Momentos de devaneios, aproveitando-me dos Anjos q visitam aos poetas, cantar e prosar minhas subjetivas musas
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
SE HOJE....
Se hoje, eu escrevesse sobre, saudade, talvez não falasse do poeta, mas quem sabe agradeceria aos anjos por terem me lembrado de ti.
Se hoje, eu pensasse em saudade, nem lembraria dos teu beijos, mas com certeza sofreria lembrando dos teus delicados toques, das tuas longuineas mãos e daquelas conversas longas e d'outras tão fragmentadas, do teu modo brejeiro, do calor do teu abraço.
Se hoje, só por hoje, eu sentisse saudade, sequer lembraria, da tua face bonita, do teu corpo esguio ou quem sabe do teu contorno tão feminino, da tentação que é sempre chegar tão perto, sentir teu aroma e não te poder tocar, apenas e sempre, adimirar
Se por agora, neste momento, eu sentisse saudade, talvez nem tivesse do que falar e muito menos sobre o que escrever, ah, mas que tolo sou, que não permito-me a este sentimento, tão vazio de vaidade, tão vazio de orgulho e tão cheio de quase pranto, pobre poeta, com tantos motivos para viver, busca meios para quase morer.
Após um dia de exaustivo trabalho, olhei o mar, mirei o céu, adimirei o horizonte e em tudo, mas em tudo mesmo, vi um pouco de você, mas mesmo assim insisto em dizer, que não sinto, saudade.
Se por esta noite, mas só por esta noite a suadade vier visitar-me, direi que não a conheço, a dispensarei, pois meu coração há de insistir que jamais a viu, percebeu ou sentiu, e... então mandarei a saudade embora, mesmo porque tenho a certeza de que amanhã a terei comigo e novamente insistirei em não reconhecê-la.
Mas se por acaso o telefone tocar, se por acaso a porta bater, se por ventura você chegar,
não repare na desordem desta casa, não critique o desarranjo de tudo, tenha piedade, alinhe os tapetes, acomode as cadeiras e vá tomando o lugar que sempre foi teu,
cale, adimire, analize e... não fale de saudade, não comente sobre distância, sequer toque na palavra abandono, pois tenhas a certeza, foram sentimentos que jamais experimentei.
Se por algum motivo, me avistares triste, talvez seja com saudade da nossa roseira amarela que morreu, pode ser também a causa da minha tristesa, a desordem da nossa casa, fiques em paz, minha solidão jamais falou em saudade.
Se hoje, ainda hoje, Deus a mim conceder a graça de tocar teu corpo, não direi do pranto derramado, não falarei das poesia mal escritas, nem das rimas de dor com amor, de tanto com pranto ou de felicidade com saudade, não falarei da rima de clemencia com ausencia.
Se por hoje, só por hoje, eu sentir saudade, terá sido por uma casualidade.
Se por hoje, só por hoje, eu vier a chorar, terá sido uma dessas coisas que ninguém sabe explicar, porque chorar?
Se acaso meu sono não vier me visitar, não terá sido tua ausência o motivo.
Mas... se a morte amanhã, para mim for uma verdade,
por certo, foi pela tua imensa suadade.
Poemeto, de um final de tarde, para uma musa encantadora, coisas da visita de um anjo!!
Por Wcastanheira
FELICIDADE. Do amigo Davi Coimbra
DAVID COIMBRA
coluna de hoje do Zero Hora, como sempre muito bem escrita, e com um assunto pertinente
Abaixo a felicidade
É que a felicidade é superestimada. Desde Freud isso, embora, claro, Freud não seja culpado.As pessoas querem ser felizes, ponto. Quando você pergunta para alguém:- O que você quer para o seu filho?Essa pessoa invariavelmente responde:- Quero que ele seja feliz.Depois, a criança cresce e os pais vão repetindo:- O importante é que você seja feliz, meu filho. Você está feliz? Você tem que ser feliz.A felicidade é o fim em si. O objetivo da vida.Trata-se de uma distorção rasteira. É como alguém dizer que trabalha para ganhar dinheiro. Quem trabalha para ganhar dinheiro provavelmente não ganhará dinheiro com o trabalho. Um teorema simples: ganha dinheiro com o trabalho quem trabalha bem, trabalha bem quem tem prazer com o que faz. Logo, quem tem prazer com o que faz ganha bem. Uma redução, sei, mas é para resumir que servem as reduções.A felicidade, se promovida a objetivo de vida, tudo o mais fica subordinado a ela. A pessoa luta por sua satisfação, o resto fica em segundo plano. Os outros ficam em segundo plano. Os valores da pessoa são ela mesma. Então, vale tudo para a obtenção da felicidade.O filho daquele pai que lhe repete que o importante é ser feliz, por exemplo, já crescidinho ele passa em frente ao orelhão e pensa: esse telefone ficaria bem no meu quarto, meus amigos achariam muito engraçado. Aí ele vai lá e arranca o fone. Leva-o para casa, orgulhoso.E o pai, ele desliza com seu carro pela cidade mastigando um Amor Carioca. Não sabe o que fazer com a embalagem do bombom e conclui: ah, o meu carro é que não vou sujar. Sem vacilar, abre a janela e atira a bolinha de papel no asfalto. A cidade não interessa, porque os outros não interessam.Esses mesmos personagens, pode chegar um dia em que eles ocupem algum cargo público. Pode ser que um dia lidem com o dinheiro público. O raciocínio deles não mudou, eles ainda acreditam que nada vale mais do que sua própria felicidade. E aquele dinheiro, afinal, é dinheiro de ninguém. Bem como a via pública e o fone do orelhão são de ninguém. Assim, por que não tomá-lo, o dinheiro público, e satisfazer seus desejos e realizar seus sonhos e, enfim, ser feliz?Os corruptos do Brasil, tanto quanto qualquer egoísta satisfeito que senta ao seu lado no trabalho, eles só querem ser felizes.Os corruptos brasileiros são uma chaga, mas também são uma bênção. Sobretudo para o gaúcho. O gaúcho acostumou-se a analisar o mundo com uma singeleza comovente. O gaúcho é contra ou a favor, é pelo sim ou pelo não, acha certo ou errado. Não é por acaso que a rivalidade Gre-Nal é assim acérrima. O gaúcho gostaria que a vida fosse um Gre-Nal. Bastaria escolher um lado, lutar contra o lado oposto e, pronto, não seria mais preciso pensar no assunto.Mas, não. A vida é um pouco mais sofisticada. As carroças atrapalham o trânsito e maltratam os cavalos, mas os carroceiros precisam sobreviver; o MST é violento, mas a questão dos sem-terra tem de ser resolvida; o Brasil depende da agricultura, mas a Amazônia há que ser preservada. Tudo tão complicado... Porém, se há corruptos, o quadro fica mais claro. Pode-se ser contra os corruptos, eleger os corruptos como culpados e dormir tranqüilamente. O problema é quando os valores da sociedade geram a corrupção. Aí fica difícil de identificá-los, os corruptos, porque eles estão em toda parte. Eles estão no meio de nós. E a vida fica complicada de novo
Zero Hora 18/05/2009
Talvez tenhamos de eleger, quer queiramos ou não, mais 8 mil vereadores. Com esta verba poderíamos contratar 24 mil professores para educar o povo, ou policiais que zelariam pela segurança deste povão tão desprotegido, são pessoas que movem a nação, que podem fazer deste país um lugar melhor de se viver, pasmem. Teremos que doar a grana para novos parasitas, salve, salve a pátria amada.
Wanderlen Borges CastanheiraMarítimo – Tramandaí
domingo, 17 de maio de 2009
DIAS ESPECIAIS, AMOR EXIGENTE
quinta-feira, 14 de maio de 2009
É BOM SER GAÚCHO. VC É D+ LETÍCIA, PARABÉNS
LETICIA WIERZCHOWSKI
Da nossa timidez secular
Somos um povo cheio de qualidades. Corajosos desde os tempos do Império, somos seres responsáveis e pra lá de organizados. Gaúcho é sinônimo de trabalhador, e lá nas grandes cidades do sudeste, quando chega um gaúcho numa empresa, pressupõe-se que chega um cara cumpridor. Mas somos tímidos… Ah, como somos tímidos! Dê uma olhadinha num gaúcho e você verá um sujeito afável e retraído. Entre numa fila de cinema no Rio de Janeiro, e entre numa fila de cinema em Porto Alegre, e você verá a diferença. Carioca, um bicho acostumado com pouquíssima roupa e aquele encontro diário na areia, anda sempre encontrando um amigo aonde quer que vá. Carioca não tem conhecido, tem amigo mesmo, assim direto. E fila de cinema no Rio é uma coisa viva, em movimento e mutação constantes. Já a nossa fila é como consta no dicionário: uma série de pessoas dispostas em linha reta, ao lado ou atrás uns dos outros.
Acontece que o gaúcho é cabreiro. Você vê um conhecido por aí e existe uma chance de 50% de o cara não te dar um oi. Na horinha H, quando vocês se cruzarem, ele vai mexer na pasta, vai pegar o celular, vai desviar dos seus olhos por algum motivo. Fique calmo, você não é chato não. É que gaúcho é um povo mais sutil. Comigo acontece toda hora: eu vejo um conhecido, ensaio um olá, mas nossos olhares não se cruzam. E lá se vai o fulano ou a sicrana sem que a gente tenha se cumprimentado como manda o figurino. Fiz uma enquete com amigos e descobri que o mais comum é isso mesmo, pouco oi por aí. Gaúcho não gosta de jogar conversa fora – até o mate a gente tem que tomar logo, antes que esfrie. Nós, que não crescemos na beira da praia, somos uma gente mais tímida... Talvez por isso, gaúcho goste tanto do Rio de Janeiro.
Mas, enfim, como escreveu Tabajara Ruas no seu belo romance Netto Perde sua Alma, enquanto o Rio de Janeiro era Atenas, aqui nós éramos Esparta. Não havia Corte, nem bailes, nem comitivas reais. Havia muita peleja nessas fronteiras dançarinas, isso sim. Sem bailes e sem palácios, por séculos vivemos quietos criando gado nas nossas estâncias, ou construindo cidadezinhas réplicas de uma saudosa Europa perdida para além-mar. Não deu tempo de exercitar nosso savoir-faire. Mas sou eu quem está criando caso. Afinal de contas, fila de cinema é para entrar no cinema, não é para fazer social.
sábado, 9 de maio de 2009
QUINTANA em: QUINTANARES ( Que saudades do poeta)
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana
SIMULTANEIDADE
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena.
Somos donos de nossos atos,
mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos...
Atos sao pássaros engailoados,
sentimentos são passaros em vôo.
A Rua dos Cataventos - II
Dorme, ruazinha... E tudo escuro...
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos
Dorme... Não há ladrões, eu te asseguro...
Nem guardas para acaso persegui-los...
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos...
O vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão...
Dorme, ruazinha... Não há nada...
Só os meus passos...Mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração...
Pérola de São Lourenço RS
Quem avisa...
Passeando por São Lourenço do Sul, amigo do Informe Especial ficou espantado com a sinceridade dessa placa num poste.
Há alguns anos em lua de mel, por lá, (préhistória), havia visto esta placa, hoje 26 anos após, lá está a placa, por certo os bebuns ainda abundam pela bela Pérola da Lagoa, belíssima cidade hospitaleira e arraigada nos bons costumes, inclusive da boa pinga, um beijo de PAZ pra vocês!!
Wcastanheira.