Bandeira maior
A campanha Crak, Nem pensar é espetacular. Isto é integração com a comunidade, tão necessária quanto a conscientização popular. Enquanto toda a sociedade não organizar uma força de coalizão, será muito dificil, quase impossível dizimar a força e a organização das drogas, eles avançam sobre nossas famílias, destróem nossa juventude, deixando para o futuro uma nação fragilizada em valores humanos e sociais. Combater o tráfico e o uso da droga deve ser sempre a bandeira maior, parabéns ao grupo RBS, a força da mídia é o primeiro passo para mover a parcela consciente e responsável desta sociedade pluralista em valores.
Wanderlen Borges CastanheiraMarítimo – Tramandaí
Momentos de devaneios, aproveitando-me dos Anjos q visitam aos poetas, cantar e prosar minhas subjetivas musas
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
PENSANDO... NO POETA MÓR.
O TEMPO
Pra pensar com mais leveza em tudo, nada melhor do que um poema de um de meus poetas preferidos, o gaucho/Alegretense Mario Quintana:
O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
(MARIO QUINTANA)
Num dia sem inspiração, meu anjo, falou ao ouvido, - Homenageia o poeta da praça, da passargada, do sapato florido, da ruazinha escura, das eternas musas, dos cataventos... pra q falar do poeta dos poetas, se ainda não aprendi a ao menos tentar esquecê-lo...com certeza está compondo poesias lá no céu, fazendo inveja aos seus próprios anjos...
Por: Wcastanheira
Pra pensar com mais leveza em tudo, nada melhor do que um poema de um de meus poetas preferidos, o gaucho/Alegretense Mario Quintana:
O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
(MARIO QUINTANA)
Num dia sem inspiração, meu anjo, falou ao ouvido, - Homenageia o poeta da praça, da passargada, do sapato florido, da ruazinha escura, das eternas musas, dos cataventos... pra q falar do poeta dos poetas, se ainda não aprendi a ao menos tentar esquecê-lo...com certeza está compondo poesias lá no céu, fazendo inveja aos seus próprios anjos...
Por: Wcastanheira
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A TÁTICA DA FERNANDINHA
A tática da Fernandinha
Fernandinha jamais havia se sentido tão nua, especialmente naquele dia. Mas estava vestida, ali, o corpo bem coberto: calças jeans justas, daquelas que deixam a marquinha desejável, nos sonhos mais machistas possíveis, justas como se tivesse nascido dentro delas, botas de cano alto até os joelhos e uma blusa branquinha leve, soltinha, aquelas com decote quadradinho, tão leve quanto a consciência dos homens que admiram as beldades naturais femininas. Ainda assim, sentia-se nua. Os olhares dos homens do lugar arrancavam suas roupas às fatias. Fernandinha recém chegara ao clube no qual seu marido trabalhava como treinador. Havia estacado, parado à margem do campo de treino, apenas queria ver um treino, sentir o clima dos dias de treino, mas os olhares dos jogadores a lambiam como se ela estivesse coberta de leite condensado ou de uma delicada manta de chantily, delírios naturais de quem sofre do mal e da tara por guloseimas, Fernandinha era uma delícia ao natural.
Arnaldo, o pé de valsa, chamava-se o marido técnico. Um durão. Havia sido zagueiro tosco no passado, e o estilo de jogar se lhe infiltrara na alma. Arnaldão era um ser humano tosco que se dizia sincero, mas um ótimo colega dos finais de tarde pra bebericar umas cervejinhas geladas, nos reuniamos ali, sempre no mesmo barzinho, quase na esquina. Orgulhava-se da sua franqueza, de falar sem subterfúgios, de olhar no olho do interlocutor, aquela coisa, quando se tratava de treinar Arnaldão era áspero com todos, era sempre rude, não dava mole pros seus comandados. Menos com Fernanda. Na frente da Fernanda, ele virava suflê, amolecia, derretia como banha de porco em panela quente. Ela era uns 30 anos mais jovem, era loira ou seja, estava loira, as mulheres espciais, por veses aparecem loiras, morenas, avermelhadas ou castanhas ou vai me dizer que você antes de sair com um a mulher sabe a cor dos cabelos dela pra aquele dia? Sabe não, você arrisca ou as veses sequer tem coragem de arriscar, magra, ela malha, malha... então daí podemos dizer, Fernandinha é magra, alta, cabelos lisinhos, daqueles com mechas delicadamente brancas, linda e sorridente. Tratava-o por? Naldo?, e só ela tinha esta afinidade, podia tratá-lo dessa forma, nem nós companheiros de trago nos atrevíamos a chamá-lo assim, Naldo, usávamos o usual pé de valsa, além do dengo natural, da deliciosa sonoridade da fala mansa de fada madrinha da Fê.
Pois um dia Fernanda pediu para vê-lo trabalhar. Arnaldão, não recusou ? Ele não lhe negava nada. Levou-a ao campo, mostrando a ela seu habitat de trabalho.
E foi aí que ela se sentiu nua, completamente desnuda, diante de todos aqueles rapazes.
No começo, ficou incomodada, estava meio sem jeito, os olhares eram daqueles que depenam, que desnudam. Mas, com o correr do treinamento, os olhares dos jogadores foram cevando-lhe o orgulho de mulher bonita, a vaidade feminina. Era bom ser desejada, era bom saber que os homens cobiçavam seu corpo. Sentiu-se uma pantera, uma cavala, uma cachorra, tudo ao mesmo tempo.
Depois daquela tarde, suas visitas ao clube se tornaram mais freqüentes, gostava de experimentar a sensação de ser alvo da concupiscência masculina. E cada dia Fernanda ia com uma roupa mais ousada. Deixava que antevissem uma faixa de carne dourada de seus ombros redondos, ou um pedaço das suas longas pernas, ou o delicado piercing que lhe feria o umbigo. Eles ensandeciam de desejo. Eles a queriam, como a queriam, Fernandinha era o alvo maior da equipe.
Um dia, entre todos, foi o mais especial. Fernanda se encostara à porta fechada do vestiário. De repente, ouviu o diálogo entre dois jogadores que estavam parados do outro lado. Um disse:
O que eu mais queria era ver aquela mulher nua.
Fernanda estremeceu. Supunha que falavam dela. Mas seria mesmo? Sentiu palpitações. Apurou o ouvido, quase encostou-o à porta, o outro jogador como que arfou, e o que disse entre dentes quase a fez desfalecer de contentamento:
Cara, tudo o que eu quero na vida é ver essa mulher do treinador nuinha! Nuinha em pelo!
E o outro:
Dou todo o meu salário só para ver aquela mulher sem roupa!
Fernandinha, como que flutuou pelo pátio do estádio. O maior desejo daqueles homens era vê-la nua, nuinha em pelo alguns desejavam! O corpo dela suscitava todos aqueles desejos, todas aquelas ânsias. Era maravilhoso. Era um sonho, realmente um encanto para os desejos masculinos.
Depois disso, Fernanda passou a ir ao clube todos os dias. O problema é que o time começou a perder. O grupo de jogadores apresentava dissensões, o vestiário estava desunido. O emprego de Arnaldão entrou em risco. Foi o que ele disse uma noite para Fernanda
Acho que vou perder o emprego? Suspirou fundo, recostado ao peito macio de Fernandinha, enquanto vestia o pijama de sapinhos que ela lhe dera, junto a umas pantufas peludinhas, para bem aquecer aos pés do seu amor.
Fernanda ficou apreensiva. Não queria que ele trocasse de clube, lá já era bom e agora ficara melhor ainda, estava ficando ótimo. Não queria perder o contato com os olhares quentes dos jogadores. Mas o time não vencia mais, as brigas no vestiário se sucediam. Ninguém se entendia no clube, além disto Arnaldão não conseguia mais impor sua autoridade. Até que chegou o dia decisivo, era preciso vencer ou vencer, Arnaldão o pé de valsa, estava a perigo.
Se perdermos domingo, estou na rua ? Comunicou Arnaldão à sua jovem e sedutora esposa durante o café da manhã de sexta-feira.
Fernanda dormiu mal aquela noite., revirou-se na cama em busca de uma alternativa, inteligente e sadia, o sábado ela passou pensativa, casmurra, em sofrimento silencioso. Na manhã de domingo, resolveu tomar uma atitude. Foi até o hotel onde todos estavam concentrados. Chamou Arnaldão. Ele desceu até o saguão, antes de lhe dar um beijo de saudação, pegou em seus cotovelos, apertou delicadamente e perguntou:
Você confia em mim meu amor?
Arnaldão estranhou, mas sabia que a mulher falava a sério.
C-confio ? gaguejou éé´é claro que confio.
Então amor, me deixa falar a sós com os jogadores, preciso falar com eles. Reúna todos em uma sala e depois saia. Preciso de 10 minutos com eles, e nós vamos ganhar o jogo, só preciso da tua confiança e crédito.
Arnaldão quis saber o que ela iria fazer, o que ela diria, mas ela respondeu que não podia contar.
Dez minutos? Repetia, apenas uns dez ,sem cessar? Preciso apenas de dez minutos para explicar a minha tática o meu método de animar, motivar nosso plantel.
Arnaldão, pensou e diante da dificuldade, topou, não lhe negava nada. Poucos minutos depois, Fernanda entrou na sala em que os jogadores foram reunidos. Estavam sentados em cadeiras de ferro. Ela usava um vestidinho amarelo de alças, com um decote generoso, suas costas alvas mostravam delicadas sardas, além das marquinhas do sol da praia e sapatos de salto alto. Parou de pé diante deles. Falou:
Vou dar agora o que vocês sempre quiseram de mim.
E, com a mão direita, baixou a alça esquerda do vestido, uau, um suspiro geral, um deixar de queixo cair, expondo um seio firme de tamanho standard. Com a esquerda, removeu a outra alça, e ambos os seios se mostraram aos jogadores. Formavam um lindo par. Aí ela empurrou o vestido para além da cintura fina, das ilhargas sinuosas, das coxas fortes, dos joelhos redondos, das canelas lisas. O vestido pousou nos escarpins. Os jogadores estavam sem fôlego. Fernanda continuou ali parada, só de calcinha, escarpins e piercing. Levou as mãos às tiras das calcinhas, pegou a extremidade direita do lacinho, olhou para todos, piscou um olhinho e delicadamente, parou, desistiu, voltou sua mão para o lacinho da esquerda, o meia-esquerda começou a gemer baixinho.
Se nós vencermos, hoje? Miou ela? Tiro o resto antes do próximo jogo, promessa feita, solto os lacinhos, só pra vocês, taaaa, tiauuuu.
E entrou no vestido outra vez. E foi-se embora, deixando o plantel no deleite e no desespero do... quero mais.
As preleções de Fernanda tornaram-se célebres no clube. O time ganhou o campeonato. E Arnaldão jamais descobriu qual era, afinal, a tática revolucionária concebida por sua mulher, Fernandinha, voltou aos bailes com o Arnaldo pé de valsa, só assim todas as tardes temos um bom papo e oportunidades para tomar uma cervejinha, enquanto o pé de valsa e Fernandinha passam e vão desaparecendo mais um dia na esquina da praça, a Fé continua insinuante, sedutora, mas é Arnaldo o dono daquele corpo.
Por:Wcastanheira A pedido de um amigo, não resisti, continuamos com a história da vida da Fernandinha, dela sempre podemos esperar um pouco mais....continuará seu time vencendo? ou a Fê, voltará para o escritório? Sei lá, o futuro dirá o que é melhor pra Fernandinha...
Fernandinha jamais havia se sentido tão nua, especialmente naquele dia. Mas estava vestida, ali, o corpo bem coberto: calças jeans justas, daquelas que deixam a marquinha desejável, nos sonhos mais machistas possíveis, justas como se tivesse nascido dentro delas, botas de cano alto até os joelhos e uma blusa branquinha leve, soltinha, aquelas com decote quadradinho, tão leve quanto a consciência dos homens que admiram as beldades naturais femininas. Ainda assim, sentia-se nua. Os olhares dos homens do lugar arrancavam suas roupas às fatias. Fernandinha recém chegara ao clube no qual seu marido trabalhava como treinador. Havia estacado, parado à margem do campo de treino, apenas queria ver um treino, sentir o clima dos dias de treino, mas os olhares dos jogadores a lambiam como se ela estivesse coberta de leite condensado ou de uma delicada manta de chantily, delírios naturais de quem sofre do mal e da tara por guloseimas, Fernandinha era uma delícia ao natural.
Arnaldo, o pé de valsa, chamava-se o marido técnico. Um durão. Havia sido zagueiro tosco no passado, e o estilo de jogar se lhe infiltrara na alma. Arnaldão era um ser humano tosco que se dizia sincero, mas um ótimo colega dos finais de tarde pra bebericar umas cervejinhas geladas, nos reuniamos ali, sempre no mesmo barzinho, quase na esquina. Orgulhava-se da sua franqueza, de falar sem subterfúgios, de olhar no olho do interlocutor, aquela coisa, quando se tratava de treinar Arnaldão era áspero com todos, era sempre rude, não dava mole pros seus comandados. Menos com Fernanda. Na frente da Fernanda, ele virava suflê, amolecia, derretia como banha de porco em panela quente. Ela era uns 30 anos mais jovem, era loira ou seja, estava loira, as mulheres espciais, por veses aparecem loiras, morenas, avermelhadas ou castanhas ou vai me dizer que você antes de sair com um a mulher sabe a cor dos cabelos dela pra aquele dia? Sabe não, você arrisca ou as veses sequer tem coragem de arriscar, magra, ela malha, malha... então daí podemos dizer, Fernandinha é magra, alta, cabelos lisinhos, daqueles com mechas delicadamente brancas, linda e sorridente. Tratava-o por? Naldo?, e só ela tinha esta afinidade, podia tratá-lo dessa forma, nem nós companheiros de trago nos atrevíamos a chamá-lo assim, Naldo, usávamos o usual pé de valsa, além do dengo natural, da deliciosa sonoridade da fala mansa de fada madrinha da Fê.
Pois um dia Fernanda pediu para vê-lo trabalhar. Arnaldão, não recusou ? Ele não lhe negava nada. Levou-a ao campo, mostrando a ela seu habitat de trabalho.
E foi aí que ela se sentiu nua, completamente desnuda, diante de todos aqueles rapazes.
No começo, ficou incomodada, estava meio sem jeito, os olhares eram daqueles que depenam, que desnudam. Mas, com o correr do treinamento, os olhares dos jogadores foram cevando-lhe o orgulho de mulher bonita, a vaidade feminina. Era bom ser desejada, era bom saber que os homens cobiçavam seu corpo. Sentiu-se uma pantera, uma cavala, uma cachorra, tudo ao mesmo tempo.
Depois daquela tarde, suas visitas ao clube se tornaram mais freqüentes, gostava de experimentar a sensação de ser alvo da concupiscência masculina. E cada dia Fernanda ia com uma roupa mais ousada. Deixava que antevissem uma faixa de carne dourada de seus ombros redondos, ou um pedaço das suas longas pernas, ou o delicado piercing que lhe feria o umbigo. Eles ensandeciam de desejo. Eles a queriam, como a queriam, Fernandinha era o alvo maior da equipe.
Um dia, entre todos, foi o mais especial. Fernanda se encostara à porta fechada do vestiário. De repente, ouviu o diálogo entre dois jogadores que estavam parados do outro lado. Um disse:
O que eu mais queria era ver aquela mulher nua.
Fernanda estremeceu. Supunha que falavam dela. Mas seria mesmo? Sentiu palpitações. Apurou o ouvido, quase encostou-o à porta, o outro jogador como que arfou, e o que disse entre dentes quase a fez desfalecer de contentamento:
Cara, tudo o que eu quero na vida é ver essa mulher do treinador nuinha! Nuinha em pelo!
E o outro:
Dou todo o meu salário só para ver aquela mulher sem roupa!
Fernandinha, como que flutuou pelo pátio do estádio. O maior desejo daqueles homens era vê-la nua, nuinha em pelo alguns desejavam! O corpo dela suscitava todos aqueles desejos, todas aquelas ânsias. Era maravilhoso. Era um sonho, realmente um encanto para os desejos masculinos.
Depois disso, Fernanda passou a ir ao clube todos os dias. O problema é que o time começou a perder. O grupo de jogadores apresentava dissensões, o vestiário estava desunido. O emprego de Arnaldão entrou em risco. Foi o que ele disse uma noite para Fernanda
Acho que vou perder o emprego? Suspirou fundo, recostado ao peito macio de Fernandinha, enquanto vestia o pijama de sapinhos que ela lhe dera, junto a umas pantufas peludinhas, para bem aquecer aos pés do seu amor.
Fernanda ficou apreensiva. Não queria que ele trocasse de clube, lá já era bom e agora ficara melhor ainda, estava ficando ótimo. Não queria perder o contato com os olhares quentes dos jogadores. Mas o time não vencia mais, as brigas no vestiário se sucediam. Ninguém se entendia no clube, além disto Arnaldão não conseguia mais impor sua autoridade. Até que chegou o dia decisivo, era preciso vencer ou vencer, Arnaldão o pé de valsa, estava a perigo.
Se perdermos domingo, estou na rua ? Comunicou Arnaldão à sua jovem e sedutora esposa durante o café da manhã de sexta-feira.
Fernanda dormiu mal aquela noite., revirou-se na cama em busca de uma alternativa, inteligente e sadia, o sábado ela passou pensativa, casmurra, em sofrimento silencioso. Na manhã de domingo, resolveu tomar uma atitude. Foi até o hotel onde todos estavam concentrados. Chamou Arnaldão. Ele desceu até o saguão, antes de lhe dar um beijo de saudação, pegou em seus cotovelos, apertou delicadamente e perguntou:
Você confia em mim meu amor?
Arnaldão estranhou, mas sabia que a mulher falava a sério.
C-confio ? gaguejou éé´é claro que confio.
Então amor, me deixa falar a sós com os jogadores, preciso falar com eles. Reúna todos em uma sala e depois saia. Preciso de 10 minutos com eles, e nós vamos ganhar o jogo, só preciso da tua confiança e crédito.
Arnaldão quis saber o que ela iria fazer, o que ela diria, mas ela respondeu que não podia contar.
Dez minutos? Repetia, apenas uns dez ,sem cessar? Preciso apenas de dez minutos para explicar a minha tática o meu método de animar, motivar nosso plantel.
Arnaldão, pensou e diante da dificuldade, topou, não lhe negava nada. Poucos minutos depois, Fernanda entrou na sala em que os jogadores foram reunidos. Estavam sentados em cadeiras de ferro. Ela usava um vestidinho amarelo de alças, com um decote generoso, suas costas alvas mostravam delicadas sardas, além das marquinhas do sol da praia e sapatos de salto alto. Parou de pé diante deles. Falou:
Vou dar agora o que vocês sempre quiseram de mim.
E, com a mão direita, baixou a alça esquerda do vestido, uau, um suspiro geral, um deixar de queixo cair, expondo um seio firme de tamanho standard. Com a esquerda, removeu a outra alça, e ambos os seios se mostraram aos jogadores. Formavam um lindo par. Aí ela empurrou o vestido para além da cintura fina, das ilhargas sinuosas, das coxas fortes, dos joelhos redondos, das canelas lisas. O vestido pousou nos escarpins. Os jogadores estavam sem fôlego. Fernanda continuou ali parada, só de calcinha, escarpins e piercing. Levou as mãos às tiras das calcinhas, pegou a extremidade direita do lacinho, olhou para todos, piscou um olhinho e delicadamente, parou, desistiu, voltou sua mão para o lacinho da esquerda, o meia-esquerda começou a gemer baixinho.
Se nós vencermos, hoje? Miou ela? Tiro o resto antes do próximo jogo, promessa feita, solto os lacinhos, só pra vocês, taaaa, tiauuuu.
E entrou no vestido outra vez. E foi-se embora, deixando o plantel no deleite e no desespero do... quero mais.
As preleções de Fernanda tornaram-se célebres no clube. O time ganhou o campeonato. E Arnaldão jamais descobriu qual era, afinal, a tática revolucionária concebida por sua mulher, Fernandinha, voltou aos bailes com o Arnaldo pé de valsa, só assim todas as tardes temos um bom papo e oportunidades para tomar uma cervejinha, enquanto o pé de valsa e Fernandinha passam e vão desaparecendo mais um dia na esquina da praça, a Fé continua insinuante, sedutora, mas é Arnaldo o dono daquele corpo.
Por:Wcastanheira A pedido de um amigo, não resisti, continuamos com a história da vida da Fernandinha, dela sempre podemos esperar um pouco mais....continuará seu time vencendo? ou a Fê, voltará para o escritório? Sei lá, o futuro dirá o que é melhor pra Fernandinha...
sábado, 6 de junho de 2009
Zero Hora, 07/05/09
Wanderlen Castanheira
Marítimo – Tramandaí
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Minha madrugada.
A cidade estava vazia, poucas luzes piscavam na avenida morna, de uma madrugada, morna, e eu... a passos lentos buscava, não sei o quê, talvez alimentar alguma fantazia, quem sabe esquecer algum velho amor, mas se velho era, se o deixei envelhecer, assim também haverão as lembranças de envelhecer, mas... desci uma ladeira longa, leve de descer, sabe aquelas ruazinhas em declive, quando parece que tudo ajuda-nos, até o ditado popular, diz que pra baixo todos os Santos ajudam, assim, assim mesmo era aquela ruazinha, alguns bebados tropegos andavam meio em caracol, desciam embalados pela leve aragem e confundiam-se com pobres meretrizes que tresloucadas buscavam por amores fáceis, um cachorro magro descia a ladeira a balançar acola, esperando que dos homens bebados sobrasse algo para mais uma pobre alimentação, a lua brilhante e faceira dava o tom da luz, ao fundo um som confunde minha mente, será um pandeiro, será um violão e algum bandolim? Não sei, sei apenas que vem lá de baixo, sai de uma porta entreaberta, onde um guardião esquálido, pálido, branquíssimo, já quase sem forças tenta manter a ordem na entrada, assim é a madrugada da minha cidade, cidade encravada no submundo doutra cidade, mundo envolto no mundo doutro mundo, são homens bebados, drogados e outros nem tanto mas encontrar um sóbrio, altivo, ainda esperto é realmente um lance do acaso, são mulheres pintadas, meias acima dos joelhos, com altíssimos saltos de botas de um couro barato, entradas não sei como em calças justíssimas ou enfiadas numa mini saia, quase imperceptível, são filhas de modestas famílias vindas quase todas de longinquos interiores em busca de sonhos, de planos, ou são mulheres mal amadas que muito amaram, por algum motivo estão ali buscando um meio de sobreviver ou quem sabe destes amores esquecer, assim é minha madrugada, assim é minha cidade, um local onde mulheres e homens buscam com desespero um meio na idéia deles digno de viver, marujos sobem a rampa em grupos, algumas mulheres acompanham seus namorados prediletos, irão com eles até o porto, talvez por alguma brecha entrarão nos seus navios e ali viverão sonhos e promessas, receberão alguma coisa por isso e terá assim passado mais um dia....
Assim é minha madrugada, ainda é muito cedo pro galo cantar, encosto-me a um muro e de lá fico a meditar minha situação mediocre de vida, um guarda apita ao longe, é um silvo estridente, rompe a madrugada, um casal de namorados vai descendo a ladeira aos gbeijos e amassos, isto dá-me saudade de algum tempo perdido no passado, outro casal para ao meu lado, inquietos ficam aos beijos e bulinação ao meu lado, isto inquieta-me, me faz lembrar que apesar de esquálido, quase sem recheio ainda sou um homem, apesar de abandonado, perdido, insone, ainda sou um homem, ainda bate um coração que deseja amar, saio dali, percebo o deslocamento de algumas meretrizes, em busca de algum perdido, de drogas, de bebida, do nada, assim é meu mindo, assim é minha madrugada, dou alguns passos mais e sou envolvido pelo abraço de uma mulher, que ao mesmo tempo beija-me e acaricia-me de modo atrevido, de modo ousado, deixo-me envolver, deixo-me absorver por tudo aquilo, sou arrastado para o interior de um bar, mal cheiroso, apertado, com pessoas que pode-se dizer, -fedem, exalam um mal odor, acomodo-me recostado a um balcão, nuvens de fumaça enovelam o ar, ali um mundo de fumantes saciam seus desejos de sexo, fumo, jogo e bebidas, ali parece ter o cheiro do pecado, um odor de enxofre, ali mora o mal em toda a sua consubstância, assim é minha madrugada, morna, quase desinteressante, mas é a minha madrugada, uma outra mulher vai aos poucos encostando seu traseiro gordo no meu esquálido corpo, prefiro a magrinha que pra lá arrastou-me, a gorda dá uma suave cheirada no meu pescoço, já não tenho sentimentos, nem energia para provar um arrepio, a outra vai aos poucos insistindo em caricias mais envolventes, bebemos e fumamos, alguém chega e oferece um fumo diferente, ainda tenho forças para dizer que não fumo e não cheiro estas coisas, prefiro morrer careta, assim é minha madrugada....
Aos poucos vai andando a madrugada de encontro ao nascer do sol, saio dali meio tonto, meio zonzo, sei lá pareço perdido no tempo e no espaço, começo a ingreme subida da ladeira, agora poucos bebados são vistos, alguns músicos da noite voltam pra casa com seus violões em baixo do braço, marujos ao meu lado fazem festa com um bando de mariposas embriagadas, aladeira está em festa a altas horas da madrugada, todos teem motivos pra cantar, cantar seus amores, cantar suas angústias, cantar suas conquistas fáceis, mas... cantar, naquela rua não há lugar pra tristezas, um bando de mulheres mal amadas, de homesm com sentimentos mal resolvidos, de marujos com amores muito distantes, homens e mulheres que chegam a feliz conclusão que chorar não adianta, não resolve, assim é minha madrugada....
Volto a escutar uma música agora mais próxima, mudo de calçada enquanto, um outro cachorro magro e mais alguns outros sei lá quantos, atravessam minha frente, penso no quase nada que sou, quero sair dali mas não encontro forças, apenas vontade de ficar, alguem grira, -polaaaco, olho pra trás... é ela, a mulher que justifica toda a minha tentativa de manter-me pelo menos de pé, respiro quase feliz, quase sorrio, uso meu ar de meio alegre, ela aproxima-se, envolve-me com seus braços longos, aperta-me contra seu corpo magérrimo, é mais uma filha da rua, gerada pela pobresa dos mal amados, fruto das meninas mal instruídas que caem nas mãos dos contrabandistas de mulheres, é meiga, suave, uma menina legal, penso eu assim, apenas maltratada pela vida, escolhida por uma pessoa para ter uma má vida, penso eu.
Na fria madrugada, recostado à uma parede mal rebocada, numa rua mal iluminada, ganho o preço por estar com ela, por viver com ela, carinho, um pouco de atenção, um pouco de valorização, ela me faz de vez em quando um pouco mais homem, me faz pensar que ainda sou gente, pois a tenho comigo, foi o que sobrou das minhas noites de folia, dos meus momentos de viagens aos trópicos das alucinações, foi bom estar lá, mas terível a volta e nesta volta busco a cada dia, reencontrar-me com o homem que deixei, reencontrar-me com os filhos que gerei, com a mulher que amei, com o serviço que deixei, mas na angústia das minhas madrugadas, no delírio das minhas noites mal dormidas, no meio do meu desespero fissurado, minha boca seca, meus lábios ficam quebradiços, minhas pernas bambas, apenas sabem procurar pelo mal caminho desta madrugada, estou sóbrio, equilibrado, mas a cabeça, a cabeça gira, está vazia, não consegue concatenar, organizar os pensamentos, sou muito mais carcaça do que homem, muito mais esqueleto, do que gente, sou aquilo que sobrou das minhas paixões alucinantes, dos meus voos macabros, das minhas viagens até hoje parece que sem volta, agora ela aperta-me com a vontade de quem quer algo mais, vamos aos poucos buscando por nosso refugio, agora subindo a ladeira que por momento descia, ela parece cansada, dançou, fez amor, fumou, bebeu, cheirou fez tudo aquilo que podia para mais um pouco, por mais uma noite destruir sua vida, hoje ela é filha do nada, é irmã do desespero, é casada com uma coisa que insiste em deixar-se chamar de homem, aos poucos não longe dali, quase no mesmo quarteirão está nossa pequena acomodação, insistimos em manter um jardim, algumas flores balançam ao vento gélido da madrugada, entramos, preparamos um café e...
Resta-nos apenas a cama, a cama para uma mulher cansada e para um homem sem desejos, sem propósitos, somos dois filhos do mal uso da vida...
Ao acordar, ela engolirá alguma comida barata, arrumará o cabelo e voltará ao cruel destino da sua vida... a noite.
Eu, tentarei dormir, tentarei viver, mas na certa voltarei à madrugada, que pra mim começa a cada dia mais cedo, em algum lugar da rua suja e mal frequentada pareço ouvir novamente, -Polaaaco... e lá vou eu, apenas este é o grito que ouço, apenas esta é mulher que bravamente atura meu desencanto, enquanto houver vida, tentarei viver, ela não perece ter qualquer atrativo daquelas mulheres que trouxeram-me para este lugar, mas de algum modo este pedaço de gente, esta sobra de mulher, dá algum motivo à minha vida e é por ela que vivo minhas madrugadas, também por ela ainda tenho a esperança de voltar a acordar, a trabalhar, a viver, a ser pelo menos um pouco daquilo que fui, não ser apenas o Polaco, mas ser um homem que ressucita, que ressurge, das profundesas do nada.
Um retrato do nada que sobra a um homem e uma mulher, após os delírios das drogas, pra pensar, terminei neste sábado, de Brasil e Uruguai.
Por: Wcastanheira
Assim é minha madrugada, ainda é muito cedo pro galo cantar, encosto-me a um muro e de lá fico a meditar minha situação mediocre de vida, um guarda apita ao longe, é um silvo estridente, rompe a madrugada, um casal de namorados vai descendo a ladeira aos gbeijos e amassos, isto dá-me saudade de algum tempo perdido no passado, outro casal para ao meu lado, inquietos ficam aos beijos e bulinação ao meu lado, isto inquieta-me, me faz lembrar que apesar de esquálido, quase sem recheio ainda sou um homem, apesar de abandonado, perdido, insone, ainda sou um homem, ainda bate um coração que deseja amar, saio dali, percebo o deslocamento de algumas meretrizes, em busca de algum perdido, de drogas, de bebida, do nada, assim é meu mindo, assim é minha madrugada, dou alguns passos mais e sou envolvido pelo abraço de uma mulher, que ao mesmo tempo beija-me e acaricia-me de modo atrevido, de modo ousado, deixo-me envolver, deixo-me absorver por tudo aquilo, sou arrastado para o interior de um bar, mal cheiroso, apertado, com pessoas que pode-se dizer, -fedem, exalam um mal odor, acomodo-me recostado a um balcão, nuvens de fumaça enovelam o ar, ali um mundo de fumantes saciam seus desejos de sexo, fumo, jogo e bebidas, ali parece ter o cheiro do pecado, um odor de enxofre, ali mora o mal em toda a sua consubstância, assim é minha madrugada, morna, quase desinteressante, mas é a minha madrugada, uma outra mulher vai aos poucos encostando seu traseiro gordo no meu esquálido corpo, prefiro a magrinha que pra lá arrastou-me, a gorda dá uma suave cheirada no meu pescoço, já não tenho sentimentos, nem energia para provar um arrepio, a outra vai aos poucos insistindo em caricias mais envolventes, bebemos e fumamos, alguém chega e oferece um fumo diferente, ainda tenho forças para dizer que não fumo e não cheiro estas coisas, prefiro morrer careta, assim é minha madrugada....
Aos poucos vai andando a madrugada de encontro ao nascer do sol, saio dali meio tonto, meio zonzo, sei lá pareço perdido no tempo e no espaço, começo a ingreme subida da ladeira, agora poucos bebados são vistos, alguns músicos da noite voltam pra casa com seus violões em baixo do braço, marujos ao meu lado fazem festa com um bando de mariposas embriagadas, aladeira está em festa a altas horas da madrugada, todos teem motivos pra cantar, cantar seus amores, cantar suas angústias, cantar suas conquistas fáceis, mas... cantar, naquela rua não há lugar pra tristezas, um bando de mulheres mal amadas, de homesm com sentimentos mal resolvidos, de marujos com amores muito distantes, homens e mulheres que chegam a feliz conclusão que chorar não adianta, não resolve, assim é minha madrugada....
Volto a escutar uma música agora mais próxima, mudo de calçada enquanto, um outro cachorro magro e mais alguns outros sei lá quantos, atravessam minha frente, penso no quase nada que sou, quero sair dali mas não encontro forças, apenas vontade de ficar, alguem grira, -polaaaco, olho pra trás... é ela, a mulher que justifica toda a minha tentativa de manter-me pelo menos de pé, respiro quase feliz, quase sorrio, uso meu ar de meio alegre, ela aproxima-se, envolve-me com seus braços longos, aperta-me contra seu corpo magérrimo, é mais uma filha da rua, gerada pela pobresa dos mal amados, fruto das meninas mal instruídas que caem nas mãos dos contrabandistas de mulheres, é meiga, suave, uma menina legal, penso eu assim, apenas maltratada pela vida, escolhida por uma pessoa para ter uma má vida, penso eu.
Na fria madrugada, recostado à uma parede mal rebocada, numa rua mal iluminada, ganho o preço por estar com ela, por viver com ela, carinho, um pouco de atenção, um pouco de valorização, ela me faz de vez em quando um pouco mais homem, me faz pensar que ainda sou gente, pois a tenho comigo, foi o que sobrou das minhas noites de folia, dos meus momentos de viagens aos trópicos das alucinações, foi bom estar lá, mas terível a volta e nesta volta busco a cada dia, reencontrar-me com o homem que deixei, reencontrar-me com os filhos que gerei, com a mulher que amei, com o serviço que deixei, mas na angústia das minhas madrugadas, no delírio das minhas noites mal dormidas, no meio do meu desespero fissurado, minha boca seca, meus lábios ficam quebradiços, minhas pernas bambas, apenas sabem procurar pelo mal caminho desta madrugada, estou sóbrio, equilibrado, mas a cabeça, a cabeça gira, está vazia, não consegue concatenar, organizar os pensamentos, sou muito mais carcaça do que homem, muito mais esqueleto, do que gente, sou aquilo que sobrou das minhas paixões alucinantes, dos meus voos macabros, das minhas viagens até hoje parece que sem volta, agora ela aperta-me com a vontade de quem quer algo mais, vamos aos poucos buscando por nosso refugio, agora subindo a ladeira que por momento descia, ela parece cansada, dançou, fez amor, fumou, bebeu, cheirou fez tudo aquilo que podia para mais um pouco, por mais uma noite destruir sua vida, hoje ela é filha do nada, é irmã do desespero, é casada com uma coisa que insiste em deixar-se chamar de homem, aos poucos não longe dali, quase no mesmo quarteirão está nossa pequena acomodação, insistimos em manter um jardim, algumas flores balançam ao vento gélido da madrugada, entramos, preparamos um café e...
Resta-nos apenas a cama, a cama para uma mulher cansada e para um homem sem desejos, sem propósitos, somos dois filhos do mal uso da vida...
Ao acordar, ela engolirá alguma comida barata, arrumará o cabelo e voltará ao cruel destino da sua vida... a noite.
Eu, tentarei dormir, tentarei viver, mas na certa voltarei à madrugada, que pra mim começa a cada dia mais cedo, em algum lugar da rua suja e mal frequentada pareço ouvir novamente, -Polaaaco... e lá vou eu, apenas este é o grito que ouço, apenas esta é mulher que bravamente atura meu desencanto, enquanto houver vida, tentarei viver, ela não perece ter qualquer atrativo daquelas mulheres que trouxeram-me para este lugar, mas de algum modo este pedaço de gente, esta sobra de mulher, dá algum motivo à minha vida e é por ela que vivo minhas madrugadas, também por ela ainda tenho a esperança de voltar a acordar, a trabalhar, a viver, a ser pelo menos um pouco daquilo que fui, não ser apenas o Polaco, mas ser um homem que ressucita, que ressurge, das profundesas do nada.
Um retrato do nada que sobra a um homem e uma mulher, após os delírios das drogas, pra pensar, terminei neste sábado, de Brasil e Uruguai.
Por: Wcastanheira
Poema de um amor só.
Hoje, quando acordei, vi teu rosto a olhar o meu, percebi que aos poucos ficavas mais nítida, mais presente, de algum modo senti o aroma delicado do teu perfume, continuei meu caminho diario, mas... ao sentar à mesa, de algum modo senti tua presença e pensei, como pode um homem estar tão absorto, tão dominado pela imagem de uma mulher? Teu calor acompanha meus passos, teu sabor sequer deixa-me por um pouquinho, saborear outros beijos, porque me fases teu escravo, se sequer por um momento alimentas minha desesperada esperança? Porque aos poucos terminas com todo o meu direito de mover-me ou alimentar-me livremente, se jamais tens a piedade de devolver-me um sorriso?Óh amada minha, porque a todo momento visitas meu pensamento, meu coração, alteras meus planos, se sequer devolves meu bom dia? Como fazer para sair desta delicada prisão, se ao menos tivesse eu a força de um inseto, já seria possível pra tão hérculea ação, mas... minha amada, só pra ti sei viver, só por ti consigo respirar, andar...chorar, acordar, falar... e as veses me pego analizando e gostando de... por ti sofrer.
Como pode um poeta só a uma mulher dirigir seus versos? Só a uma ter como divina musa? Sei lá, falam tanto desses corações vadios, desses anjos que visitam, desses poemas rimados, delicados, ensaiados e então... penso... apenas eu, não consigo rimar meu verso, sem você no meu contraverso, apenas eu, não consigo ter um coração vadio, ter um amor em cada poema, não, meu poema é de um amor só, meu poema é de uma rima só, apenas solidão com paixão.
Meu poema é do poeta pobre, talves do poeta sem anjo, apénas com alma, vontade e paixão, é do poeta solitário, sem musas, sem pensamentos etéreos, com pé no chão, na realidade da vida, onde a poesia desaperece, mas com certesa a paixão... florece.
Devaneios de um final de tarde, momentos de vazios, de experiências com o desamor"
Por: Wcastanheira
Como pode um poeta só a uma mulher dirigir seus versos? Só a uma ter como divina musa? Sei lá, falam tanto desses corações vadios, desses anjos que visitam, desses poemas rimados, delicados, ensaiados e então... penso... apenas eu, não consigo rimar meu verso, sem você no meu contraverso, apenas eu, não consigo ter um coração vadio, ter um amor em cada poema, não, meu poema é de um amor só, meu poema é de uma rima só, apenas solidão com paixão.
Meu poema é do poeta pobre, talves do poeta sem anjo, apénas com alma, vontade e paixão, é do poeta solitário, sem musas, sem pensamentos etéreos, com pé no chão, na realidade da vida, onde a poesia desaperece, mas com certesa a paixão... florece.
Devaneios de um final de tarde, momentos de vazios, de experiências com o desamor"
Por: Wcastanheira
segunda-feira, 1 de junho de 2009
DA AMIGA NADE, MUITO LINDO!!
Como ando me surpreendendo comigo!
Engraçado, com certeza!
Descobri que as pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas, simplesmente, sabem fazer o melhor das OPORTUNIDADES que aparecem em seus caminhos.
Descobri que a FELICIDADE aparece para aqueles que choram, para aqueles que se machucam, para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
Descobri que o FUTURO mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. E, graças a Deus, eu vivi! Mas também sei que só terei sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. Eis uma coisa muito difícil...
Mas uma verdade precisa ser dita: SONHO com aquilo que eu quero! Independente de qualquer coisa ou pessoa...
Na verdade, sou uma pessoa que aprendeu que amores eternos podem acabar em uma noite, que grandes amigos podem se tornar ferrenhos inimigos, que o amor, sozinho, não tem a força que imaginei... Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno, que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos, não é verdade!
Mas descobri também que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência! É certo que os poucos AMIGOS que te apóiam na queda são muito mais fortes do que aqueles que te empurram!
Descobri também que o nunca mais nunca se cumpre, mas que o para sempre, sempre acaba!
Descobri também que minha FAMÍLIA com suas 1001 diferenças, está sempre aqui quando eu preciso, pois ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo... Que saudade! Há momentos na vida em que sinto tanto a falta de alguém que o que mais quero é tirar esta pessoa de meus sonhos e abraçá-la. Quem dera se pudesse fazer isto, não é, minha MÃE...
Sei que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo mesma, que vou cair e levantar por milhões de vezes... E ainda assim não vou ter aprendido tudo... A VIDA é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. Contudo, a vida não é de se brincar porque um belo dia se morre. É a mais pura realidade!
Por isso, nunca terei medo de tentar algo novo. A VIDA É UM RISCO! Foi um amador solitário que construiu a Arca e um grande grupo de profissionais que construiu o Titanic. Por que ter medo de arriscar?!?
O que realmente eu quero é que num dia, eu possa dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... E QUE VALEU A PENA!
Postado por Nade às 10:13 7 amigos comentam!
Engraçado, com certeza!
Descobri que as pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas, simplesmente, sabem fazer o melhor das OPORTUNIDADES que aparecem em seus caminhos.
Descobri que a FELICIDADE aparece para aqueles que choram, para aqueles que se machucam, para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
Descobri que o FUTURO mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. E, graças a Deus, eu vivi! Mas também sei que só terei sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. Eis uma coisa muito difícil...
Mas uma verdade precisa ser dita: SONHO com aquilo que eu quero! Independente de qualquer coisa ou pessoa...
Na verdade, sou uma pessoa que aprendeu que amores eternos podem acabar em uma noite, que grandes amigos podem se tornar ferrenhos inimigos, que o amor, sozinho, não tem a força que imaginei... Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno, que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos, não é verdade!
Mas descobri também que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência! É certo que os poucos AMIGOS que te apóiam na queda são muito mais fortes do que aqueles que te empurram!
Descobri também que o nunca mais nunca se cumpre, mas que o para sempre, sempre acaba!
Descobri também que minha FAMÍLIA com suas 1001 diferenças, está sempre aqui quando eu preciso, pois ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo... Que saudade! Há momentos na vida em que sinto tanto a falta de alguém que o que mais quero é tirar esta pessoa de meus sonhos e abraçá-la. Quem dera se pudesse fazer isto, não é, minha MÃE...
Sei que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo mesma, que vou cair e levantar por milhões de vezes... E ainda assim não vou ter aprendido tudo... A VIDA é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. Contudo, a vida não é de se brincar porque um belo dia se morre. É a mais pura realidade!
Por isso, nunca terei medo de tentar algo novo. A VIDA É UM RISCO! Foi um amador solitário que construiu a Arca e um grande grupo de profissionais que construiu o Titanic. Por que ter medo de arriscar?!?
O que realmente eu quero é que num dia, eu possa dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... E QUE VALEU A PENA!
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