legal isto, mais de 200 pessoas aguardavam o embarque, ao começar meu caminhar, encontro uma mulher, bonita, essencialmente elegante, quase todos inclusive mulheres a olhavam e discretamente faziam um, óóhhh, linda, longos cabelos loiríssimos, no alto de um salto tipo agulha que a deixavam ainda mais cativante, uma saia branca com delicadas flores azuis e amarelas, com generosa fenda lateral deixando suas douradas pernas um pouquinho à mostra, uma blusa azul claro com botões rosa, maldosamente abotoados de modo que seu peito bonito aparecia sugestivo aos olhos dos seus boquiabertos admiradores, uma mulher ímpar, dona de gestos e modos tão delicados que encantava mesmo às concorrentes, sim, pois todas a viam como uma perigosa concorrente, uma mulher que fazia a fila andar muito lentamente, pois é complicado andar com a cabeça voltada pra trás, seu perfume delicado, mas provocante enebriava homens e mulheres, lentamente cheguei ao avião, meu assento 4B, enquanto as pessoas acomodavam-se o lugar ao lado continuava sem dono(a), repentinamente, ela, simplesmente, ela, encosta seu lado ao meu ombro, abre a portinhola da bagagem e tenta acomodar seus pertences de mão, encosta um pouquinho, cola seu corpo ao meu ombro, que não sei porque parece ter imã, vai de encontro ao corpo dela, finalmente da por encerrada sua difícil tarefa, olha-me de forma delicada, profunda, _Oi, que coincidêência o meu é justamente o 4A, adorei, quando vi você na fila, fiquei com vontade de gritar, tio, tio, olha eu aqui, mas...estava tão longe.
_Oi gatinha linda, que bom digo eu, que maravilha, tu estás linda guria, divina e...cheirosinha.
_Beijei aquele rostinho maravilhoso, certamente cobiçado por todos os passageiros mais a torcida do Flamengo e Corintians inteira, estava ali, sentada ao meu lado para uma viagem de duas horas nada mais nada menos que Mila, a minha Milinha, é claro que não acionamos o separador de bancos, ficamos ali, juntinhos, coladinhos, por impulso segurei aquela mãozinha longuinea e quente, levemente apertei de encontro á minha perna, ela não ofereceu resistência, olhou-me e deu-me um delicioso sorriso, um risinho maroto, maldoso daqueles que nos encantam receber, sua perna foi de encontro à minha, senti o calor da sua jovialidade a percorrer meu corpo todo, ficamos ali, por não sei quantos quase eternos segundos ou infindáveis minutos, nos olhamos, estávamos admirados pela bela coincidência, os avisos de fechar porta, travar portinholas foram dados, mas...sequer percebemos, apenas ouvimos e atendemos ao pedido de atar cintos, _Que bom se pudesse atar junto com o teu, mas não dá, falou ela
_Deixa disso guria, tu não ta com esta vontade toda, só quer encher minha bola,
_Ah, tu sabes que eu gosto muito de estar contigo, vai ser uma viagem muito legal, adorei, amei, quando vi que o meu lugar era juntinho com o teu, tu é que parece não ter gostado, parece com vergonha de mim,
O avião tomava altura, dando aquela sensação de friozinho na barriga, o corpo parece que vai colar nas costas do banco, Mila segurou forte meu braço, ficou caladinha, introspecta, pensativa, olhava admirada a paisagem de Poa, ali, coração batendo forte, agarrada ao meu braço, juro que senti estar literalmente nas alturas. Muito mais alto que aquele avião, estava feliz, irremediavelmente, feliz, estava com Milinha, e sua carinha de medo, a fazia ainda mais bela, seu cabelo cobria meu ombro, sua perna quase subia na minha, de tão juntinha que estava, seu aroma, ah, deixava-me tonto, invadia meu corpo e tomava minha alma, aos poucos o avião entrou em cruzeiro, tudo voltava ao normal, mas, nós ficávamos ali, juntinhos, abracei-a, beijei seus cabelos enquanto acariciei seu lindo rostinho, Mila falou, _Porque tu ficas assim tremendo? _Sei lá, acho que é de medo de voar, _Sai dessa, vai enganar outra, tu vives voando, vai ter medo de quê?
_Então é medo dos teus olhos verdes
_Ah de novo, não, já te disse, já te mostrei, meus olhos são azuis, azuis, viu, olha bem, meu olho é azulzinho, não confunde.
Aproximou bem seus olhos de mim, tão perto, quase colados que senti seu hálito de menta, que delícia aquele hálito juvenil, saudável, agradável, segurei suas duas mãos e olhei bem, _Tá, agora não erro mais já vi, teus olhos são azuis, da cor do céu ou da cor do mar, afinal o mar é azul ou verde? _Não sei, depende, pode ser até marrom, disse ela.
-Linda a sua blusa
_Gostou?
_Adorei, estes botões são de um rosa espetacular, deixa-me ver um pouquinho bem de pertnho.
_Deixo, é claro, tô aqui pra ser examinada por ti
_Não chegaria a tanto, né, apenas vou liberar este botãozinho pra você ficar mais à vontade
Delicadamente soltei o segundo botão para deixá-la ainda mais cativante, seus seios redesenhados deixam-a ainda mais linda, ela soube dar a eles a medida exata do encantamento, fiquei extaziado, paralisado, encantado, acomodei seus cabelos de modo que cobriam seu colo lindo, a aeromoça passou com um lanche ou coisa parecida aceitamos sem saber o que era, Mila quis lanchar, enquanto comia admirava a delicadeza da sua mordida, a suavidade da sua língua, Milinha estava faminta, mulheres bonitas também comem, pensei eu com meus botões, tomou um gole do seu suco e perguntou, _Não vai comer? _Não, vou apenas te olhar, te admirar
_Come, podes precisar de muita energia quando chegar ao Rio
Diante desta possibilidade tentei comer, Mila olhava a paisagem, _onde será que estamos?
_Talvez sobre São Paulo, pelo tempo de viagem, daqui a mais uns 45 minutos a gente tá chegando.
Mila, acomodou-se um pouco mais na poltrona, deixou sua mão esquerda cair sobre minha perna, deixei a minha mão sobre a perna dela, de brincadeirinha acomodei sua saia, _Vou cobrir um pouco mais esta perninha, pra que os outros não vejam tanta beleza, _Não sabia que tu não gostava de ver, falou ela
_Adoro gatinha, mas pra que ficar tentando-me?
_Ué só tem nós dois aqui, que mal tem que a gente aproveite um pouquinho, este momento tão lindo, encostou seu peito no meu peito olhando-me bem de pertinho, alinhei seus cabelos, encantado com tanta beleza, beijei seu pescoço maravilhoso, enquanto ela fingia dormir recostada ao meu colo, delicadamente busquei sua barriguinha dourada pelo sol gaúcho, Mila aceitou meus carinhos, com delicados risinhos, mas, a voz da aeromoça avisava que era hora de afivelar os cintos, travar as mesinhas e... acabava ali a viagem dos sonhos, recomeçava ali, meu caos, mais uma noite, caótica!!
Então era hora de entregar Milinha aos braços do seu marido, que ansioso esperava-a no aeroporto, talvez o hotel pudesse ser até o mesmo meu, mas uma coisa pedi aos céus, para que esta dolorida coincidência não acontecesse, Milinha beijou-me, um beijo demorado, carinhoso, terno, quente, alisei seus cabelos lisinhos e corrediços enquanto todos desciam, eu fiquei ali... paralisado, estátua, vendo Milinha desaparecer mais uma vez, deixando-me a esperar um novo encontro, uma nova doce coincidência, pra mim não é preciso muito, apenas...estar com Milinha basta-me.
Por: Wcastanheira
Mais um encontro com Mila, continua meu caos, Milinha aparece sem avisar, será coincidência ou ainda não aprendi a perceber seu desejo de estar comigo?
Sei lá, veremos isto mais adiante, é tão bom este sentimento flertivo!!
Momentos de devaneios, aproveitando-me dos Anjos q visitam aos poetas, cantar e prosar minhas subjetivas musas
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sábado, 8 de agosto de 2009
Para um distante amor.
Por hoje pensei em ser a chuva, mesmo distante, muito longe, molharia teu corpo e nós por um momento viveríamos a mesma sensação, quem sabe na ilusão de estar contigo, respiraria o mesmo ar que tu respiras e assim encheria tuas entranhas, tomaria teu coração, tua cabeça e também teu pulmão, e no desespero de estar, ser e sentir teus iguais sentimentos viajaria no espaço do tempo, para ser a brisa ou o vento a tocar com delicadeza teus cabelos, suavemente acariciar teu corpo, sentiria teu calor e de algum modo seria, teu, amor e mesmo na distância estaria contigo, assim como estão as almas e o poder do infinito, todos em todos os lugares ao mesmo tempo, eu viajaria no pensamento e com a força mágica deste poder penetraria em todos os espaços até te encontrar, com certeza em ti chegando iria logo me adonando deste corpo, deste beijo que por tanto tempo foi apenas, meu desejo.
Hoje pensei em viajar, viajar, só pra te encontrar, mas nesta ida perderia muito tempo, e só por isto, decidi usar a poesia, usar o pensamento e...viajar, apenas, no tempo, nele permitir meus desejos satisfazer e teus desejos atender, sentir teu calor e na distância te dar... meu amor, e assim sonhando aos poucos viajando, viajando na imensidão do espaço, te dar meu calor e no teu calor, sentir...teu abraço. Óh! Quem me dera, ter a força e o poder de viajar num espaço de tempo, só pra te ver, e neste pequena atmo, te ter, contigo viver o delírio máximo, do prazer.
Por: Wcastanheira
Para os amantes distantes e os amantes, sem amantes, para as musas solitárias, e para os donos do delírio platônico, viu? Todos possuem o direito ao AMOR!!
Hoje pensei em viajar, viajar, só pra te encontrar, mas nesta ida perderia muito tempo, e só por isto, decidi usar a poesia, usar o pensamento e...viajar, apenas, no tempo, nele permitir meus desejos satisfazer e teus desejos atender, sentir teu calor e na distância te dar... meu amor, e assim sonhando aos poucos viajando, viajando na imensidão do espaço, te dar meu calor e no teu calor, sentir...teu abraço. Óh! Quem me dera, ter a força e o poder de viajar num espaço de tempo, só pra te ver, e neste pequena atmo, te ter, contigo viver o delírio máximo, do prazer.
Por: Wcastanheira
Para os amantes distantes e os amantes, sem amantes, para as musas solitárias, e para os donos do delírio platônico, viu? Todos possuem o direito ao AMOR!!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Zerohora, 06/08/09 QUE HOMEM É ESTE?
Superpoderes
Que homem é este ao qual o Brasil obedece, que faz calar a CPI, para quem os empregos se abrem, e diante do qual o presidente se acovarda? Que Sarney é este, que parece ter o mundo aos seus pés?
Wanderlen Borges Castanheira
Marítimo – Tramandaí
Que homem é este ao qual o Brasil obedece, que faz calar a CPI, para quem os empregos se abrem, e diante do qual o presidente se acovarda? Que Sarney é este, que parece ter o mundo aos seus pés?
Wanderlen Borges Castanheira
Marítimo – Tramandaí
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
ERA UM LUGAR... UM PRESENTE DOS QUINTANARES!!
Era um lugar em que Deus ainda acreditava na gente...
Verdade que se ia à missa quase só para namorar mas tão inocentemente que não passava de um jeito, um tanto diferente,de rezar enquanto, do púlpito, o padre clamava possesso contra pecados enormes.
Meu Deus, até o Diabo envergonhava-se.Afinal de contas, não se estava em nenhuma Babilônia...Era só uma cidade pequena,com seus pequenos vícios e suas pequenas virtudes:um verdadeiro descanso para a milícia dos Anjos com suas espadas de fogo.- um amor! Agora, aquela antiga cidadezinha está dormindo para sempre em sua redoma azul, em um dos museus do Céu.
(Mario Quintana - Baú de Espantos)
Por:Wcastanheira
Da série, nossas quartas feiras, uma delícia, um deleite...um presente do anjo poeta.
Verdade que se ia à missa quase só para namorar mas tão inocentemente que não passava de um jeito, um tanto diferente,de rezar enquanto, do púlpito, o padre clamava possesso contra pecados enormes.
Meu Deus, até o Diabo envergonhava-se.Afinal de contas, não se estava em nenhuma Babilônia...Era só uma cidade pequena,com seus pequenos vícios e suas pequenas virtudes:um verdadeiro descanso para a milícia dos Anjos com suas espadas de fogo.- um amor! Agora, aquela antiga cidadezinha está dormindo para sempre em sua redoma azul, em um dos museus do Céu.
(Mario Quintana - Baú de Espantos)
Por:Wcastanheira
Da série, nossas quartas feiras, uma delícia, um deleite...um presente do anjo poeta.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
QUANDO UM AMOR, CHEGA AO FIM!!
Quando finalmente vc percebe que chegou ao fim!!
As melhores histórias deixam a amizade como herança. Além de você ter vivido momentos bons e se encantado com experiências novas, no fim você pode andar tranquilo pela rua. Se você esbarrar por acaso ou encontrar aquela pessoa que fez parte do seu dia-a-dia, não há constrangimento. Você olha pra ela de cabeça erguida, sorri e acena ou pára pra dar aquele abraço saudoso demonstrando o quanto aquela pessoa faz falta. Já que o fim é dolorido, melhor que seja amigável e honesto.
O ínicio do fim acontece quando a gente tem que reorganizar nossa rotina que acaba ficando entrelaçada com aquela pessoa. Você tem que lembrar que não vai mais chegar mensagem de boa noite no celular antes de você dormir, que não vai mais ouvir aquele, _oi, que passeios imaginários, conversas fragmentadas, fazem parte do passado. Se você estiver na varanda, olhando a rua, não vai mais ver alguém chegando naquele horário de sempre. Não vai mais implicar com aquelas blusas que ela insiste em mudar a todo momento e nem vai mais vê-la fazendo caretas passando cremes ou experimentando batons, o jeito de olhar, de beijar que são únicos de cada pessoa, vão se diluindo na memória. O sabor e o cheiro, antes tão familiares e sedutores, vão perdendo o vigor e desbotando como a imagem dos dois juntos. Mais tarde, é provável que os lugares que costumavam ir ganhem novas lembranças. Serão sempre lugares especiais, mas o sentimento de estar neles não será mais o mesmo.
A gente começa a se enxergar preenchendo sozinho todos os espaços que antes eram compartilhados. E nos lembramos que somos capazes de fazer isso. Na varanda, você olha as estrelas e conversa com um amigo sobre o dia divertido que tiveram. À noite, ouve música no celular até dormir. E começa a reparar nos encantos de outras pessoas interessantes que aparecem pelo caminho.
Quando essa reorganização não dói mais, estamos livres e prontos pra começar de novo. Outra história, outros dias compartilhados, outras possibilidades de sermos felizes.
Por: Wcastanheira
Quando termina um grande amor, uma amizade especial viaja, quando alguém que parecia grudado(a), desgruda, dói, cala a alma, encolhe a estrutura corpórea, entristece o coração, mas...passa, eu sei...passa. Beijócas!!
As melhores histórias deixam a amizade como herança. Além de você ter vivido momentos bons e se encantado com experiências novas, no fim você pode andar tranquilo pela rua. Se você esbarrar por acaso ou encontrar aquela pessoa que fez parte do seu dia-a-dia, não há constrangimento. Você olha pra ela de cabeça erguida, sorri e acena ou pára pra dar aquele abraço saudoso demonstrando o quanto aquela pessoa faz falta. Já que o fim é dolorido, melhor que seja amigável e honesto.
O ínicio do fim acontece quando a gente tem que reorganizar nossa rotina que acaba ficando entrelaçada com aquela pessoa. Você tem que lembrar que não vai mais chegar mensagem de boa noite no celular antes de você dormir, que não vai mais ouvir aquele, _oi, que passeios imaginários, conversas fragmentadas, fazem parte do passado. Se você estiver na varanda, olhando a rua, não vai mais ver alguém chegando naquele horário de sempre. Não vai mais implicar com aquelas blusas que ela insiste em mudar a todo momento e nem vai mais vê-la fazendo caretas passando cremes ou experimentando batons, o jeito de olhar, de beijar que são únicos de cada pessoa, vão se diluindo na memória. O sabor e o cheiro, antes tão familiares e sedutores, vão perdendo o vigor e desbotando como a imagem dos dois juntos. Mais tarde, é provável que os lugares que costumavam ir ganhem novas lembranças. Serão sempre lugares especiais, mas o sentimento de estar neles não será mais o mesmo.
A gente começa a se enxergar preenchendo sozinho todos os espaços que antes eram compartilhados. E nos lembramos que somos capazes de fazer isso. Na varanda, você olha as estrelas e conversa com um amigo sobre o dia divertido que tiveram. À noite, ouve música no celular até dormir. E começa a reparar nos encantos de outras pessoas interessantes que aparecem pelo caminho.
Quando essa reorganização não dói mais, estamos livres e prontos pra começar de novo. Outra história, outros dias compartilhados, outras possibilidades de sermos felizes.
Por: Wcastanheira
Quando termina um grande amor, uma amizade especial viaja, quando alguém que parecia grudado(a), desgruda, dói, cala a alma, encolhe a estrutura corpórea, entristece o coração, mas...passa, eu sei...passa. Beijócas!!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Meu amor é inteiro, seu!!
Quando a saudade me toma de assalto
de um jeito que perco as forças, de um modo que já não sinto sequer meus planos e projetos.
Nem preciso fechar os olhos, para me transportar até você
Liberto a minha alma presa e viajo no espaço, no vazio em que me sinto
Nas asas da imaginação.
Uma imaginação pouco fértil, nada criativa, absolutamente dominada por uma imagem só, por uma pessoa apenas.
Uma imaginação leve como uma libélula colorida.
Seguindo o rumo do vento, a velocidade do nada em direção ao espaço.
Vejo-me alcançar o horizonte
ao encontro do canto de sua voz.
Que chama por mim no silêncio,
Que na minha idéia, nos meus devaneios
sempre, mas invariavelmente,
encontro seus olhos a me olharem,
no brilho que a Lua derrama sobre o mar
na luz que o sol generoso aquece aos necessitados de cada dia.
seus braços me acolhem o ser.
Como o véu da escuridão que envolve a noite
E o orvalho que cai serenando o amanhecer
Num doce abraço de prazer,
numa viagem louca de esperanças, num projeto não sei de quê
essa saudade doída conduz-me até você
Amada, amada minha.
Até os meus derradeiros dias
Mesmo amando-a sem limites, continuamos distantes
Sou eu o torrão de terra seca
É você o campo verdejante,
minha esperança de voltar à vida como antes.
De onde desabrocha um lírio perfumado
Trazendo a tona suaves e doces lembranças
Dos dias frios do outono
Em que suas mãos eram os raios de Sol
Que esquentavam meu rosto
E na solidão e tristeza de agora
Preciso aprender a caminhar sem seus braços
Acalmar a vontade febril de seus beijos
Aplacar a angústia da saudade
Do longínquo tempo em que você abriu-me a porta
Deixando-me adentrar em seu coração
Vivendo momentos de amor e cumplicidade...
Agora pergunto a mim mesmo:
Por que e aonde perdi seu amor?
Terá sido insuficente
O sentimento que lhe entreguei?
Perguntas soltas no ar
Evaporam sem respostas...
Volto a buscar-lhe nas noites chuvosas de agosto.
Antes que seja tarde
Antes que a vida me leve embora
Antes que saudade me sufoque
Aqui estou batendo à sua porta
Deposito aos seus pés meu coração
Com o amor que é inteiro seu!...
Viva minha vida, que já não é minha, pois sou todo teu.
Por:
Wcastanheira
Numa tarde de...devaneios poéticos.
de um jeito que perco as forças, de um modo que já não sinto sequer meus planos e projetos.
Nem preciso fechar os olhos, para me transportar até você
Liberto a minha alma presa e viajo no espaço, no vazio em que me sinto
Nas asas da imaginação.
Uma imaginação pouco fértil, nada criativa, absolutamente dominada por uma imagem só, por uma pessoa apenas.
Uma imaginação leve como uma libélula colorida.
Seguindo o rumo do vento, a velocidade do nada em direção ao espaço.
Vejo-me alcançar o horizonte
ao encontro do canto de sua voz.
Que chama por mim no silêncio,
Que na minha idéia, nos meus devaneios
sempre, mas invariavelmente,
encontro seus olhos a me olharem,
no brilho que a Lua derrama sobre o mar
na luz que o sol generoso aquece aos necessitados de cada dia.
seus braços me acolhem o ser.
Como o véu da escuridão que envolve a noite
E o orvalho que cai serenando o amanhecer
Num doce abraço de prazer,
numa viagem louca de esperanças, num projeto não sei de quê
essa saudade doída conduz-me até você
Amada, amada minha.
Até os meus derradeiros dias
Mesmo amando-a sem limites, continuamos distantes
Sou eu o torrão de terra seca
É você o campo verdejante,
minha esperança de voltar à vida como antes.
De onde desabrocha um lírio perfumado
Trazendo a tona suaves e doces lembranças
Dos dias frios do outono
Em que suas mãos eram os raios de Sol
Que esquentavam meu rosto
E na solidão e tristeza de agora
Preciso aprender a caminhar sem seus braços
Acalmar a vontade febril de seus beijos
Aplacar a angústia da saudade
Do longínquo tempo em que você abriu-me a porta
Deixando-me adentrar em seu coração
Vivendo momentos de amor e cumplicidade...
Agora pergunto a mim mesmo:
Por que e aonde perdi seu amor?
Terá sido insuficente
O sentimento que lhe entreguei?
Perguntas soltas no ar
Evaporam sem respostas...
Volto a buscar-lhe nas noites chuvosas de agosto.
Antes que seja tarde
Antes que a vida me leve embora
Antes que saudade me sufoque
Aqui estou batendo à sua porta
Deposito aos seus pés meu coração
Com o amor que é inteiro seu!...
Viva minha vida, que já não é minha, pois sou todo teu.
Por:
Wcastanheira
Numa tarde de...devaneios poéticos.
sábado, 1 de agosto de 2009
MILA, AINDA, MEU CAOS!!
Era um final de tarde, sabe aqueles finais de tarde, luminosos, quando o sol vem se pondo, vermelho com a lua contrapondo com ele um quadro sensacional, quase de uma beleza indescritível? Era este o lindo final de tarde de por do sol nas águas do rio Guaíba, um contraste iluminado, encantado com as matas e as ilhas próximas da capital Gaucha, um quadro digno de dizer, _beleza ímpar.
Caminhava eu, solitário, pensativo, minha vida está um caos, um caos, aqui solitário, sem soluções para um final de tarde, namorados passeavam em direção ao cais do porto, pombas, pombinhas atrapalhavam meu caminho, para os solitários parece que tudo, tudo atrapalha, quase nada lhes é romântico ou tem brilho, e eu, estava num caos sentimental naquele momento, sem pensar, mecanicamente ia aos poucos dirigindo-me para um passeio no Cisne Branco, uma barca que faz passeios turísticos no rio Guaíba, queria ver, o nada, admirar, o espaço vazio, sentir, o aroma da solidão, já estava eu sentado no convés, olhando o infinito do horizonte, curtindo a singeleza das garças...quando senti duas mãos delicadas a apertar-me suavemente os olhos, um corpo cheiroso com um aroma de almíscar ou um outro parecido, mas um perfume definidamente feminino, respirei aliviado, não era uma brincadeira masculina, daquelas de mal gosto em piores horas, eram mãos femininas, com dois delicados anéis, o cabelo aos poucos caia sobre meus ombros, era loira, loiríssima, segurei as pontas dos cheirosos cabelos, tinham assim um perfume delicado de shmpoo de bebe, escorriam por entre meus dedos, a voz meiga e suave dizia, _se adivinhar, ganha um beijo, se não pensar, ganha dois, se errar, só me vê depois. Pensei, tive que pensar, retroceder ao tempo, analisar, por em ordem meu pensamento... quem seria a dona daquele cabelo tão lindo, ela encostou um pouco mais, encostou tanto que senti a carícia dos seus seios sobre minhas costas, senti o seu rosto encostando em minha cabeça, no Cisne Branco, num passeio na orla do Guaíba, não poderia ser Milinha, mas se errar, paciência, pensei eu...Milinha, minha doce Mila, será você? Ouvi uma gostosa gargalhada, quase um alerta geral tocou entre os passageiros, Mila, pronto meu caos agora está completo, mas pelo menos não está solitário. –Oii tio, que ótimo vê-lo aqui, que surpresa agradável.
_Antes de mais nada paga a divida, acertei
-Ah, mas pensou muito
-Não interessa, trato é trato, você tratou
Ganhei dois amáveis demorados beijos, um carinhoso passar de mão pelos cabelos acompanhado de um pedido que mais parecia, um súplica aos meus ouvidos.
_Posso sentar aqui, do teu ladinho?
_Vou pensar, mas enquanto eu penso, senta e paga com uma beijoca.
A lancha deslizava suave pelas águas calmas e cristalinas do estuário do Guaíba, os pássaros em bandos enormes procuravam as árvores para o seu adormecer, e nós ali, sentados admirando a poesia daquele lugar com tanta beleza à mostrar a cada curva ou a delinear em cada reta, Mila estava encantada, boquiaberta, com a poesia e o encantamento vislumbrado a cada momento, talvez apenas a companhia que ela arranjara não fosse tão aconchegante ou bela, mas a beleza infinita do ambiente compensa a surpresa de certas ocasiões, conversamos muito pouco, demorei a recuperar meu fôlego, minhas mãos suavam frio, estava meio tremulo, envolvido em tamanha surpresa, Mila, ali e agora o que fazer, como agir, sabe o que faz o cachorro que corre atrás da roda quando o carro para?Não sabe o que fazer, fica olhando, olhando e só quando o carro sai, aí então volta a correr atrás, fiquei assim ,sonhei, pensei, planejei e agora, ela está ao meu alcance, solitária, poética, envolvida com a beleza da natureza, seus cabelos ao contraste com a luz fugidia do sol, brilham ainda mais, sua blusa deixa à mostra a delicadeza da sua barriguinha presenteando-me com um belo piecing, seus ombros estão nus, seus olhos verdes contrastam com a beleza das águas, sua saia é generosamente aberta ao lado deixando à mostra um belo par de pernas muito bem desenhadas pela natureza divina, é Mila, é tudo, é meu caos, como poderei agir, se estou ao meio, no epicentro maravilhoso daquilo que sempre sonhei, Mila e eu, para ainda fazer tudo mais belo, um pôr do sol... eu, que sou apaixonado por poentes e nascentes, eu, que poetizo o encanto do entardecer Portoalegrense, que busquei mesmo solitário, distante de tudo viver este momento ímpar que é cada final de tarde no Guaíba, ganhei dos Deuses, Mila, ela, meu caos...
_Você está hoje ainda mais bonita, nooossa passa de bonita, quão pobre foi Aurélio que não colocou no seu dicionário uma palavra que qualificasse sua beleza.
_Ah, lá vem tu, com teus abstratismos, nem tanto, hoje to triste, solitária
_Então vou tentar te deixar sempre triste, pois está divinamente bela.
_Não baba, né?
_Babo você todinha, daqui da ponta deste fio de cabelo até láá, em baixo.
-Viu aquele pássaro que lindo? Olha só, um bando deles e a lua, nossa tá pouco bonita
Desconversou Mila, percebi que deveria mudar o tom do dialogo, não estava agradando, o barco aos poucos fazia seu retorno e eu sequer havia encontrado o tom da conversa com ela, estava ainda atônico, precisava de mais um pouco de tempo para voltar à terra, recuperar meu fôlego.
Na atracação a embarcação deu uma leve batida no cais, onde Mila segurou forte meu braça, atracou mas ela, não soltou-me ficou ali, encostou a cabeça no meu ombro, _hoje estou tão sozinha.
_Você só, não creio, ta brincando com o tio
_É, verdade, nem sei pra onde ir, acho que vou dar uma voltinha pelos shopings da vida, comprar uma blusinha, experimentar umas sandálias
_Aceita minha companhia, pra fazer tudo isto e quem sabe ainda tomar um chopinho, um... jantar, dois solitários podem fazer de um limão uma deliciosa limonada.
_Legal, não tenho nada que fazer mesmo.
_Nossa, quanta sinceridade, podia pelo menos tentar enrolar-me.
_Ah, tu sabes, não é meu feitio, mas tu é uma boa companhia eu gosto de estar contigo, vamos lá.
Saímos, fomos até o carro, Mila, não largou minha mão, passeamos assim por todos os lugares, fizemos umas comprinhas, talvez nunca a veja usar mas quando usar com certeza vai lembrar de mim, esta é a grande sacada de dar roupas intimas às amigas, apenas amigas.
Pra onde vamos, perguntou ela
_Quem sabe o Palace?
_Palace?
_É um lugar muito legal, paradisíaco, poético, translúcido... assim, meio místico
_Nossa, tanta coisa, adoro estas surpresas, então vamos jantar lá.
Lá chegando garçons prepararam uma mesa especial, junto a lareira, já era noite, um friozinho fazia com que a lareira fosse um lugar aconchegante, não sentamos de imediato, fomos para próximo ao fogo nos aquecermos um pouco, puxei duas almofadas, Mila posicionou-se entre minhas pernas, de modo que fiquei alisando seus cabelos, acariciando seu pescoço delicado, ela aos poucos encostou bem seu corpinho delicado, encaixando=se no meu peito, o garçon ao longe entendeu que nosso desejo, era um bom vinho.
_Com licença, que posso servir?
_Que tal um Chateou Rosé?
Ela balançou a cebecinha dourada concordando com minha maliciosa indicação.
_Ok, um Chateau Duvallieur, disse feliz o garçom
Ali, recostados meio enrodilhados, tomamos nosso vinho ao calor da lareira, ela já estava as faces rosadas, vermelhinhas, tirou a blusa, depositando-a ao lado, o visual de Mila, ficou estonteante, belo, encantador. Agora tinha ao meu peito sua pele macia, alva, cheirosa, delicada, o que fazer? Beber um vinho, dar na sua boquinha, gole a gole, curtir a delicadeza do meu caos, viajar, ir às estrelas, delirar e aos poucos acariciar aquele monumento em forma de mulher, delicadamente pousei um beijo no seu pescocinho alvo, ela sentiu um leve arrepio, encostou seu corpo um pouquinho mais, aninhando-se apertadinha contra meu peito.
_E a janta? Virando sua boca maravilhosa pra mim perguntou
_Vamos pedir
Foi um jantar dos Deuses, como jamais havia feito, a delicadeza de cada garfada, o colorido dos seus cabelos a iluminar o translúcido meio contra luz do ambiente, deixava-a ainda mais linda, Mila, ali, ao meu lado, 23:00 horas e nós, ali, bebendo um Chateau, curtindo uma lareira, ela encostadinha, sentia suas pernas quentes, acariciava seu rosto corado, agora pelo calor do ambiente aliado ao vinho e... repentinamente o telefone, ah, o telefone toca, ela... atende
_Meu amor, você chegou, como é bom te ouvir, noooossa, vou correndo pro aeroporto, onde estou? Tô pertinho, conversando com um amigo, nem imaginava, que maravilha você chegando, meu amor, calma mais meia hora, o avião pousa e eu me atiro nos seus braços, que loucura, você chegou...
-Ele chegou, ele chegou, falou-me Milinha. Como se precisasse falar, a felicidade dela contrastava com a minha desilusão, levei-a até o aeroporto, finalmente é o papel do tio.
Mila, que agradável surpresa, que lindo entardecer, que belo anoitecer, que inesquecível jantar...
E, meu caos continua sendo, Milinha.
Por:Wcastanheira
Agradeço aos anjos por este momento especial, Milinha voltou, precisava voltar e num final de tarde a luz do anjo transpôs ao papel, e o meu caos, continua, beijócas!!
Caminhava eu, solitário, pensativo, minha vida está um caos, um caos, aqui solitário, sem soluções para um final de tarde, namorados passeavam em direção ao cais do porto, pombas, pombinhas atrapalhavam meu caminho, para os solitários parece que tudo, tudo atrapalha, quase nada lhes é romântico ou tem brilho, e eu, estava num caos sentimental naquele momento, sem pensar, mecanicamente ia aos poucos dirigindo-me para um passeio no Cisne Branco, uma barca que faz passeios turísticos no rio Guaíba, queria ver, o nada, admirar, o espaço vazio, sentir, o aroma da solidão, já estava eu sentado no convés, olhando o infinito do horizonte, curtindo a singeleza das garças...quando senti duas mãos delicadas a apertar-me suavemente os olhos, um corpo cheiroso com um aroma de almíscar ou um outro parecido, mas um perfume definidamente feminino, respirei aliviado, não era uma brincadeira masculina, daquelas de mal gosto em piores horas, eram mãos femininas, com dois delicados anéis, o cabelo aos poucos caia sobre meus ombros, era loira, loiríssima, segurei as pontas dos cheirosos cabelos, tinham assim um perfume delicado de shmpoo de bebe, escorriam por entre meus dedos, a voz meiga e suave dizia, _se adivinhar, ganha um beijo, se não pensar, ganha dois, se errar, só me vê depois. Pensei, tive que pensar, retroceder ao tempo, analisar, por em ordem meu pensamento... quem seria a dona daquele cabelo tão lindo, ela encostou um pouco mais, encostou tanto que senti a carícia dos seus seios sobre minhas costas, senti o seu rosto encostando em minha cabeça, no Cisne Branco, num passeio na orla do Guaíba, não poderia ser Milinha, mas se errar, paciência, pensei eu...Milinha, minha doce Mila, será você? Ouvi uma gostosa gargalhada, quase um alerta geral tocou entre os passageiros, Mila, pronto meu caos agora está completo, mas pelo menos não está solitário. –Oii tio, que ótimo vê-lo aqui, que surpresa agradável.
_Antes de mais nada paga a divida, acertei
-Ah, mas pensou muito
-Não interessa, trato é trato, você tratou
Ganhei dois amáveis demorados beijos, um carinhoso passar de mão pelos cabelos acompanhado de um pedido que mais parecia, um súplica aos meus ouvidos.
_Posso sentar aqui, do teu ladinho?
_Vou pensar, mas enquanto eu penso, senta e paga com uma beijoca.
A lancha deslizava suave pelas águas calmas e cristalinas do estuário do Guaíba, os pássaros em bandos enormes procuravam as árvores para o seu adormecer, e nós ali, sentados admirando a poesia daquele lugar com tanta beleza à mostrar a cada curva ou a delinear em cada reta, Mila estava encantada, boquiaberta, com a poesia e o encantamento vislumbrado a cada momento, talvez apenas a companhia que ela arranjara não fosse tão aconchegante ou bela, mas a beleza infinita do ambiente compensa a surpresa de certas ocasiões, conversamos muito pouco, demorei a recuperar meu fôlego, minhas mãos suavam frio, estava meio tremulo, envolvido em tamanha surpresa, Mila, ali e agora o que fazer, como agir, sabe o que faz o cachorro que corre atrás da roda quando o carro para?Não sabe o que fazer, fica olhando, olhando e só quando o carro sai, aí então volta a correr atrás, fiquei assim ,sonhei, pensei, planejei e agora, ela está ao meu alcance, solitária, poética, envolvida com a beleza da natureza, seus cabelos ao contraste com a luz fugidia do sol, brilham ainda mais, sua blusa deixa à mostra a delicadeza da sua barriguinha presenteando-me com um belo piecing, seus ombros estão nus, seus olhos verdes contrastam com a beleza das águas, sua saia é generosamente aberta ao lado deixando à mostra um belo par de pernas muito bem desenhadas pela natureza divina, é Mila, é tudo, é meu caos, como poderei agir, se estou ao meio, no epicentro maravilhoso daquilo que sempre sonhei, Mila e eu, para ainda fazer tudo mais belo, um pôr do sol... eu, que sou apaixonado por poentes e nascentes, eu, que poetizo o encanto do entardecer Portoalegrense, que busquei mesmo solitário, distante de tudo viver este momento ímpar que é cada final de tarde no Guaíba, ganhei dos Deuses, Mila, ela, meu caos...
_Você está hoje ainda mais bonita, nooossa passa de bonita, quão pobre foi Aurélio que não colocou no seu dicionário uma palavra que qualificasse sua beleza.
_Ah, lá vem tu, com teus abstratismos, nem tanto, hoje to triste, solitária
_Então vou tentar te deixar sempre triste, pois está divinamente bela.
_Não baba, né?
_Babo você todinha, daqui da ponta deste fio de cabelo até láá, em baixo.
-Viu aquele pássaro que lindo? Olha só, um bando deles e a lua, nossa tá pouco bonita
Desconversou Mila, percebi que deveria mudar o tom do dialogo, não estava agradando, o barco aos poucos fazia seu retorno e eu sequer havia encontrado o tom da conversa com ela, estava ainda atônico, precisava de mais um pouco de tempo para voltar à terra, recuperar meu fôlego.
Na atracação a embarcação deu uma leve batida no cais, onde Mila segurou forte meu braça, atracou mas ela, não soltou-me ficou ali, encostou a cabeça no meu ombro, _hoje estou tão sozinha.
_Você só, não creio, ta brincando com o tio
_É, verdade, nem sei pra onde ir, acho que vou dar uma voltinha pelos shopings da vida, comprar uma blusinha, experimentar umas sandálias
_Aceita minha companhia, pra fazer tudo isto e quem sabe ainda tomar um chopinho, um... jantar, dois solitários podem fazer de um limão uma deliciosa limonada.
_Legal, não tenho nada que fazer mesmo.
_Nossa, quanta sinceridade, podia pelo menos tentar enrolar-me.
_Ah, tu sabes, não é meu feitio, mas tu é uma boa companhia eu gosto de estar contigo, vamos lá.
Saímos, fomos até o carro, Mila, não largou minha mão, passeamos assim por todos os lugares, fizemos umas comprinhas, talvez nunca a veja usar mas quando usar com certeza vai lembrar de mim, esta é a grande sacada de dar roupas intimas às amigas, apenas amigas.
Pra onde vamos, perguntou ela
_Quem sabe o Palace?
_Palace?
_É um lugar muito legal, paradisíaco, poético, translúcido... assim, meio místico
_Nossa, tanta coisa, adoro estas surpresas, então vamos jantar lá.
Lá chegando garçons prepararam uma mesa especial, junto a lareira, já era noite, um friozinho fazia com que a lareira fosse um lugar aconchegante, não sentamos de imediato, fomos para próximo ao fogo nos aquecermos um pouco, puxei duas almofadas, Mila posicionou-se entre minhas pernas, de modo que fiquei alisando seus cabelos, acariciando seu pescoço delicado, ela aos poucos encostou bem seu corpinho delicado, encaixando=se no meu peito, o garçon ao longe entendeu que nosso desejo, era um bom vinho.
_Com licença, que posso servir?
_Que tal um Chateou Rosé?
Ela balançou a cebecinha dourada concordando com minha maliciosa indicação.
_Ok, um Chateau Duvallieur, disse feliz o garçom
Ali, recostados meio enrodilhados, tomamos nosso vinho ao calor da lareira, ela já estava as faces rosadas, vermelhinhas, tirou a blusa, depositando-a ao lado, o visual de Mila, ficou estonteante, belo, encantador. Agora tinha ao meu peito sua pele macia, alva, cheirosa, delicada, o que fazer? Beber um vinho, dar na sua boquinha, gole a gole, curtir a delicadeza do meu caos, viajar, ir às estrelas, delirar e aos poucos acariciar aquele monumento em forma de mulher, delicadamente pousei um beijo no seu pescocinho alvo, ela sentiu um leve arrepio, encostou seu corpo um pouquinho mais, aninhando-se apertadinha contra meu peito.
_E a janta? Virando sua boca maravilhosa pra mim perguntou
_Vamos pedir
Foi um jantar dos Deuses, como jamais havia feito, a delicadeza de cada garfada, o colorido dos seus cabelos a iluminar o translúcido meio contra luz do ambiente, deixava-a ainda mais linda, Mila, ali, ao meu lado, 23:00 horas e nós, ali, bebendo um Chateau, curtindo uma lareira, ela encostadinha, sentia suas pernas quentes, acariciava seu rosto corado, agora pelo calor do ambiente aliado ao vinho e... repentinamente o telefone, ah, o telefone toca, ela... atende
_Meu amor, você chegou, como é bom te ouvir, noooossa, vou correndo pro aeroporto, onde estou? Tô pertinho, conversando com um amigo, nem imaginava, que maravilha você chegando, meu amor, calma mais meia hora, o avião pousa e eu me atiro nos seus braços, que loucura, você chegou...
-Ele chegou, ele chegou, falou-me Milinha. Como se precisasse falar, a felicidade dela contrastava com a minha desilusão, levei-a até o aeroporto, finalmente é o papel do tio.
Mila, que agradável surpresa, que lindo entardecer, que belo anoitecer, que inesquecível jantar...
E, meu caos continua sendo, Milinha.
Por:Wcastanheira
Agradeço aos anjos por este momento especial, Milinha voltou, precisava voltar e num final de tarde a luz do anjo transpôs ao papel, e o meu caos, continua, beijócas!!
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